Arquitectura religiosa, maneirista, barroca e rococó. Igreja Paroquial de planimetria maneirista, composta de nave única e capela-mor mais estreita, reformulada no período barroco, procurando interiormente centralizar o espaço com o chanframento dos topos testeiros. Fachada principal terminada em empena e rasgada por portal de verga recta e janela com capialço. Fachadas laterais com porta travessa na lateral direita, onde se adossa a torre sineira, datada do séc. 18, e a sacristia. No interior, coro-alto, púlpito no lado do Evangelho, retábulos colaterais maneiristas integrados em estrutura posterior e retábulo-mor rococó, tal como as pinturas da cobertura da nave, em madeira, e provavelmente também as da capela-mor.
Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor mais estreita, com torre sineira e sacristia rectangular adossada à fachada lateral direita. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja, uma na sacristia, na continuação da da capela-mor e coruchéu na torre. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com embasamento em cimento encarapinhado pintado de cinzento e cunhais simples pintados a imitar pilastras, sobrepujados por pináculos piramidais boleados, sobre acrotério. Fachada principal virada a S., terminada em empena com cornija, coroada por cruz, de braços flordelizados, sobre acrotério. Portal de verga recta simples encimado por janela rectangular de capialço, gradeada e com vidros coloridos; entre os vãos, lanterna de ferro. Fachadas laterais terminadas em beiral, abrindo-se na nave dois vãos, duas janelas rectangulares com capialço na lateral esquerda e uma janela e uma porta de verga recta simples na oposta, e uma janela da mesma modinatura de cada lado da capela-mor; torre sineira com pilastras nos cunhais e três registos escalonados, separados por friso e cornija; no primeiro abre-se porta de verga abatida gravada com data de "1766" e superiormente recortada; no segundo, duas sineiras de arco de volta perfeita, sobre pilastras com denticulado na zona dos capitéis e no terceiro dois vãos semelhantes, mais pequenos, encimados por relógio mecânico; remate em cornija com fogaréus nos cunhais; lateral e posteriormente, a torre tem a marcação dos registos, mas é cega, tal como a sacristia e a fachada posterior da igreja, que remata em empena com cornija de betão. INTERIOR com paramentos rebocados e pintados de branco e embasamento a cinzento claro. Coro-alto de madeira com balaustrada de madeira torneada pintada de castanho, assente em quatro mísulas pétreas e com acesso por escada de ferro em caracol colocada no lado da Epístola. No sub-coro, desse mesmo lado, pia de água-benta hemisférica e no oposto pia baptismal de pé e taça helicoidal, com tampa de madeira, e nicho de alfaias quadrangular aberto lateralmente. No lado do Evangelho dispõe-se a meio da nave púlpito rectangular de base pétrea formada por várias molduras, com guarda plena de madeira pintada de castanho e decorada por cartelas de acantos e enrolamentos; é acedido por escada de pedra, com balaustrada de madeira torneada, com vão inferior fechado de modo a criar confessionário, com porta de madeira. No lado da Epístola, porta ladeada por bia de água-benta rectangular de bordo saliente. Arco triunfal de volta perfeita, sobre pilastras, encimado por sanefa de talha bege e dourada recortada, com quarteirões laterais e ao centro certela com as armas nacionais. É ladeado por dois retábulos de talha bege e dourada, colocados de ângulo, de planta recta e três eixos. Pavimento cerâmico de padrão colorido e cobertura em falsa abóbada de berço em madeira pintada de azul celeste, formando nos topos testeiros falsas trompas, a acompanhar a estrutura dos retábulos; nos topos, surgem amplas cartelas recortadas com a figuração dos quatro Evangelistas: São Marcos e São João no lado do Evangelho e São Lucas e São Mateus no lado oposto; ao centro, cartela com representação de uma Pietá, envolvida por fundo de encanastrados e asas de morcego, integrando nos topos longitudinais dois anjos segurando atributos do martírio e lateralmente grinaldas de flores; sobre a cartela com a Pietá, concheados com a data de "1791" pintada; a cobertura assenta em friso e cornija de madeira pintada de cinzento. Na capela-mor, silhar de azulejos modernos com símbolos eucarísticos e sobre supedâneo de cantaria, retábulo de talha bege e dourada, de planta recta e três eixos, definidos por colunas de fuste liso, decorado com concheados e com capitéis coríntios sobre duas ordens de plintos. No eixo central, nicho de recorte semicircular de moldura marmoreada com tela figurando a Ancensão de Cristo; nos laterais, mísulas com imaginária, sob as quais surgem as portas de acesso à tribuna, decoradas com enrolamentos e asa de morcego; remate formado por tímpano em madeira acompanhando o perfil da cobertura, pontuado por fragmentos arquitectónicos, concheados e acantos; altar tipo paralelepipédico apainelado, sobre cuja banqueta surge o sacrário, tendo na porta uma cruz. Cobertura em falsa abóbada abatida de madeira, pintada de azul celeste, assente em friso e cornija de madeira pintada de cinzento, tendo ao centro cartela recortada envolvida por concheados com a figura de São Bartolomeu. Na sacristia, lavabo de espaldar rectangular subdividido por cornija, tendo inferiormente bica carranca encimada por depósito e superiormente cruz entre elemento decorativo; sob o espaldar pia de água benta gomada.
Materiais
Estrutura rebocada e pintada exterior e interiormente; embasamento em cimento encarapinhado; molduras dos vãos, cunhais, pináculos, fogaréus, pias de água-benta, pia baptismal, lavabo, base do púlpito e supedâneo em granito; silhar de azulejos na capela-mor; portas, coro-alto, escadas e guarda do púlpito em madeira; cobertura interior em madeira pintada; vidros martelados coloridos; grades de ferro; pavimento cerâmico; retábulos de talha bege e dourada; confessionário em tijolo; elementos de betão; cobertura exterior de telha.
Observações
*1 - A toponímica de Casal de Loivos parece ter surgido na origem da povoação, devido ao facto de existir no lugar da Roêda uma pequena casa que servia de abrigo aos que trabalhavam a terra e para onde veio viver um casal do lugar de Loivos, localidade perto de Chaves, dando origem ao termo Casal de Loivos.