Arquitectura residencial, medieval. Torre de habitação senhorial de planta quadrangular, de dois pisos. Piso térreo com vão em arco apontado e superior, destinado a salão nobre, com janelas duplas de perfil trilobado e com mainel. Caracteriza-se pelo seu aspecto robusto. O conjunto testemunha a evolução de um determinado estilo de habitação nobre rural minhota, que se expandiu a partir de um polo original de características defensivas. Adossado possui ala residencial de construção posterior.
Torre de planta quadrangular, com dois pisos e cobertura em telhado de 4 águas. Tem duas portas de acesso: a primitiva porta com arco quebrado, situada no 1º piso, e uma outra, adaptada de uma janela de arco de volta inteira e que, desde época mais recente, liga a torre ao andar da casa que lhe está adossada. No 1º piso a iluminação faz-se através de seteiras muito estreitas. No 2º piso existem dois tipos diferentes de janelas. Nos lados E. e O., janelas duplas, com ambas as aberturas trilobadas e separadas por colunelo sem base nem capitel. Na fachada S. uma janela estreita, de arco pleno no exterior e no interior quebrado. Por cima destas janelas duas peças salientes de granito assemelham-se a cachorros. Todas as janelas têm portadas de madeira e conversadeiras em pedra no interior. Na parte superior da torre, as fiadas de pedra são bastante desordenadas, mais estreitas que as restantes e sem qualquer remate. A casa adossada à torre é um edifício de planta rectangular e 2 pisos, estando o andar ligado a um terraço de pedra a que se tem acesso por uma escadaria também em pedra. As janelas, à semelhança da torre, possuem conversadeiras. A parte da casa está actualmente destelhada.
Materiais
Paredes em granito, pavimentos em madeira e cobertura em telha de barro.
Observações
D. João de Coimbra foi fundador da capela dos Coimbras, em Braga, provisor e vigário geral desta diocese e mais tarde, abade de Oriz Santa Marinha.