Portal de Cidadania

Estação Ferroviária de Vila Viçosa

Estação Ferroviária de Vila Viçosa

O ponto de interesse Estação Ferroviária de Vila Viçosa encontra-se localizado na freguesia de Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu no municipio de Vila Viçosa e no distrito de Évora.

Arquitetura de transportes, do séc. 20. Antiga estação ferroviária terminal do Ramal de Vila Viçosa (ex Linha de Évora), ao PK 191,600, onde ainda permanecem o edifício de passageiros, cais coberto e descoberto, cocheira, fosso da placa giratória e algumas outras construções devolutas. O edifício de passageiros tem planta retangular composta por três corpos, o central de dois pisos e os laterais de apenas um. Volumes escalonados com cobertura diferenciada em telhados de quatro águas no corpo central e de três nos laterais. Corpos laterais simétricos. O corpo a N. era ocupado por 3 quartos e cozinha destinados ao pessoal em serviço na estação, o corpo a S. por uma sala de espera para passageiros de 1 e 2 classe e a zona central ocupada pelos serviços de bilheteira, gabinete telefónico, despacho de bagagens, vestíbulo de passageiros e escada de acesso ao piso superior, estes dois últimos corpos com ligação interna. Do piso superior constavam cozinha, quatro quartos, retrete, corredor e escada de acesso ao piso térreo. O cais coberto tem planta retangular de um único volume (simples), alinhado com o edifício de passageiros. Servido por linha de carga/descarga de mercadorias e por cais descoberto.

Planta composta pelo edifício de passageiros com alpendre, edifício das instalações sanitárias e lampistaria (arrecadação de lampiões), plataforma de embarque e linhas férreas, cais coberto e cais descoberto, antiga cocheira, fosso da placa giratória, reservatório de água, poço e várias casas de apoio ao pessoal; na restante área pontuam elementos caraterísticos da paisagem ferroviária. EDIFÍCIO DE PASSAGEIROS (EP): planta retangular composta por três corpos, dispostos paralelamente, de nível com a antiga linha e do seu lado esquerdo, o central de dois pisos e os laterais de apenas um. Volumes escalonados com cobertura diferenciada em telhados de quatro águas no corpo central e de três nos laterais, com revestimento em telha de barro vermelho. Duas chaminés nas abas N. dos telhados. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com soco em mármore rosa e remate em cornija pétrea, platibanda ligeiramente reentrante rematada por idêntica cornija; panos e platibandas delimitados por cunhais apilastrados e acabamento a reboco pintado de cinzento claro; no intervalo dos vãos, painéis de azulejos de composição figurativa em azul e branco. Fachada principal, a O., virada às linhas, de três corpos, dois laterais, mais baixos e o central, ligeiramente avançado, de dois registos definidos por cornija; inferiormente, nos três corpos, sete portas, com duas folhas e bandeira, molduras de cantaria e verga em arco abatido; superiormente, no corpo central; três vãos axiais de janela, retangulares munidos de molduras e caixilharia idênticas às das portas do piso inferior, com peitoris ultrapassando ligeiramente a largura dos vãos. Alpendre a todo o comprimento desta fachada, com estrutura em ferro fundido, constituída por perfis transversais e longitudinais e pilares ornamentados com mísulas; cobertura em duas águas de diferente dimensão, apoiada na cornija inferior da fachada. Fachadas S. e N.: placas toponímicas em mármore rosa colocadas ao centro, sob a cornija inferior com o nome da estação Villa Viçoza gravado a preto; candeeiros de iluminação pública sobre estas placas. Fachada E. virada ao largo da estação de três corpos, dois laterais, mais baixos e o central, ligeiramente avançado, de dois registos definidos por cornija; inferiormente, nos três corpos, sete portas, com duas folhas e bandeira, molduras de cantaria e verga em arco abatido; superiormente, no corpo central: três vãos axiais de janela, retangulares munidos de molduras e caixilharia idênticas às das portas do piso inferior, com peitoris ultrapassando ligeiramente a largura dos vãos. Todas as caixilharias dos vãos de janela e porta das quatro fachadas estão pintadas de branco e cinzento claro. INTERIOR: teve adaptação às antigas instalações do Museu do Mármore, com interligação dos dois pisos, contando com salas de exposições e de reuniões, entretanto desativadas. Divisórias, pavimentos e rodapés em madeira envernizada e tetos em tábuas de madeira pintada de branco. Guarda de escada em balaustres pintados de branco. EDIFÍCIO DAS INSTALAÇÕES SANITÁRIAS E LAMPISTARIA: planta retangular simples, de corpo único, um só piso e telhado de quatro águas, localizado a N. do EP. Fachadas rebocadas e pintadas de branco acima dos lambris de azulejos de padrão, colocados sobre embasamento, até meio dos vãos de porta e janela; embasamento, cornija e panos delimitados por cunhais apilastrados com acabamento a reboco pintado de cinzento claro. Fachadas S. e O.: vãos de porta, janelas e óculos entaipados; faixas de azulejos azuis e brancos para sinalização do acesso às IS. Fachadas N. e E. portas com folha dupla e bandeiras em arco; na fachada E. óculos de ventilação com folha fixa em reixa pintada de cinza claro. CAIS COBERTO: planta retangular simples, de corpo único e um só piso, localizado a N. do EP. Cobertura homogénea em telhado de duas águas com estrutura em asnas de madeira e revestimento em telha de barro vermelho. Fachadas em alvenaria de pedra rebocadas e pintadas de branco. Fachadas O. e E. ambas rasgadas por três portões com soleiras em mármore rosa. Fachadas N. e S com remate em empena; portão na fachada S., de acesso pelo grande cais descoberto. Os cais eram acedidos por linha de topo a O. COCHEIRA: planta poligonal irregular de um único volume (simples), a O. da antiga linha, do seu lado direito. Cobertura em duas águas de grandes dimensões, com cumeeira sobrelevada para ventilação. Fachadas O. e E. com remate em empena. Fachada S.: duplo vão para acesso de composições através de duas linhas férreas; fosso da antiga placa giratória, para inversão de locomotivas, com 16m de diâmetro. RESERVATÓRIO DE ÁGUA: depósito de água de planta circular, massas simples, cilíndricas, dispostas em dois níveis: o inferior em alvenaria rebocada e pintada de branco e o superior sobrelevado, de menor diâmetro, com revestimento em chapa metálica e nome da estação pintado; depósito com capacidade para 150m3 de água; arrecadação no volume inferior, escada exterior de acesso ao depósito; o abastecimento de água às locomotivas era feito diretamente a partir desta construção. CASAS do pessoal: várias casas de planta retangular, dispostas paralelamente, de nível com a antiga linha e de ambos os lados, junto aos muretes de delimitação do terreno do caminho-de-ferro. Fachadas de pano e registo únicos, rebocadas e pintadas de branco, rasgadas por vãos de porta e janela, alguns atualmente entaipados. ARRANJOS EXTERIORES: Pavimento da plataforma do EP em cubos de vidraço branco e preto, com o nome da estação em vidraço preto. Pavimentação do largo em cubos de granito. Restantes áreas: terra batida, pedra e lajes de cimento, vedações de delimitação dos domínios ferroviários em cimento armado desenhadas pelo arquiteto Cottinelli Telmo e outras, em pedra rústica; vários candeeiros de iluminação pública.

Materiais

Observações

EM ESTUDO