Arquitectura de transportes, oitocentista. Ponte oitocentista de tabuleiro recto sobre arcos de volta perfeita, o central de maior flecha, de alvenaria com molduras de cantaria e dois talhamares centrais, de perfil curvo; de sólida construção denotando o apuramento da construção em alvenaria que com poucas alterações desde a época romana domina o nosso panorama construtivo até ao aparecimento das estruturas de ferro.
Tabuleiro plano desenvolvendo-se segundo um eixo N. - S., assente em seis arcos de volta perfeita com molduras de cantaria, sendo o segundo, a contar de S., de maiores dimensões; remate em guarda de alvenaria com capeamento de cantaria rasgado por duas gárgulas de cantaria de cada lado. Do lado E. adossam-se dois talhamares ladeando o arco maior, de planta em meia laranja apontada e faces curvas, boleadas. Nas faces interiores das guardas destacam-se, ao centro, duas lápides em forma de brasão, a do lado O. com a inscrição "CONSTRUIDA / NO / REINADO / DE / D. D. JOÃO VI" a a do lado oposto com a inscrição " REFORMADA / NO / REINADO/ DE / D. LUIZ I. / 1865". Na margem S. situa-se um marco de cantaria paralelepipédico com a inscrição " A PARTE SUPERIOR / DESTE MARCO / INDICA A CHEIA DE / 7 DE DEZEMBRO / DE 1876".
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas, molduras de arcos e capeamentos de cantaria de calcário fétido de Trigaches, pavimento em asfalto.
Observações