Arquitectura residencial, seiscentista. Palácio eclesiástico composto por volumes articulados de dois pisos, com o escudo do proprietário na fachada principal.
Planta rectangular composta por dois volumes articulados de disposição horizontal com cobertura continua em telhado de quatro águas. Fachadas em cantaria aparente com aparelho almofadado, rematadas por beiral e cornija, tendo os vãos perfil rectilíneo. Fachada virada a E. com dois pisos no topo S. e três no N., dado o desnível do terreno. No volume localizado a N., um portão de quatro folhas no primeiro piso, uma janela de sacada no segundo e uma de peitoril no terceiro. O registo entre os primeiro e segundo pisos é definido por cornija simples. Volume a S. com um portão de quatro folhas e uma porta de duas folhas, surgindo, superiormente, duas janelas de sacada. A encimar a janela de sacada central, um brasão em mármore de Estremoz, de Diogo Furtado da Costa, tendo, nos primeiro e segundo quartéis, a roda de navalhas de Santa Catarina, no terceiro, as armas dos Furtados de Mendonça e, no quarto, as cunhas da família Gusmão, surgindo, ao centro, uma espada, cujo punho excede o chefe. Por cima do escudo, as insígnias de bispo *1. Fachada virada a S. com dois registos definidos por cornija simples, o primeiro cego e, no segundo, duas janelas de sacada de duas folhas com guarda de ferro e duas portas *2.
Materiais
Granito; mármore de Estremoz.
Observações
*1 - Diogo Furtado da Costa nasceu em Alpedrinha, sendo Vigário Geral e Provisor do Crato, tendo honras de arcebispo. *2 - o proprietário não autorizou o acesso ao interior; existem vestígios que permitem definir que inicialmente estava prevista a construção de um balcão e terreiro.