Anta megalítica, típica do aro eborense, cujo protótipo e talvez o exemplar mais monumental e bem conservado é a Anta Grande da Comenda da Igreja (v. PT040706030007).
Construção com planta longitudinal composta por câmara funerária com planta centralizada poligonal e corredor de acesso com planta quadrangular oblonga. Volumes articulados na horizontalidade, sobre um eixo E-O, com cobertura diferenciada na câmara e corredor, composta por laje de granito na primeira e por sequência de dintéis em laje de granito no segundo. A face principal é constituída pela projecção vertical do vão da entrada no corredor, guardada pelos esteios das ombreiras e dintel de cobertura, e pelo vão da parte sobrante da câmara acima da cota extrema do corredor. As restantes faces são definidas pelos paramentos cegos das lajes dos esteios. Monumento bastante destruído por recentes descargas de electricidade atmosférica, mantém in situ os 7 esteios da câmara com cabeceira a O, que se erguem a cerca de 1.8 m do leito actual, alguns fracturados. Conserva 2 esteios da banda S e 1 da banda N do corredor. A laje de cobertura está fragmentada no interior da câmara.
Materiais
Granito de grão grosseiro
Observações
EM ESTUDO. O monumento foi alvo de profunda destruição e ruína nos últimos anos. Provavelmente, grandes descargas de electricidade atmosférica quebraram a cobertura e alguns esteios.