Arquitectura religiosa, maneirista. Capela maneirista, alpendrada, de planta longitudinal de uma só nave. Fachada principal delimitada por cunhais sobrepujados por pináculos com sineira e cruz na empena, portal de verga recta ladeado por óculos quadrangulares. Exemplar singelo de capela alpendrada com elementos decorativos de boa qualidade. O recorte da fachada principal indicia um tecto em caixotões ou masseira.
Planta longitudinal, composta por alpendre e nave única, rectangulares e em eixo. Volumes escalonados com coberturas em telhados de três águas no alpendre e destelhado na nave. Alpendre sustentado por quatro colunas toscanas assentes em muro interrompido por três aberturas, com bancos de pedra no interior. Pavimento empedrado e tecto com os caibros da estrutura de madeira visíveis. Fachada principal enquadrada por cunhais sobrepujados por pináculos e sineira de arco pleno, com cruz, na empena. Portal de verga recta ladeado por dois óculos quadrangulares. Alçados laterais percorridos por cornija e janelas rectangulares para iluminação do altar-mor. Interior degradado, com pia de água benta e janela rectangular à direita, soco em granito onde assentava o altar de que resta uma base prismática. Pavimento em cimento.
Materiais
Granito na estrutura e pavimento do alpendre; cobertura exterior em telha; madeira no forro do alpendre; portão e grades exteriores das janelas em ferro. pavimento da nave em cimento.
Observações
Dizem os habitantes do lugar que esta capela foi pertença da Quinta do Vale ou da Vale. Têm lembrança de uma importante romaria anual, à qual acorria gente vinda de povoações muito distantes. A capela já esteve para ser removida para uma quinta particular de Ponte de Lima, mas o povo e a Junta de Freguesia fizeram pressão no sentido de evitar tal facto. Mostram interesse em comparticipar nas obras de reconstrução da capela. Enquanto tal não sucede guardaram os santos que aí existiam, Santa Ana, São Joaquim e São Sebastião, na Igreja Matriz da freguesia.