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Farol da Ilha da Berlenga

Farol da Ilha da Berlenga

O ponto de interesse Farol da Ilha da Berlenga encontra-se localizado na freguesia de Peniche no municipio de Peniche e no distrito de Leiria.

Arquitectura de comunicação. Edifício para equipamento de assistência à navegação marítima e habitação de função. Farol de torre prismática quadrangular branca de 29 m. de altura. Sistema iluminante de pedestal rotativo com ópticas seladas, de luz branca, de alcance luminoso de 27 milhas e altitude de 121 m. "A ilha é um possante bloco granítico ancorado a poucas milhas da costa, a noroeste do Cabo Carvoeiro. O tempo infligiu-lhe visível corrosão. Os carreiros do Mosteiro e dos Cações estrangulam-na de forma evidente sugerindo a existência de duas ilhas". A ilha da Berlenga é um espaço de uso público, sujeito às normas legais da Reserva Natural. Existe uma área de servidão militar, localizada em volta do farol da Berlenga. "Revista da Armada". O farol, ponto de referência na ilha, não só para a navegação mas também para quem a visita, começou por constar do alvará pombalino de 1 de Fevereiro de 1758, que o mandava edificar, tendo sido dado inicio à sua construção somente em 1839.

Farol constituído por uma torre prismática, de 29 m de altura, quadrangular, de alvenaria e cunhais de cantaria, com varanda na parte superior. Acabado de construir em 1841, o farol era constituído por uma torre quadrangular de alvenaria e cunhais de cantaria, com varanda na parte superior. Quanto ás residências anexas, foram sendo sucessivamente edificadas em datas posteriores, de 1851 a 1860. O equipamento era constituído por um aparelho catóptrico, composto de dezasseis candeeiros de Argand, funcionando a azeite e com reflectores parabólicos, dando luz branca, eclipses de 3 em 3 minutos e relâmpagos de 10 segundos. Já tinha movimento de rotação activado por um mecanismo de relojoaria. Através de documentos da época, constata-se que a luz deste farol de pouco ou nada servia a navegação... "pois só de 3 em 3 minutos se mostra um clarão que não vai além dos 8 segundos, confundindo-se com qualquer outra luz de terra ou do mar".

Materiais

Observações

*1 - "O sistema inicial montado era uma aparelho catóptrico de luz branca, de rotação completa, com eclipses de três em três minutos e relâmpagos de 10 segundos. Constava de dezasseis candeeiros de Argand, com reflectores parabólicos, dispostos todos na árvore num mesmo plano, e em quatro ordens horizontais de quatro candeeiros cada uma, proporcionando um alcance luminoso teórico de 20 milhas."; *2 - "Este aparelho era hiper-radiante de luz branca, de 2,66m de diâmetro interior, efectuava uma rotação em 30 segundos, dando neste espaço de tempo um grupo de 3 clarões de 0,45 segundos de duração cada um, separados por eclipses de 4,55 segundos. Cada grupo de clarões é separado do seguinte por um eclipse de 19,55 segundos." A fonte luminosa passou entretanto a ser a incandescência pelo vapor de petróleo, produzindo-se a rotação da óptica através de uma máquina de relojoaria. ** - Quando da sua visita ao farol o inspector Pereira da Silva faz o seguinte relato sobre a Berlenga: "O serviço deste farol é feito por 2 faroleiros (...) que vivem com as suas famílias dentro do edifício do farol (...)". Em Setembro fecham as carreiras marítimas que levam às Berlengas os visitantes, votando a ilha à inevitável solidão. E é nessa altura que os faroleiros se tornam os únicos habitantes humanos numa extensão de 78 hectares de granitos esbranquiçados apenas espantados pela antiga fortaleza do Duque de Bragança, na qual, nos anos 30, um velho soldado reformado ainda içava a bandeira de Portugal. Em 1975 os familiares do pessoal faroleiro que até esta data habitavam na ilha, deixaram de o fazer, passando a ficar instalados em casas junto ao farol do Cabo Carvoeiro. Durante o Inverno, os pescadores, os faroleiros e os vigilantes da natureza são as únicas pessoas que permanecem na ilha.