Arquitectura religiosa, maneirista. Cruzeiro maneirista, de templete, aberto. Modelo tipificado e muito desenvolvido a partir de Quinhentos e por todo o Séc. 17 e 18, encontrando claras afinidades regionais com modelos seus contemporâneos como os de Ramdam (Águeda), São João de Loure (Albergaria-a-Velha), São Lourenço do Bairro (Anadia) e Assafarge, Abrunheira e Botão, estes últimos na região de Coimbra.
Planta quadrangular. Soco quadrangular elevado com marcações nos ângulos em pedestais e acesso único por escadaria de três degraus. Templete sustido por quatro colunas toscanas de base simples com estilóbata, fuste liso e capitel marcado por gola, entablamento desenvolvido de molduras simplificadas e friso corrido e cobertura cónica ligeiramente abaulada em arestas vivas e coroada por pináculo de remate triangular. Cruzeiro interior erguido sobre degrau escavado, pedestal quadrangular com faces molduradas, base e fuste interrompido onde se crava crucifixo desproporcionado.
Materiais
Calcário (templete), granito (degraus) e madeira (crucifixo).
Observações