Convento masculino da Ordem de São Francisco, da Província dos Algarves, composto pelo atual templo construído no início do séc. 18, com planta de três naves e cabeceira tripartida, e zona regral disposta à esquerda e adaptada a hospital da Misericórdia no séc. 19, após a extinção das Ordens Religiosas, exteriormente em estilo neoclássico, mas mantendo a traça original do claustro. Interior da capela-mor com azulejos e talha barrocos.
Planta poligonal composta por igreja de três naves e cabeceira tripartida, com convento à esquerda, possuindo adossado à direita, capela lateral de Nossa Senhora das Dores. Fachada principal virada a este, com cinco baixos-relevos representado passos da vida de São Francisco, esculpidos em pedra calcária e, num nicho, a imagem do patrono em basalto. INTERIOR com os arcos da nave pintados. Capela batismal com lavabo de mármore. Capela-mor com azulejos azuis e brancos. Claustro retangular com arcada de arcos de volta perfeita sobre pilares, encimados por amplas janelas ao nível do segundo piso. Anexa à igreja encontra-se a ermida de Nossa Senhora das Dores de planta octogonal irregular, com capela-mor retangular em eixo com a galilé do convento. No interior possui abóbada de berço abatida, com decoração neoclássica, sobre cornija de madeira. A nave tem os ângulos cortados, rasgados por amplos vãos. Capela-mor com três amplos janelões.
Materiais
Observações
EM ESTUDO. *1 - Frei Diogo de Chagas situa a construção do convento por volta de 1500, dizendo-o sem fundador, nem padroeiro, com esmolas da população, dizendo que a terra em que esta a capela-mor, sacristia e corredor que vai para ela deu grátis Hidrónimo de Quentes e que a mais terra em que esta o convento e a cerca deu D. Guiomar. *2 - Os fundamentos das objeções do bispo D. Frei José de Avé-Maria residiam no fato de se ter construído uma capela e não uma ermida no terreno do convento, comunicando interiormente com a sua igreja por duas portas, uma na parede norte da galilé e outra acima desta, no coro; no fato da nova construção ter porta para o Campo de São Francisco, contudo a porta principal ser interior e ter sido aberta antes de o prelado benzer a dita capela, além de que o mesmo nela tinha feito capitular em 1789, sem qualquer formalidade do visitador; o fato da capela estar integrada na clausura conventual, e apesar de ter porta lateral para o exterior, não estar sujeita a visita do ordinário; e por estar integrada no terreno do convento provincial da residência do Custódio Provincial, ligada à sua igreja e com ela comunicante, sendo zelada e guardada pelos respetivos religiosos e submetida a visita dos seus visitadores gerais. *3 - A paroquial de São José fora criada pelo bispo D. Pedro de Castilho, em 1580 ou 1581, na ermida de Santa Clara. Em 1584, a 18 de setembro, uma provisão régia determina a reconstrução da ermida, sendo a capela-mor e a sacristia feitas à custa da Fazenda Real e o corpo da igreja pelos fregueses. A 26 de maio de 1595, os fregueses e proprietários são fintados em 5.000 cruzados, cobráveis em três anos, para a construção do corpo e torre sineira de Santa Clara. Mais tarde, em 1784, e após obras, dá-se a abertura da Igreja Paroquial de São José ao culto.