Arquitectura civil, maneirista. Torre sineira de carácter civil, marcada por uma grande austeridade construtiva, que reflecte na utilização dos rusticados no guarnecimento de cunhais e vãos o conhecimento da linguagem arquitectónica do Maneirismo de raiz italiana. Singulariza-se pela utilização dos rusticados no guarnecimento de cunhais e vãos, denotando uma erudição pouco comum na arquitectura regional, e um gosto arqueológico que remete para uma cultura humanista que procurava fazer vincar as raízes históricas de Santiago do Cacém.
Planta quadrangular, coberta por coruchéu. Volumes simples. Alçado S. de um pano definido por cunhais rusticados de cantaria, dividido em dois registos por moldura de argamassa. Registo inferior com soco de cantaria rusticada e portal em arco de volta perfeita com moldura de cantaria rusticada e chave saliente, acima do qual se rasga uma fresta com moldura de cantaria. Ao nível do segundo registo rasga-se olhal em arco de volta perfeita, onde estão colocados dois sinos de bronze sobrepostos; remate superior em cornija. Alçado O. com o volume do Hospital do Espírito Santo adossado ao pano inferior e pano superior idêntico ao do alçado S. Alçado N. de esquema idêntico ao alçado S., com excepção da porta. Alçado E. de esquema idêntico ao alçado N. INTERIOR: caixa dos pesos do relógio ao centro, resguardada por paredes de alvenaria que são contornadas por lanços sucessivos de escadarias de cantaria. Patamar superior revestido de tijoleiro, rasgado lateralmente por um olhal em cada parede, coberto por estrutura de madeira que forma o piso de um compartimento em que se situa o mecanismo do relógio.
Materiais
Paredes de alvenaria de pedra e cal, rebocadas e caiadas, cunhais e elementos secundários de cantaria, sinos de bronze.
Observações