Igreja de peregrinação barroca, com alpendre a toda a volta aproveitando a planta centralizada relativamente rara já no séc. 17. Forma curiosa das aberturas, lançadas de modo a permitirem a visão do exterior para o altar. Importante núcleo do recheio de pintura e azulejos setecentistas. No alpendre exterior existe uma coluna, sem função estrutural e diferente de todas as outras, que, segundo a tradição oral, teria pertencido à primitiva capela *1.
Planta centralizada, octogonal, apresenta colunata envolvente de colunas dóricas levantadas em parapeito, nas quais se apoia o entablamento; nos ângulos o suporte é feito por pilares a que se adossam meias colunas; acima do alpendre, este com cobertura em telhado de várias águas, levanta-se a parede da cúpula que apresenta 8 janelas de molduras recortadas; cobertura em cúpula oitavada com nervuras nos ângulos. INTERIOR: nave com paredes com silhares de azulejos historiados com emblemas marianos e sobre estes diversos quadros pintados; cobertura em cúpula octogonal com arcos em pedra preenchidos com tijolo maciço.
Materiais
Alvenaria de pedra; pedra calcária (Ançã); madeira castanho; telha cerâmica e ferro pintado; tijolo maciço.
Observações
Abre a 15 de Agosto, altura em que se realiza a feira anual da Ribeira de Seiça e por ocasião da romaria e das festas de Nossa Senhora da Conceição, sendo também muito utilizada para casamentos e outras festas. *1: A capela primitiva do séc. 9, demolida para a construção da actual, teria sido elevada por ocasião da conquista de Montemor-o-Velho. A sua construção está ligada à lenda do Abade João, que teria sido enterrado nesse local. O culto da Capela de Seiça está igualmente associado a Nossa Senhora da Conceição, cuja festa se realiza anualmente.