Arquitetura de transportes, eclética, do ferro. Ponte pedonal e viária, de fundação oitocentista mas substituída por nova estrutura na década de 1930, mantendo-se da anterior apenas o encontro e pilar-encontro de alvenaria e cantaria; apresenta 4 tramos, dois pilares de betão armado e super estrutura de vigas principais parabólicas independentes e tabuleiro inferior com pavimento de betão e passeios exteriores. Evidencia uma linguagem perfeitamente alicerçada nas potencialidades do material e no cálculo matemático da estabilidade da estrutura.
Tabuleiro reto, plano, formado por estrutura de ferro fundido e laje de pavimento de betão, apoiado nas extremidades em maciços de alvenaria, rebocados, com cunhais de cantaria rusticados e remate superior em platibanda de betão. A E. o tabuleiro apoia-se num pilar de alvenaria, de planta rectangular, com dois registos e cunhais de cantaria rusticada; a O. dois conjuntos de pilares formados por dois pilares cilíndricos, em betão armado, ligados por vigas em cruz de Santo André; cada troço de tabuleiro situado entre pilares é encimado por um arco abatido preenchido por vigas verticais e diagonais, de ferro fundido, junto das quais corre um varandim exterior destinado à circulação dos peões, resguardado por gradeamento de ferro. Fundações dos pilares de betão armado executadas com cilindros gravados por havage até à rocha atingindo entre 15m e 17m de profundidade.
Materiais
Paredes e pilares de alvenaria de pedra e cal, rebocadas; cunhais e elementos secundários de cantaria; guardas e laje de pavimento de betão; vigas, guardas e elementos secundários de ferro fundido; calçada.
Observações