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Escola Primária de Melgaço

Escola Primária de Melgaço

O ponto de interesse Escola Primária de Melgaço encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Vila e Roussas no municipio de Melgaço e no distrito de Viana do Castelo.

Arquitectura educativa, do século 20. Escola urbana integrada na tipologia desenvolvida pela Junta de Construções do Ensino Primário, de quatro salas de aula gémeas, para dois sexos. Apresenta planta rectangular simples, com quatro salas de aula rectangulares, viradas a S., iluminadas por amplos vãos, entrecortados por pala, tendo, nos topos, vestíbulos, que acedem aos sanitários, na fachada lateral, tendo no interior corredor paralelo à fachada posterior e escadas de acesso ao piso superior no ângulo direito. No interior, as salas de aula conservam o arranjo frontal, com iluminação dominante unilateral da esquerda e impossibilidade de visualizar o exterior em posição sentada.

Planta rectangular, com quatro amplas salas de aula, duas em cada um dos pisos, a que se adossa nas fachadas laterais corpo rectangular, o da fachada lateral direita correspondendo a vestíbulo de ligação às escadas de acesso ao segundo piso e o da fachada lateral esquerda correspondendo às instalações sanitárias, vestíbulo e alpendre coberto. Massa horizontal, de volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, na escola, e em placa ou metálica, nos corpos e alpendres laterais. Fachada principal virada a S., percorrida por embasamento, com largo cunhal direito revestido a placas de cantaria, de aparelho regular, com as juntas tomadas e pintadas de branco, e a restante rebocada e pintada de bege, ritmada, em cada um dos pisos, por nove amplos vãos rectangulares, com peitoril de cantaria e superiormente entrecortados por pala corrida, possuindo os nembos pintados de branco e terminando em cornija de betão sobreposta por beirada simples; sob as janelas do segundo piso surgem ainda pequenas frestas jacentes de arejamento. Fachadas laterais cegas terminadas em empena, a esquerda revestida a cantaria, de aparelho regular e com as juntas tomadas e pintadas de branco; o corpo adossado possui o vestíbulo fechado a O. por grelhado de cimento, pintado de bege e porta de verga recta, com moldura na mesma cor, e as instalações sanitárias, todas em cantaria, rasgadas superiormente por frestas; o alpendre coberto adossado às instalações sanitárias possui cobertura metálica, pintada de vermelho, apoiada frontalmente sobre duas colunas e, sendo posteriormente fechado. A fachada lateral direita surge rebocada e pintada de branco e friso intermédio bege, com vestíbulo em cantaria. Fachada posterior com cunhal direito largo em cantaria e a restante rebocada e pintada de branco, tendo cada um dos pisos superiormente rasgados por nove janelas rectangulares jacentes e, a meio, por três frestas, dispostas em ritmo alternado, com friso intermédio, nembos, e panos de peitoril pintados de bege. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas e tectos planos; espacialmente apresenta, por piso, as duas salas de aula viradas à fachada principal e corredor de acesso às mesmas paralelo à fachada posterior, acedido pelos vestíbulos dispostos nos extremos e com a caixa das escadas de ligação ao piso superior no ângulo direito.

Materiais

Estrutura de granito, aparente e rebocado e pintado; embasamento exterior, peitoril, molduras e portal em granito; placa, palas e pilares em betão; portas em madeira; caixilharias de alumínio e de madeira; cobertura em telha.

Observações

*1 - Em 1912, deu-se a queda parcial do telhado da Escola Conde de Ferreira. Em 20 Junho 1927, a Câmara Municipal solicitou um subsídio de 100.000$00 para construção, ampliações e grandes reparações de edifícios escolares, nomeadamente a reparação e ampliação da escola da vila. Em Janeiro de 1930, em resposta ao ofício da DGEMN, a Câmara Municipal informou sobre os edifícios escolares existentes no concelho; na vila a escola masculina estava instalada na escola Conde Ferreira com modificações, tendo salão dividido em duas salas de aula e não tendo habitação. Esta escola precisava de reparações avaliadas em 5.000$00. A escola feminina estava instalada na antiga residência paroquial, arrendada à Comissão Municipal dos Bens do Estado por 45$00 anuais e a obrigação de fazer as devidas reparações. Tinha uma sala de aula e habitação. Em 1936 a Câmara Municipal procedeu a obras de reparação na escolar masculina, avaliadas em 3.860$00, sendo 2.360$00 para materiais e 1.500$00 para mão de obra; foram comparticipadas em 1.500$00 pelo fundo de Desemprego. Por Portaria de 5 Fevereiro 1936 e pelo Fundo de Desemprego, o Estado concedeu 4.500$00. Em Julho aprovou-se a proposta da Câmara de executar, por 9.103$00, as obras de reparação do edifício escolar da vila mista, sendo 4.600$00 para materiais e 4.500$00 para mão de obra. Em Novembro 1936, a Câmara solicita nova comparticipação para os trabalhos não previstos na escola masculina, de que constavam: construção de um biombo, duplo, em pinho e respectiva pintura, construção de um caixilho de janela, pintura e colocação de vidro, construção de 30 m2 de forro de pinho a fiada, com respectivo madeiramento, construção de retrete e mictório, e reparação do telhado, caiação exterior e interior. As obras de reparação na escola mista foram concluídas em Dezembro, tendo sido comparticipadas por 4.500$00. A 20 de Novembro de 1944, Manuel Luís Pires fez ofício ao Ministério das Finanças, Direcção Geral da Fazenda Pública, pretendeu construir um pequeno salão para espectáculos cinematográficos, para o que há muito dispunha de máquina própria, no terreno anexo à escola Conde Ferreira da vila, edifício então pertencente à Junta de Freguesia, com fachada decente e com planta a aprovar pela Inspecção geral de Espectáculos e oferecia essas obras à escola, o que foi condenado pela DGEMN. Em 1955, a Escola Conde Ferreira apresentava tantos sintomas de ruína, que foi abandonada e escorada, transferindo-se as aulas para o antigo edifício da Câmara, onde também esteve instalado o Tribunal.