Arquitectura agrícola, popular. Moinho de água, de pequena dimensão, situado nas margens do Rio Sado, edificado com grande solidez para que resistisse facilmente às violentas cheias deste rio, pelo que recebeu uma cobertura em abóbada e os ângulos foram chanfrados para melhor resistiram à passagem das águas. As suas reduzidas dimensões correspondem ao que era habitual na região onde dominava uma economia de subsistência.
Planta trapezoidal, de ângulos boleados, simples e regular. Massa simples com cobertura homogénea em telhado de duas águas, já desaparecido. Fachada principal a SO. de um só pano de alvenaria de pedra e cal com vestígios de reboco, com ângulos boleados e remate superior em empena, rasgado por porta de verga recta com um poial à esquerda. Fachada SE. de um só pano de remate superior recto. Fachada NE. de um só pano, rematado superiormente em empena, rasgado por janela. Fachada NO. de esquema idêntico à fachada SE. INTERIOR: de um só piso com uma única sala com vestígios do arranque de uma abóbada de cobertura, com porta de acesso a SO. e janela na parede oposta; em cada uma das paredes laterais abrem-se dois nichos em arco de volta perfeita e diversos orifícios para a fixação de andaimes. A montante subsiste a levada, parcialmente escavada na rocha do leito do rio e parcialmente construída com paredes de alvenaria de pedra.
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal, parcialmente rebocadas, abóbada de alvenaria de pedra e cal, arcos de tijolo.
Observações