Albergaria para romeiros, vernacular, de planta rectangular, sobradada e telhada, com paredes de alvenaria rebocadas, janelas e portas emolduradas em cantaria negra da região e beiral duplo.
Planta rectangular composta, de corpo principal de um piso, e um outro adossado à fachada O. de dois pisos adaptados ao desnível do terreno. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em duas, três e quatro águas, respectivamente no corpo adossado à fachada O., no alpendre, e no edifício principal. Fachadas rebocadas a branco com cunhais, embasamento e larga faixa superior pintadas a "tijolo", percorridas por beiral duplo, e com vãos de verga recta simples emoldurados a cantaria da região. Na fachada S., quatro degraus dão acesso à porta principal, de verga recta simples com a inscrição "SIT NOMEN DOMINI BENEDICTUM", ladeada por duas janelas, simetricamente dispostas. Na fachada E. três janelas e uma porta, e na do lado oposto, alpendre correndo quase toda a fachada, sobre pilares quadrados e protegendo várias portas, encimado, ao nível do segundo piso, por três janelas. No INTERIOR, em cada um dos pisos, salão único para actividades de carácter cultural, com tectos revestidos a madeira.
Materiais
Pedra da região ( basalto ), madeira, pavimento de betão e tijoleira no rés-do-chão; pavimento de madeira no piso superior; cobertura de telha.
Observações
A freguesia da Ponta Delgada foi, desde os primórdios da colonização, o principal centro de peregrinação da costa Norte da Ilha da Madeira. A festa do Senhor Bom Jesus já no século 16 atraía muitos romeiros a Ponta Delgada, no primeiro domingo de Setembro, tradição que ainda hoje se mantém, atraindo ao local gentes de toda a Ilha.