Arquitectura financeira, do séc. 20. Banco que foi, num grupo de 3 edifícios, a primeira filial da Caixa Geral de Depósitos projectado por Chorão Ramalho, constituindo-se, por esse motivo, definidora das linhas gerais para este programa. Questões como a localização dos terrenos, em zonas históricas e simultaneamente em áreas de transição da cidade, e a necessidade que havia de manter os espaços maleáveis e passíveis de serem aumentados ou alterados, consoante as necessidades dos serviços, limitando as estrutras fixas ao estritamente necessário, como escadas, elevadores e instalações sanitárias. Há um entendimento organicista do edifício, que deverá crescer e abrigar consoante as necessidades e não o oposto. Este foi, aliás, um dos pontos fundamentais para a decisão da demolição do edifício da Caixa Geral de Depósitos anterior, da autoria do Arquitecto Cristino da Silva, uma vez que a sua compartimentação interna já não respondia às necessidades dos serviços, e mesmo que se procurasse uma adaptação, como foi proposto inicialmente, havia que derrubar paredes, que eram estruturais, para tornar o todo compatível com o novo projecto de utilização.
Edifício de configuração paralelepipédica e planta de definição rectangular. A áreas que contemplam elementos de carácter fixo, como sejam as caixas de escadas, ascensores, condutas e instalações sanitárias traduzem-se exteriormente em 4 volumes opacos revestidos a cantaria, sendo as restantes áreas de trabalho e atendimento ao público revestidas por superfícies envidraçadas com caixilharia metálica de bronze ou cor de bronze, dotadas de um sistema de protecção solar constituido por lâminas pivotantes, que enriquece plasticamente as fachadas mediante a criação de jogos de sombra e luz.Observações
EM ESTUDO