Vila com castelo e cerca urbana e castelo de raiz islâmica. A estrutura urbana guarda características romanas e sobretudo muçulmanas, sendo desta época a definição do traçado urbano actual. O conjunto cresceu na margem direita do rio Arade, que foi a principal via acesso e meio de desenvolvimento em diversas épocas. O núcleo mais antigo, correspondente à antiga Medina islâmica, apresentando malha orgânica, organizada em socalcos para superar as grandes diferenças de cotas do terreno em que está implantado. Pela mesma razão são frequentes as escadinhas em travessas e ruas. O centro polarizador é a antiga Alcáçova e, junto desta, a Sé, ramificando a partir daqui as duas vias essenciais do tecido urbano: a R. Direita e a R. da Porta da Azóia prolongavam, através da Porta da Vila e da Porta da Azóia, a cidade para o arrabalde, em dois sentidos principais. A primeira seguia em direcção do Porto e ao comércio. A segunda, em direcção aos campos agrícolas e florestais. No interior da segunda linha de muralhas, predominam as casas térreas de habitação, e as casas de dois pisos, concentradas sobretudo na área da R. Direita. As coberturas são na maioria de telha, com duas, três ou mais águas com muito pouca inclinação. Na área correspondente ao antigo arrabalde encontram-se tecidos urbanos distintos: uma zona de estruturação mais antiga, na área da R. do Moinho da Porta e da R. do Pelourinho, de carácter espontâneo e com um traçado irregular, e duas áreas reestruturadas nos Séc. 18 / 19 que apresentam características de cidade industrial, com um traçado regular e linear. Existem três tipos bem definidas associados a áreas e actividades próprias. Reflexo de uma camada da sociedade endinheirada e proprietários de comércio e das indústrias, o sobrado de dois pisos encontra-se sobretudo na área central. Estes edifícios têm na maioria espaço comercial no piso térreo e habitação no piso superior. Apresentam vãos bem ritmados, na maioria de verga curva, com correspondência do piso térreo com o piso superior, predominando as portas tanto no primeiro como no segundo, onde surgem as varandas de ferro fundido. As caixilharias são de madeira, com duas folhas e bandeira. Os paramentos são rebocados e de um modo geral pintados ou caiados de branco. Os caixilhos e os elementos de ferro fundido são pintados. São de salientar alguns pormenores arquitectónicos de especial interesse, como barras de azulejo que rematam superiormente a fachada e elementos decorativos executados em argamassa e que são posteriormente pintados, sobre portas, janelas e em platibandas. Os bairros operários, surgem na proximidade das instalações fabris, constituídos por bandas de casas de piso térreo com variantes tipológicas de porta / janela ou janela / porta / janela de verga predominantemente curva, de frente estreita e rematadas com platibandas. As caixilharias são de madeira, em quadrícula e com bandeira, de duas folhas nas janelas e portas. Em geral fachadas e caixilharias são pintadas de cores vivas. As coberturas têm duas águas de telha. Os grandes quarteirões inteiramente ocupados por fábricas, sobretudo de transformação de cortiça, apresentam grandes fachadas praticamente cegas, interrompidas por portões largos. São construções com uma cércea correspondente a dois pisos, com grandes áreas cobertas e descobertas. Este tipo de edificação tende a desaparecer restando poucos exemplares dos quais salientamos a Fábrica do Inglês, edifício recuperado e reutilizado com funções diversas não industriais. A construção é de alvenaria tijolo rebocada e cobertura de duas águas de telha, com estrutura metálica, tanto em paramentos como no telhado. Sede municipal. Silves foi o último bastião da civilização árabe no Extremo Ocidente ( Garb ) do Andaluz. A evolução urbana está perfeitamente definida, com características urbanas e construtivas bem demarcadas, correspondentes a fases de desenvolvimento importantes da história da cidade: a cidade medieval e a cidade industrial. Forte imaginário islâmico em consequência da grande actividade arqueológica. Conjugação de grande diversidade de tipos arquitectónicos, incluindo a casa térrea, o sobrado, o bairro operário e a arquitectura industrial.
Estrutura urbana formada por dois tecidos morfológicos de diferente natureza, a Medina ( v. PT050813070018 ) e o Arrabalde / Cerca, correspondente a diversas fases de crescimento. Na zona mais alta da cidade, intra-muros, encontra-se o núcleo mais antigo, com ocupação desde o Séc. 05 / 04 a. c.. Da ocupação romana terá herdado a presença de dois eixos principais sensivelmente perpendiculares, que se cruzam na proximidade da Sé ( v. PT050813070003 ) e da entrada da antiga Alcáçova ( v. PT050813070002 ), centro do poder. A formação urbana tem um carácter marcadamente medieval, estruturado em função da Alcáçova / Castelo. O traçado do núcleo fortificado é irregular e desenvolve-se pelas encostas N., O. e S., onde o casario está implantado em ruas íngremes. A malha urbana consolida-se numa rede viária desenvolvida em função da estrutura defensiva. Os eixos fundamentais são os que ligam o Castelo às portas da muralha da Medina, orientadas em linhas estratégicas de relação com o exterior. O principal acesso ao interior da área amuralhada, é a Porta da Vila, alinhada com a mais importante artéria de Silves, a R. Direita, (actual R. da Sé), dando também acesso à R. da Porta da Vila (rua que ligava esta porta à Porta da Azóia ), e à rua que ia dar à Judiaria, actual R. da Porta de Loulé (rua que ligava a Porta da Vila à Porta do Sol ). A Porta da Vila é a única que se conserva das três que davam acesso à Medina. Esta era a mais importante, uma vez que ligava a cidade ao litoral S., pelo seu alinhamento com o caminho para a Ponte sobre o Rio Arade e ao porto fluvial, por onde passavam as rotas comerciais. É na R. Direita que se encontram as edificações de maior prestígio. Documento existente descreve exaustivamente esta rua, onde se concentrava a propriedade régia, o comércio de judeus, os serviços administraivos e instituições religiosas. No Sséc. 15 a rua prolongava-se para N. até encontrar a também desaparecida Travessa que vai sair à R. da Porta da Azóia, que se desenvolvia no alinhamento desta. A R. da Porta da Azóia é o segundo eixo importante de acesso ao núcleo amuralhado, que o liga a O., que era na época medieval uma importante zona agrária e florestal. As ruas e travessas secundárias são íngremes e irregulares, com a presença frequente de escadas e socalcos, que reflectem a topografia acidentada da cidade. O Largo da Sé é a matriz espacial de toda a malha urbana. De forma quadrangular, tem a E. as muralhas e porta de entrada da Alcáçova / Castelo, a S. a Sé e a O. a R. Direita, concentrando os símbolos do poder militar e religioso. Na proximidade deste núcleo encontra-se a igreja da Misericórdia ( v. PT050813070006 ), vestígios do antigo Hospital e o edifício do Antigo Colégio ( v. PT050813070034 ). É o espaço de maior amplitude no interior da muralha, está ajardinado e funciona como zona de passagem, tendo perdido a sua função de espaço vital. Contíguo ao Lg. da Sé, para S., encontra-se o Lg. D. Jerónimo Osório, resultante do desaparecimento de um quarteirão que prolongava a R. Direita até ao Lg. da Sé. O Lg. José Correia Lobo, a NO. do Lg. da Sé, é uma plataforma de inflexão da topografia, de forma quadrangular, estabelece a ligação entre a R. da Azóia e o Lg. da Sé. O Lg. do Hospital, poligonal, é uma área de encontro e lazer, privilegiada pela localização sobranceira, com miradouro. A área envolvente ao edifício da Câmara Municipal desenvolve-se em dois níveis. Este é um ponto de transição entre a área intra-muros e o arrabalde. O edifício foi construído sobre os antigos banhos muçulmanos, que após a conquista cristã foram utilizados como cadeia, e sobre a linha da antiga muralha que foi demolida no séc. 19. Encontra-se num patamar superior em relação à Praça do Pelourinho, ( actual Lg. do Município), que tem configuração quadrangular e representa o centro da vida social e administrativa da cidade. É neste espaço que se encontram os vestígios do Pelourinho ( v. 0813070004 ). Deverá ter sido esta a localização original, tanto pela proximidade dos Paços de Concelho e da antiga cadeia como pelo topónimo da R. do Pelourinho, (actual R. 5 de Outubro ). Apresenta a N. o edifício da Câmara Municipal. A O. resistem alguns vestígios de uma torre albarrã e da muralha, que foram destruídas aquando da construção do edifício da Câmara Municipal. A E. encontra-se a Porta da Vila e a torre albarrã que a protegia, que albergou num piso superior a antiga Casa da Câmara, onde hoje funciona a Biblioteca Municipal. Na sequência desta desenvolve-se um troço de muralha e uma segunda torre albarrã, próxima do poço-cisterna muçulmano ( v. PT050813070012 ), integrado no actual Museu de Arqueologia. A S. confina com a R. 25 de Abril, via principal de entrada no centro da cidade. O traçado urbano caracteriza-se por quarteirões irregulares, com presença corrente de logradouros. O tecido parcelar apresenta grande heterogeneidade. Na R. Direita caracterizam-se por frentes largas e grandes logradouros, sendo as restantes ruas predominantemente de frentes estreitas e lotes de dimensões inferiores. Apenas na R. das Portas da Azóia e na área a O. da R. da Arrocheta e da R. do Pelourinho se encontra maior homogeneidade, com lotes quadrangulares e ritmados. A silhueta urbana é marcadamente desnivelada e de volumetria muito irregular, com constante presença de vazios e interrupções na leitura do perfil. Do conjunto destacam-se claramente o Castelo e a Sé e, a um nível inferior, sobressai o edifício da Câmara Municipal. A maior mancha verde é o jardim implantado no interior da Alcáçova / Castelo, sendo no entanto permanente a presença de arborização isolada entre o casario. O espaço construído é predominantemente constituído por casas térreas e por edifícios de dois pisos, que na maioria têm o 2º piso recuado e aproveitando as diferenças de cotas, permanecendo a cércea mais baixa para a frente de rua. Na R. Direita, na R. da Porta de Loulé e na área do Lg. da Azóia, (actual Lg. José Correia Lobo), concentram-se os imóveis de maior volumetria caracterizados por dois pisos e frente de rua larga, associada a habitação da classe abastada. Actualmente a fronteira entre os dois núcleos urbanos, intra-muros e arrabalde, é estabelecida por uma das principais artérias de circulação na cidade, o eixo da R. Cândido dos Reis / R. 25 de Abril / R. Miguel Bombarda. Ao longo deste eixo verifica-se a presença de um conjunto de edifícios importantes, de habitação média / alta e de equipamento, predominantemente dos Séc.19 e 20. São de salientar o edifício da Casa da Família Vasconcelos ( v. 0813070033 ) e o Teatro Mascarenhas Gregório ( v. 0813070019 ). O Arrabalde pode decompor-se em três áreas, com tecidos urbanos díspares, que correspondem a épocas e ocupações diferentes. A zona da R. do Pelourinho ( actual R. 5 de Outubro), terá sido a matriz de expansão do núcleo medieval fora do núcleo amuralhado, estabelecendo a ligação entre o centro da cidade através da Porta da Vila e a zona ribeirinha, no alinhamento do antigo porto fluvial e da R. Direita. O traçado é irregular e as ruas íngremes vencem o desnível imposto pela topografia acidentada da zona alta para a zona baixa na margem do rio. Este núcleo de raiz medieval, entre as ruas Coronel Vilarinho e do Moinho da Porta, está integrado num conjunto alargado a toda a frente ribeirinha a E. e ao contorno do cerro a O., onde que se ergue o castelo. A frente ribeirinha a E. apresenta uma formação urbana estruturada a partir de dois eixos paralelos ao rio, o da R. Cândido dos Reis e o da R. da Cruz de Portugal. De traçado regular, apresenta uma malha urbana predominantemente reticulada. A O. encontra-se um traçado urbano linear, com malha geométrica. Os quarteirões são triangulares, estruturados pelas ruas D. Afonso III, no alinhamento da rua da Porta da Azóia e Miguel Bombarda, que desembocam ambas no Lg. Mártires da Pátria. As vias estruturantes são também os principais circuitos de circulação na zona baixa da cidade, complementados pelas ruas 5 de Outubro, Francisco Parolos e Gregório Mascarenhas. Esta área é o centro vital de comércio da cidade, estando a R. Elias Garcia para circulação pedonal. O eixo marginal ao rio remata a malha urbana, e funciona como a principal via de circulação de e para o exterior. O Lg. Coronel Figueiredo, rectangular, terá sido uma zona de entrada na cidade e de movimento mercantil vindo de S., pela Ponte de Silves ( v. 0813070017 ) ou por barco para o porto fluvial. A N. encontra-se o Edifício das Casas Grandes ( v. 0813070023 ) e a S. a Ponte ( v. 0813070017 ), hoje reservada a trânsito pedonal e a estrada marginal ( EN124 ). A E. é de referir um edifício com terraço e mirante, bom exemplo de uma formação urbana do séc. 19. Este espaço é utilizado como área de estacionamento automóvel e tem alguns estabelecimentos comerciais, encontrando-se a um nível inferior ao da marginal. O Lg. Conselheiro Magalhães enquadra-se na malha reticulada, apresenta forma rectangular e funciona como espaço de lazer. A O. encontra-se a Casa Figueira Santos ( v. 0813070032 ), a E. desenvolve-se um conjunto de casas térreas de grande unidade formal e a S. a R. da Cruz de Portugal e a área de jardim que ocupa parte da frente ribeirinha. A Cruz de Portugal ( v. 0813070001 ), mudou diversas vezes de localização ao longo dos anos, encontrando-se de momento numa rotunda à entrada da cidade, de onde parte a rua a que deu o nome. O Lg. António Enes resulta de um alargamento provocado pela confluência de duas ruas importantes de acesso ao centro. O Lg. dos Mártires da Pátria de forma triangular, é onde desembocam duas importantes vias, a R. Miguel Bombarda e a R. D. Afonso III. A Ermida de Nossa Senhora dos Mártires ( v. 0813070007 ) ergue-se a E. e a O. abre-se a Pr. da República, de forma rectangular, com jardim. O tecido parcelar apresenta diversas tipologias por zonas bem definidas. Na zona central encontra-se um tecido parcelar constituído por quarteirões irregulares com lotes de frente larga e dimensões muito variadas. Predominam edifícios de grande volumetria, e os logradouros são praticamente inexistentes. A E. encontram-se quarteirões regulares, organizados numa estrutura ortogonal. São compostos por lotes de frente larga, quadrangulares e com presença constante de logradouros. Apresentam uma volumetria homogénea e um ritmo de composição bem perceptível, com interrupções provocadas por intervenções posteriores à formação do quarteirão. Excepção é o quarteirão integralmente ocupado pela Fábrica do Inglês ( v. PT050813070031 ), antiga fábrica de cortiça. Para vencer o grande desnível que as ruas Gregório Mascarenhas e Diogo Manuel encontram a N., são terminam em escada com acesso à R. do Mirante. A O. predominam as parcelas rectangulares de frente estreita. Os logradouros estão sempre presentes, sendo de grandes dimensões nos dois quarteirões centrais. Apresenta uma visão serial, característica dos bairros operários. Predomina a casa térrea de alojamento operário, unifamiliar. No núcleo central as construções são predominantemente do Séc.19 e associadas ao surto de desenvolvimento industrial / comercial e a uma classe abastada. Uma grande parte constituem sobrados de 2 e 3 pisos, com estabelecimento comercial no piso térreo e habitação no piso superior, rematados por platibandas cegas ou com balaustrada e por beirados de telhados que têm de modo geral três ou quatro águas. Os vãos são ritmados e a eixo entre pisos, com verga curva ou recta com cantarias muito trabalhadas. São muito frequentes as portas de sacada e as varandas de ferro fundido. Surgem pontualmente terraços ou mirantes. Notáveis são o Palacete dos Visconde de Lagoa ( v. PT050813070016 ), na R. Samora Barros, uma na R. 5 Outubro e uma outra na R. José Estevão. São interessantes as soluções de fenestração em gaveto, os trabalhos de pinturas decorativas e azulejaria nas fachadas. É de referir o edifício da Antiga Padaria, na R. da Porta do Moinho, construção industrial do Séc.19 / início de 20; ocupa integralmente um pequeno quarteirão e tem uma chaminé de tijolo de dimensões consideráveis. A E. surgem predominantemente as casas térreas de habitação operária, perto de quarteirões inteiramente ocupados por unidades fabris. Os últimos têm vindo a ser progressivamente loteados e ocupados por edifícios de habitação e serviços. A casa térrea operária caracteriza-se por um tipo de edificação simples e de volumetria homogénea, com sequência de vãos bem ritmada. A cobertura é na maioria de duas águas, rematada por platibandas decorada com pinturas de motivos geométricos com cores vivas. Também a O. o tecido edificado terá sido dominado por instalações fabris e complexos habitacionais relacionados sobretudo com a indústria da cortiça. Desse passado recente reconhece-se a tipologia da habitação térrea que se desenvolve em frentes contínuas e de fenestrado bem ritmada.
Materiais
Não aplicável
Observações
*1 - a fortificação era uma feitoria fenício-púnica documentada na estação arqueológica com o mesmo nome, situada junto à actual cidade; a fixação de outras civilizações, nomeadamente do Próximo Oriente, fez-se com a intensificação do comércio com esta zona, que rapidamente se tornou um centro de actividade económica, polarizador de populações, que deu origem ao aglomerado urbano de Cilpes, onde reside a génese da cidade de Silves; *2 - Há provas da continuidade da ocupação humana, entre os últimos tempos paleo-cristãos e os primeiros de administração islâmica na área urbana de Silves, apesar da escassez de informação sobre a transição do período tardo-romano para o muçulmano; *3 - Silves dependia de Sevilha - que possuía o maior arsenal Omíada - para as operações navais, sendo um ponto estratégico importante na defesa do Atlântico. O comércio era uma actividade ancestral nesta região, sob a forma de cabotagem e longo curso; *4 - O facto das embarcações da "Carreira da Flandres" terem dimensões superiores que as embarcações que usualmente navegavam o Arade, levou a que grande parte do comércio mercantil da época tenha passado a fazer-se nos portos marítimos das cidades costeiras como Sagres e Lagos, que estavam melhor preparadas para receber barcos de grande porte. Entretanto, a Vila Nova da Foz do Arade ( Portimão ) encontrava-se em franco desenvolvimento, tendo-se mudado para aí os estaleiros de construção naval e carpinteiros. Assistia-se à migração das populações do interior para as vilas costeiras, dedicando-se a actividades mais directamente ligadas com o mar. A par desta migração havia muitos homens a deixar Silves ( e todo o Algarve ), nas campanhas dos Descobrimentos Além-mar. Também as catástrofes naturais, terramotos e uma enorme cheia que derrubou a ponte, provocaram danos e consumiram meios. As comunidades moura e judaica, esta menos numerosa do que a primeira, constituíam prósperas e importantes fontes de recursos humanos e económicos. Segundo o Livro do Almoxarifado ( Séc.15 ) a Mouraria situava-se na zona inferior da cidade e era cercada. Encontrava-se a O. da R. da Porta da Vila, ( actual R. do Moinho da Porta), correndo paralela a ela a R. da Mesquita e entre elas a Tv. da Mesquita. Havia uma mesquita do bairro da Mouraria, possivelmente na R. da Mesquita, ( actual R. 5 de Outubro); *5 - No entanto, a Casa da Alfândega encontrava-se já fechada e sem qualquer utilização, indiciando que grande parte do movimento mercantil tinha já passado para Vila Nova de Portimão. Pedido ao rei para que ali se mandasse construir a igreja e o Hospital de Santo Cristo. No mesmo ano Silves foi doada à Casa da Rainha D. Leonor; *6 - Os trabalhos dirigidos por Alberto Pereira Taveira de Magalhães chegaram a uma profundidade de 60m , onde se encontrou água. A terra e restantes detritos que se encontravam na cisterna foram deixados no local, pelo que a alteração da topografia deve ter sido significativa.