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EuSobrevivi - Denuncie a violência doméstica!

Face aos desafios impostos pela Pandemia COVID-19, mas também pelo período de férias escolares e laborais que se aproxima, urge, mais do que nunca, ampliar e amplificar os mecanismos de apoio às vítimas de violência doméstica. Se a casa é um lugar seguro para a maioria das pessoas, para as vítimas de violência doméstica não é.

Assim, o Município da Lourinhã associa-se ao relançamento da campanha #EuSobrevivi, promovida pela Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade, através da divulgação de materiais informativos com conselhos úteis de proteção para as vítimas.

Entende-se por violência doméstica toda a violência física, sexual ou psicológica que ocorre em ambiente familiar e que inclui, embora não se limitando a maus tratos, abuso sexual das mulheres e crianças, violação entre cônjuges, crimes passionais, mutilação sexual feminina e outras práticas tradicionais nefastas, incesto, ameaças, privação arbitrária de liberdade e exploração sexual e económica. Embora maioritariamente exercida sobre mulheres, atinge também, direta e/ou indiretamente, crianças, idosas e outras pessoas mais vulneráveis, como os/as deficientes” (Resolução do Conselho de Ministros nº 88/2003, de 7 de julho).

A violência doméstica é um comportamento violento continuado ou de controlo excessivo sobre a vítima, sendo exercida de forma direta ou indireta sobre qualquer pessoa que habite, ou mesmo não habitando com o agressor, seja companheira (o), ex-companheira (o), ou familiar. O agressor faz com que a vítima se sinta incompetente e desvalorizada, vivendo num clima de medo continuo.

É um fenómeno que pode acontecer com todas as faixas etárias com qualquer género, em qualquer classe e idade. Embora as estatísticas mostrem que são as mulheres as principais vítimas deste comportamento, é importante salientar que a violência doméstica não existe apenas entre cônjuges de sexos opostos, mas também em casais homossexuais, e não é apenas contra as mulheres, visto já existirem casos de violência em que as vítimas são homens.

As crianças e as pessoas idosas também fazem parte deste grupo. As crianças são-no, mesmo que não sejam diretamente objeto de agressões físicas, ao testemunharem a violência entre os pais.

A violência doméstica funciona como um sistema circular que apresenta, regra geral três fases:

A 1ª fase: é o momento do aumento em que as tensões acumuladas criam um ambiente de perigo eminente. O agressor mostra-se tenso e irritado por coisas insignificantes, chegando a ter acessos de raiva o que provoca medo na vítima. Esta fase pode durar dias, meses ou anos, tendo tendência para aumentar e passar à violência propriamente dita.

A 2ª fase: é o momento do ataque em que o agressor explode e maltrata a vítima. Aqui a tensão materializa -se em violência, seja física ou psicológica.

A 3ª fase: é o momento da reconciliação, chamada de “lua-de-mel”, em que o agressor mostra arrependimento, desculpa-se pelas agressões e envolve a vítima com carinho e atenção, manipulando a vitima no sentido de a culpabilizar, a demover para não denunciar o crime, que irá ficar tudo bem, fazendo com a vitima se culpabilize e não apresente a denuncia. A este período, relativamente calmo, segue-se um novo período de tensão e rapidamente todo o ciclo se repete.

A violência doméstica é crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva. Se precisar de ajuda ou tiver conhecimento de alguma situação de violência doméstica participe à Guarda Nacional Republicana através: Posto da GNR mais próximo à sua área de residência, tendo os nossos contactos sempre à mão; Diretamente no portal Queixa Eletrónica; Na aplicação SMS Segurança, direcionada a pessoas surdas; Página de Facebook da GNR Nas esquadras da Polícia de Segurança Pública; Nos serviços do Ministério Público que funcionam junto de todos os tribunais, mesmo que não seja o do local onde ocorreu o crime; 112 – Número de telefone de emergência único europeu, disponível em toda a UE, a título gratuito, para situações de emergência com perigo eminente; 144 – Linha Nacional de Emergência Social; 800 202 148 – Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica (CIG); 116 006 - Linha de Apoio à Vítima (APAV) (chamada gratuita). Aplicação Bright Sky PT $(document).ready(function () { $(#gallery .owl-carousel .owl-lazy).removeAttr(src); var owlGallery = $(#gallery .owl-carousel).owlCarousel({ margin: 5, lazyLoad: true, lazyLoadEager: 1, loop: false, autoWidth: true, autoHeight: false, nav: true, dots: false, autoplay: false, navText: [, ], onLoadedLazy: function () { owlGallery.trigger(refresh.owl.carousel); }, onInitialized: function () { var maxW = $(#gallery .owl-carousel .owl-stage-outer).width(); $(#gallery .owl-carousel .item.owl-height).css(max-width, maxW + px); }, onResized: function () { var maxW = $(#gallery .owl-carousel .owl-stage-outer).width(); $(#gallery .owl-carousel .item.owl-height).css(max-width, maxW + px); } }); });




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