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Cartazes da Festa 1996-2021

26 anos depois da 1.ª edição de “Senhor de Matosinhos, Cartazes da Festa”, obra que revisita os cartazes de 1956 a 1995, ano da sua publicação, o historiador e cronista Helder Pacheco foi novamente convidado pela Câmara de Matosinhos para regressar às memórias da romaria.Dessa “viagem” nasceu “Senhor de Matosinhos, ”. A obra foi hoje apresentada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia que cumpriu todas as regras de segurança estabelecidas pela Direção Geral da Saúde."Até me custa abrir para não estragar", disse o autor do livro, rendido ao "excelente objeto estético". Um misto de caixa de memórias e "objeto de culto", concebido pelo designer Nuno Leal, e cuja forma acabou por influenciar a escrita do historiador."Confesso que pensei em fazer uma análise e comentário aos cartazes, dar continuidade ao trabalho que comecei a fazer há 26 anos. Era como uma sequência do que já estava escrito. Mas depois o Nuno apresentou-me as suas ideias e percebi que repetir um modelo de 1995 em 2021 não fazia sentido", explicou o autor. O objeto influenciou a escrita, a maneira de contar uma mesma história que se faz "de tradição, de gente, de devoção", mas também de "um país diferente, melhor em muitos aspetos".A sessão contou a apresentação feita pela Diretora da revista “Artes entre as Letras,” Nassalete Miranda, e com a presença da Presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro, do Vice-presidente e Vereador da Cultura, Fernando Rocha, entre outras personalidades.Na publicação, Helder Pacheco propõe-nos uma viagem de imagem, cor e simbologia, às memórias da Romaria do Senhor de Matosinhos, recordando as cerimónias religiosas, a feira da louça, os divertimentos ou as farturas.Os cartazes do Senhor de Matosinhos acompanham a evolução dos tempos e as mudanças que o país foi atravessando nas últimas décadas, transformações bem patentes no design escolhido por cada um dos seus autores.O apelo de Helder Pacheco deu lugar à certeza de Luísa Salgueiro que rematou a sessão com um convicto "Para o ano há de ser na rua!", não sem antes referir a "tranquilidade" que este livro lhe traz "por saber que estamos a deixar um legado para as gerações vindouras". "Este livro será um marco na tradição da festa. Para memória dos que cá estão e para os que hão de vir, esta obra enobrece a tradição de Matosinhos".Aliás, o impacto da pandemia do último ano e meio na organização da própria romaria é referido na publicação que deixa, inclusive, um apelo: “No futuro socialmente armadilhado, incongruente e contraditório que aguarda as culturas e tradições populares, resta a esperança de que o Senhor Bom Jesus de Bouças, na sua graça e infinita sabedoria, anime a vontade dos homens-bons matosinhenses, para que não esmoreçam nas fadigas e fidelidades anuais de fazer a festa”.Com esta publicação, a autarquia pretende enriquecer ainda mais o acervo documental, histórico e literário do concelho.Também hoje inaugurou a exposição de fotografias e de cartazes da Festa do Senhor de Matosinhos, patente em frente ao edifício dos Paços do Concelho, numa forma diferente de celebrar a romaria condicionada pela pandemia por COVID-19.




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