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Capela de São Mamede

Capela de São Mamede

O ponto de interesse Capela de São Mamede encontra-se localizado na freguesia de Cedovim no municipio de Vila Nova de Foz Côa e no distrito de Guarda.

Arquitectura religiosa, vernácula. Capela de planta longitudinal simples com fachada principal em empena, rasgada por portal em verga recta. Interior com cobertura em falsa abóbada de berço abatido de madeira e retábulo de talha policromada incaracterístico.

Capela em processo de ruína, com planta longitudinal simples, de espaço único, de massa horizontalizante e cobertura de telhado a duas águas assente directamente sobre o paramento mural. Fachadas rebocadas e com vestígios de pintura branca, as laterais rematando em beiral. A fachada principal, voltada a O., é em empena rematada por plinto com cruz latina de hastes trilobadas; é rasgada por portal inscrito de verga recta com moldura de granito e porta de duas folhas em ferro. Fachadas laterais e posterior cegas, esta última em empena. INTERIOR com paredes em alvenaria de xisto e adobe, rebocadas e parcialmente pintadas de branco, com cobertura em falsa abóbada de berço abatido, de madeira, com vestígios de pintura azul. Na parede testeira, encontra-se retábulo de talha pintada de branco com os frisos sublinhados a dourado; é de planta recta e um eixo moldurado com pequena volutas na zona inferior, tendo espaldar rematado por cornija contracurvada e tem altar em forma de urna.

Materiais

Cantaria de granito e alvenaria de xisto na estrutura; reboco nas fachadas exteriores; adobe nas paredes interiores; madeira na cobertura interna e retábulo; ferro na porta.

Observações

*1 - a Capela encontra-se ligada a uma tradição remota de culto a São Mamede, em cuja festa anual os proprietários de suínos da região faziam promessas para que não faltasse leite às porcas, oferecendo, em troca, bôla e vinho a todos com quem se cruzassem no caminho para a capela; chegados a esta, despejavam o vinho que sobrasse sobre a cabeça de São Mamede e depositavam o resto da bôla num local resguardado, para quem quisesse comer; o facto de partilharem a sua bôla e o seu vinho, garantia-lhes que a promessa ficava totalmente cumprida; existem outras lendas geradas à volta da pequena imagem do orago, como a da anciã que, por engano, a introduziu num feixe de lenha, sem que depois o tenha conseguido levantar antes de tirar a figura do local; existe, ainda, a lenda de um local que, por malvadez, arremessou a imagem do orago à Ribeira de Teja, mas o santo continuou imobilizado no local para que fora atirado.