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Fórum Municipal do Desporto debate a retoma da atividade em tempo de pandemia

 

O encontro, dirigido a colaboradores e dirigentes de coletividades com prática desportiva, realizou-se no Museu de Cerâmica de Sacavém, tendo como mote os impactes da pandemia de Covid-19 e os desafios que se colocam, atualmente, à atividade desportiva.

 

Com o desporto como tema central, a iniciativa pretendeu debater soluções para ultrapassar os constrangimentos que a paragem nas competições provocou.

 

Conforme sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Loures, e responsável pelo departamento do Desporto na Autarquia, “a pandemia expôs as debilidades do sistema desportivo”, fragilidades essas “que já cá estavam, mas que agora ficaram mais evidentes”, como é o caso da “escassez de mecanismos de financiamento do desporto por parte do Estado”.

 

De acordo com Paulo Piteira “ultrapassada a fase mais aguda da pandemia, estamos num tempo que é diferente, mas não isento de dificuldades”.

 

“As políticas públicas podem e devem ter um papel importante na retoma da atividade desportiva”, sublinhou. “Por parte da Câmara de Loures não enjeitamos essa responsabilidade e temos procurado dar respostas. Mas às medidas municipais têm que se somar outras por parte de quem tem até mais respostas legais.”

 

Paulo Piteira enumerou os diversos apoios prestados pelo Município às coletividades durante a pandemia, desde a distribuição de equipamentos de proteção individual, máscaras e gel desinfetante, passando pelo Apoio de Emergência ao Movimento Associativo e Popular, a comparticipação no pagamento de seguros e impostos e pelo reforço da verba afeta ao Regulamento Municipal de Apoio ao Associativismo.

 

“Este ano, mais de 50% do orçamento do Departamento de Cultura, Desporto e Juventude está consignado a transferências para os apoios às coletividades e associações do nosso concelho”, rematou.

 

Estratégias para ultrapassar as dificuldades  

Entre os oradores convidados estava Jorge Vieira, Presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, que explicou como os atletas ultrapassaram a crise. “Tivemos a oportunidade de continuar a nossa atividade porque o atletismo é uma modalidade individual e, por isso, mais segura”. No entanto, relembra que os atletas tiveram de treinar em casa. “A Federação deu-lhes material de treino e eles fizeram frente à realidade por si próprios.”

 

Apesar de todas as dificuldades, Jorge Vieira revelou que se passou “um fenómeno curioso”. Segundo o dirigente, “os nossos atletas bateram recordes como nunca. No Campeonato da Europa de Pista Coberta, por exemplo, trouxemos três medalhas de Campeões da Europa e outros resultados extraordinários”.

 

Também Paulo Martins, presidente do Taekwondo Clube Santo António dos Cavaleiros, deu a conhecer as dificuldades do clube e as estratégias para as ultrapassar.

 

“Antes da pandemia tínhamos cerca de 50 praticantes. Depois sofremos uma redução para 1/3”, revela. “Como deixámos de ter participações regulares em torneios, implementámos treinos online e os atletas chegaram a participar em duas provas online. Além disso, o clube organizou nove eventos de formação para treinadores e atletas, com acreditação pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Com isto, envolvemos cerca de 500 pessoas e formadores de todo o mundo.”

 

A encerrar o painel de oradores esteve Sónia Paixão, vice-presidente do IPDJ, que começou por dizer que, em 2020, “nenhum de nós tinha no seu plano de atividades lidar com um quadro pandémico, o que nos levou a ter reações para implementar medidas excecionais”.

 

“No que diz respeito ao nosso apoio, houve uma continuidade do financiamento, quer às federações, quer ao programa olímpico e paralímpico, permitindo a reafectação de verbas não executadas a outros destinos como o apoio aos clubes”, frisou.

 

“Para além dos apoios diretos, há um conjunto de apoios indiretos que a Administração Central concedeu a agentes económicos e sociais. Estamos a falar de verbas que foram objeto de apoio para lay-off, moratórias e isenções de responsabilidades fiscais e sociais”.

 

No final, os dirigentes das coletividades inscritas no Fórum tiveram a oportunidade de expor as suas maiores dificuldades e as estratégias para a retoma da atividade desportiva, tendo em conta o equilíbrio entre o regresso e a segurança para atletas e agentes desportivos.

 




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