Arquitectura infraestrutural, renascentista. Chafariz renascentista com sistema piramidal, adelgaçando em altura e integrando-se no grupo de chafarizes públicos centrais, de coluna galbada, com 2 taças sobrepostas e remate tipo coruchéu. Decoração renascentista patente na sua feição clássica e na linguagem decorativa de um modo geral, mas, muito especialmente, nas carrancas. Juntamente com os chafarizes de Caminha e de Pontevedra, constitui o chafariz mais significativo e o modelo a seguir na construção de fontes custeadas pelo município na zona N. de Portugal e na Galiza.
Ergue-se sobre plataforma circular, vedada por balaustrada de ferro, regularmente interrompida por pinhas cónicas sobre acrotérios e com acessos por 4 braços de escada com 5 degraus; entre eles, 2 bicas simples e acrotério. Tanque circular, com denticulado no bordo superior, coluna galbada com molduras, estrelas em medalhões e laçaria de pérolas. A 1ª taça, circular, tem 6 bicas em carrancas ligadas por friso de denticulados; inferiormente é decorada por molduras. O 2º troço da coluna é esculpido por elementos vegetalistas e a 2ª taça, de perfil arredondado, é semelhante à anterior, mas só com 4 bicas. O remate da coluna é seccionado em 4: 1ª parte com 4 bicas em carrancas, 2º com armas e escudo de Portugal, 3º e 4º com folhas estilizadas. Encima o conjunto Cruz da Ordem de Cristo em metal.
Materiais
Granito e ferro.
Observações
Foi fruto de um arquitecto já experiente neste tipo de construção, pois João Lopes o Velho já anteriormente tinha feito o chafariz do Porto (1544) e o de Pontevedra (1549), com os quais mantém muitíssimas semelhanças. Aliás todos os seus chafarizes são do mesmo tipo e têm a mesma linguagem e decoração, até mesmo no gradeamento protector que o de Caminha conserva.