Espigueiros construídos no séc. 19, do tipo estreito com quatro paredes inclinadas, pé maciço de alvenaria rebocada e cantarias, colunas de pedra de secção quadrada com as bases mais largas do que os fustes, paredes de madeira de ripado vertical, cintas de madeira externas; beirais salientes com forro; duas portas de madeira nos topos; telhados de duas águas de telha Marselha. Espigueiro do tipo estreito com as paredes aprumadas, pé maciço de cantaria rebocada, colunas de pedra de secção quadrada que estreita da base para o topo, paredes de madeira de ripado vertical, cintas de madeira externas; beirais salientes com forro; porta única de madeira num dos topos; coberturas de 2 e 4 águas. Como conjunto constitui um caso particular da reunião de sete espigueiros em torno de uma eira comum. Espigueiros datados por inscrição sobre as cantarias dos topos dos pés maciços (Nº 1, 2 e 5). A armação dos telhados é constituída por pares de caibros que sustentam as ripas do telhado em vez das habituais cambotas. Os espigueiros nº 2 e 5 tem as cimalhas decoradas com denticulados que se completam no último com pintura de entrançados. Os mesmos dois espigueiros apresentam a linha do lastro em saliência formando cornija disposta a toda a volta.
Conjunto constituído por sete espigueiros estreitos de planta rectangular, volume simples e cobertura em telhados de duas e quatro águas dispostos em torno de uma eira comum. ASSENTOS: socos em cantaria variando entre o oculto porque enterrado (Nº 4, 6 e 7), o baixo e contínuo (Nº 1, 2 e 3) e o igualmente contínuo mas alto (Nº 5); pé maciço variando entre a alvenaria com os quatro lados rebocados (Nº 3 e 4), os lados maiores rebocados e os menores exibindo pedra única de cantaria contendo inscrita a S. data de 1891 enquadrada em moldura (Nº 1), os lados maiores moldurados com cantarias que enquadram dois panos rebocados e os menores revestidos com pedras de cantaria exibindo molduras rectangulares de ângulos truncados que enquadram as datas de 1861 e 1911 (Nº 2) ou a data de 1864, num dos lados, e uma palmeta no outro (Nº 5), ou, por último, cantarias de granito parcialmente rebocadas nos lados maiores (Nº 6 e 7); linhas do lastro dos espigueiros em saliência, nalguns casos formando cornija disposta a toda a volta (Nº 2 e 5). CORPO: bases formadas por lastro contínuo constituído por várias lajes de cantaria dispostas transversalmente; esqueletos com quatro (Nº 7), seis (Nº 1, 2, 3, 4 e 5) e oito (Nº 6) colunas de pedra de secção quadrada variando do tipo inclinadas para o exterior nos quatro lados com fustes e bases de secção quadrada, mais desenvolvidas as últimas e separadas por friso moldurado (Nº 1, 2, 3, 4, 5 e 6) ou no tipo aprumadas, de secção quadrada que estreita da base para o topo (Nº 7); paredes de madeira de ripado vertical substituído num dos quartéis do espigueiro Nº 6 por tijolo; três ou quatro cintas de madeira externas; porta única (Nº 7) ou duas portas, uma em cada topo (Nº 1, 2, 3, 4, 5 e 6), de madeira ou de chapa de ferro (Nº 5); cimalhas decoradas com denticulados (Nº 1 e 2) que se completa com pintura policroma de entrançados (Nº 5); coberturas com beirais salientes em telhados de duas águas de telha Marselha com forro de madeira (Nº 1, 2, 3, 4 e 7), de telha de canudo completado num dos quartéis por placa de betão (Nº 6) ou de quatro águas integralmente de placa de betão (Nº 5). Decoração pintada residual sobre as partes em madeira e sobre o reboco dos pés maciços com faixas em amarelo e vermelho.
Materiais
Pedra, granito; cerâmica: telha cerâmica; metal, ferro; alvenaria: pedra e cal; madeira.
Observações