Portal de Cidadania

Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco

Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco

O ponto de interesse Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco encontra-se localizado na freguesia de Castelo Branco no municipio de Castelo Branco e no distrito de Castelo Branco.

Arquitectura política, administrativa e judicial, quinhentista.

Planta rectangular simples, de volume único de disposição na horizontal com cobertura homogénea em telhado de quatro águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, flanqueadas por cunhais apilastrados em aparelho isódomo, rematadas por friso, cornija e beiral. Fachada principal voltada o O. com três pisos, caracterizada por escadaria de acesso ao 2º piso e balcão com balaustrada sobre a qual se abre uma escadaria com 3 arcos de volta perfeita, sendo dois deles suportados por 2 colunas de fustes cilíndricos. No 1º piso, 3 janelas gradeadas de 2 folhas e 3 janelas de guilhotina. A meio piso, 1 porta e no 2º piso 1 janela de sacada, 3 janelas de guilhotina e 1 porta encimada por campanário sem sino *1. Lateralmente à janela de sacada, baixo relevo com uma esfera armilar, ladeada por escudo de Portugal coroado e lápide epigrafada alusiva ao culto de Nossa Senhora da Conceição *2. Fachada orientada a N. com 3 pisos com 2 janelas de 2 folhas gradeadas, 2 janelas de guilhotina e 2 janelas de sacada no 1º, 2º e 3º pisos respectivamente. É comum à totalidade dos vãos das fachadas orientadas a O. e N. os lintéis rectos, sendo os dos últimos pisos coroados por cornija simples. Fachada S. com 3 pisos, com 2 janelas geminadas e 1 janela de 2 folhas, no 1º piso, e, 2 janelas geminadas e 1 janela de guilhotina no 2º e 3º piso. Interior com espaços diferenciados e tectos planos.

Materiais

Pedra granítica, reboco, ferro forjado, madeira, telha marselha.

Observações

*1: O campanário servia para anunciar o fecho das portas da cidade; *2: a lápide possui uma inscrição composta por Frei António das Chagas, cuja tradução é: "A eternidade sagrada da Imaculada Conceição de Maria - D. João IV, Rei de Portugal, juntamente com as Cortes, se voltou tributário por si e pelos seus reinos com um senso anual e jurou defender perpetuamente a imaculada Conceição da Mãe de seus eleita para protectora do seu reino. Como lembrança da piedade Lusitana ordenou que isso se exarasse nesta lápide viva, para eterna memória. Ano de Cristo de 1646 e 6º de seu reinado."; existiam mais duas semelhantes nas muralhas.