Portal Nacional dos Municípios e Freguesias

Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho entregue a Nuno Júdice

 

Nuno Júdice vence, assim, a terceira edição do Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e pela Câmara Municipal de Loures, com um prémio no valor de 12.500 euros. 

 

“Quero dar os parabéns  ao autor que muito nos honra estar aqui para receber este prémio”, começou por dizer o presidente da Autarquia. Bernardino Soares sublinhou o facto de a presença de Nuno Júdice significar “que este prémio está no mais alto nível do nosso panorama literário, dando-nos um grande contentamento.”

 

O autarca valorizou, ainda, o trabalho que tem vindo a ser feito com a Associação Portuguesa de Escritores: “É Importante para o nosso Município a dinamização e divulgação da cultura, e este é um papel que queremos continuar a cumprir.”

   

“Num país onde a cultura e a literatura não são muito valorizadas, continuamos a teimar que deve haver uma maior consideração pela poesia. E este prémio visa também isso."

 

O presidente da APE sublinhou a qualidade do júri, que classificou como “idóneo, competente e irredutivelmente independente”, que “de forma unânime escolheu este livro a vários níveis surpreendente, entre admiráveis livros a concurso.”

 

José Manuel Mendes quis também exaltar o protocolo que une a APE e a  Câmara de Loures, “em boa hora celebrado, deveras exemplar no empenho, sem o qual o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho não seria o que é.”

 

Em nome do júri, constituído também por José Manuel Vasconcelos e Luís Filipe Castro Mendes, Paula Mendes Coelho referiu que Regresso a um Cenário Campestre “foi escrito nos últimos meses de 2019 e terminado já em 2020, no início daquele que seria, e é, um tempo de viragem para todos nós.”

 

“Não se trata nesta obra, contudo, de fazer um diagnóstico cru e direto do estado do planeta ou do estado da natureza. Não se trata de incriminar o Homem de todos os males deste Mundo e do outro, mas antes recuperar, tentar recordar, o que no Homem e no Mundo ainda existe de conciliável.”

 

Paula Mendes Coelho, sublinhou, ainda, os temas explorados pelo poeta, entre eles, “o amor, a memória, a infância, o tempo, a reflexão sobre o ofício da poesia e a indagação constante e profunda do mistério que a criação poética constitui”, dando conta da presença da ironia, como traço da poética de Nuno Júdice, “mas quase sempre terna e raramente sarcástica.”

 

O galardoado encerrou a cerimónia agradecendo a decisão do júri e sublinhando “a honra de ter associado ao prémio o nome de Maria Amália Vaz de Carvalho, escritora que teve um papel importante na defesa da voz feminina do seu tempo.”

 

Nuno Júdice não quis deixar de evocar o nome de José Carlos Ary dos Santos, com quem se cruzava nos cafés lisboetas dos anos 60 e que nas eleições de 69 lhe disse: “Este é o chão sagrado da liberdade”. Para o escritor, “se há religião que um poeta deva ter é precisamente essa, a liberdade, que é também o chão da poesia.”

 

“É esse sopro da palavra poética que percorre este livro escrito em tempos em que, por razões inesperadas e terríveis, toda a humanidade se viu condicionada nos seus movimentos devido a esta pandemia.”

 

Presente na cerimónia de entrega do prémio que se destina a galardoar, anualmente, uma obra de poesia em português e de autor português, publicada integralmente e em primeira edição, esteve, também, o vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, e responsável pelo pelouro da Cultura, Paulo Piteira.

 

 




ENVIE ESTE ARTIGO POR EMAIL PARA UM(A) AMIGO(A) >>


Ajude a divulgar esta noticia, Partilhe!

79 PARTILHAS / VISITAS

EM DESTAQUEÚLTIMAS NOTÍCIAS DE Loures - VER TODAS

RECEBA DIARIAMENTE AS NOTÍCIAS E EVENTOS DE
Loures

Registe aqui seu email para receber diariamente as últimas notícias e os próximos eventos a decorrer neste concelho.