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Igreja Paroquial de Vila Verde

Igreja Paroquial de Vila Verde

O ponto de interesse Igreja Paroquial de Vila Verde encontra-se localizado na freguesia de União das freguesias de Vila Verde e Santão no municipio de Felgueiras e no distrito de Porto.

Igreja românica tardia, de planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor, iluminada uniformemente por frestas rasgadas nas fachadas e sobre o arco triunfal. Possui grandes afinidades com outras igrejas românicas de pequenas dimensões, situadas a N. do Douro, como: a Igreja de São Miguel do Castelo (v. PT010308340006), a Igreja de São Gens de Boelhe (v. PT011311020008) e etc. Inserida na "Rota do Românico do Vale do Sousa" a igreja constituía juntamente com os edifícios anexos um conjunto arruinado, tendo sido objecto de obras de conservação e valorização geral promovidas pela DGEMN. Estas intervenções devolveram-lhe as suas funções de culto. Apesar de ter estado quase um século votada ao abandono e sem cobertura, ainda são visíveis grandes vestígios de revestimento com pintura a fresco na nave e capela-mor. Apresenta nalgumas pedras das fachadas cruzes de sagração esculpidas como a existente no portal meridional. Observando-se com pormenor a fachada principal, verifica-se que a sua axialidade não é perfeita, pois a sineira não está exactamente no eixo da porta e janela.

Igreja de planta longitudinal, composta por nave única rectangular e capela-mor quadrada de menores dimensões e mais baixa, sacristia adossada à fachada S. da capela-mor, à qual se acede desde o exterior por porta aberta no lado poente. Volumes articulados diferenciados, com empenas triangulares e coberturas em telhado de duas águas com excepção da sacristia que apresenta cobertura plana de material metálico. A fachada principal em alvenaria de pedra com aparelho à vista encontra-se orientada a O., rematada superiormente por cornija saliente e sineira de duas águas ao centro e arco de volta perfeita sobrepujada por pequena cruz grega. Destaca-se nesta fachada ao centro, pequeno vão em arco pleno e porta de verga recta encimada por tímpano liso e arco de volta perfeita. As fachadas laterais caracterizam-se superiormente por cornija contínua de secção ligeiramente côncava, apoiada em modilhões predominantemente lisos, apresentando alguns, decoração simples com moldura ou com rolos, e ostentam duas estreitas frestas de arco pleno, uma de cada lado. A fachada S. apresenta vão de verga recta de acesso ao coro alto e portal de arco ligeiramente apontado, tímpano liso com cruz inscrita. Como vestígios de um alpendre desaparecido a fachada sul conserva ainda quatro cachorros salientes e pingadouro interrompido pelo vão de acesso ao coro aberto posteriormente. A capela-mor, na fachada voltada a Nascente apresenta vestígios de uma esguia fresta, actualmente entaipada, e o no coroamento das empenas apresenta cruz latina. A sacristia apresenta cobertura plana, porta pivotante, rectangular simples, na parede voltada a O. e na face S. uma pequena janela de remate em arco abatido. A ligação com o interior da igreja faz-se pela porta existente na parede sul da capela-mor. No INTERIOR apresenta dois níveis de pavimento em lajes de granito revestidas com soalho de madeira na sacristia e nave, sendo significativamente mais elevado na capela-mor, determinando a existência de 3 degraus no vão do arco triunfal. Na nave, lado da Epistola surge uma capela de arco pleno, onde existiu um altar. A existência de cavidades de encaixe de vigas de suporte nas paredes laterais na nave, denunciam a existência de um coro alto actualmente desaparecido. Capela-mor com supedâneo de granito e soco saliente a contornar a parede fundeira e laterais. A presença de pintura a fresco estende-se pela totalidade da parede fundeira da capela-mor e em metade das paredes adjacentes, e na nave no final das paredes laterais junto à parede do Arco Triunfal.

Materiais

Paredes exteriores de alvenaria de granito aparente no exterior e rebocadas no interior; revestimento do pavimento em lajeado de granito revestido a madeira de castanho nacional na nave e sacristia; vãos das janelas e frestas com vidro simples, caixilhos de ferro e portas de madeira; estrutura do telhado de madeira maciça, com assentamento de telhas cerâmicas na nave e capela-mor, e em chapa de aço Corten-A previamente decapado na sacristia; forros em madeira de castanho.

Observações

A igreja Velha de São Mamede de Vila verde foi um dos imóveis abrangidos pelo Estudo, Valorização e Salvaguarda dos Monumentos, respectivas envolventes e edifícios de apoio, integrados na "Rota do Românico do Vale do Sousa", promovido pela Comunidade Urbana do Vale do Sousa em cooperação com outras entidades como a DGEMN / DREMN. Da referida rota para além da Igreja de São Mamede de Vila Verde, fazem parte ainda, os 20 imóveis a seguir descritos: Igreja de São Miguel de Estre-os-Rios (v. PT01131100010), Igreja de Gândara (v. PT011311040009), Igreja de São Gens de Boelhe (v. PT011311020008), Igreja de Abragão (v. PT011311010015), Memorial da Ermida (v. PT011311150005), Capela da Senhora do Vale (v. PT011310080004), Igreja de São Pedro de Ferreira (v. PT011309050001), Ponte de Espindo (v. PT011305130009), Ponte de Vilela (v. PT011305020004), Torre de Vilar (v. PT011305260005), Igreja de Santa Maria de Airães (v. PT011303020007), Igreja Matriz de Unhão (v. PT011303280004), Igreja de São Vicente de Sousa (v. PT011303260008), Igreja de Cête (v. PT011310080001), Igreja Matriz de Meinedo (v. PT011305130002), Mosteiro de Pombeiro (v. PT011303150001) Monumento Funerário do Sobrado (v. PT010106090003) e Restos da Torre de Aguiar de Sousa (v. PT011310010012). *1 - Este conjunto arquitectónico, que constituía juntamente com a igreja um conjunto arruinado durante mais de um século, foi também objecto de recuperação e conservação, tendo sido criados sanitários públicos no edifício anexo, outrora corte de gado e a casa do padre ainda em ruína, foi objecto de obras de conservação e consolidada e será convertida em centro paroquial em intervenções futuras.