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Alenquer candidata com projeto de conservacao e valorizacao do Canhao Carsico de Ota

O município de Alenquer concorre pelo segundo ano consecutivo ao prémio Geoconservação, com o projeto de Conservação e Valorização do Geossítio de Relevância Nacional “Canhão Cársico de Ota”.

O Prémio Geoconservação foi instituído em 2004, pelo Grupo Português da ProGEO (Associação Europeia para a Conservação do Património Geológico), com o objetivo de premiar as autarquias que se distingam na implementação de estratégias de conservação e valorização do Património Geológico do seu concelho.

O Canhão Cársico de Ota (CCO) é um vale escarpado, resultante da ação erosiva do rio de Ota no calcário do Jurássico Superior, localizado entre as aldeias de Atouguia das Cabras, a montante, e a aldeia da Ota, a jusante.

Constitui um dos mais valiosos tesouros do Património Natural, Histórico e Cultural do concelho de Alenquer.

O facto de se tratar de uma ocorrência natural com cerca de 2,25 quilómetros de extensão toma-o igualmente o maior vale em canhão das regiões calcárias portuguesas.

O CCO apresenta-se como um vale encaixado com vertentes escarpadas que superam por vezes os 100 metros de altura, sendo acompanhadas na sua base por importantes e imponentes cones de cascalheiras que, em alguns locais, chegam à altura de meia vertente com inclinações que variam entre os 40 e os 45°.

As características geomorfológicas deste local justificaram cientificamente a inclusão do Canhão Cársico de Ota no Inventário de Geossírios de Relevância Nacional, sendo esta uma área com urna vulnerabilidade de 315 (numa escala quantitativa de l00 a 400) com a maior ameaça detetada o avanço das pedreiras existentes nas proximidades, mas também as visitas desregradas e a prática de desportos de natureza.

Visando a preservação e proteção dos valores naturais presentes no CCO e Serra da Ota, e no sentido de controlar as ameaças existentes, foi recentemente classificada esta área como Área Protegida de âmbito local, designada Monumento Natural Local do Canhão Cársico da Ota.

A classificação desta área como Monumento Local, nos termos do Decreto-Lei 142/2008, de 24 de julho, na sua redação atual, visa proteger os seus valores naturais, nomeadamente as ocorrências notáveis do património geológico que aí ocorrem e permite a adoção de medidas compatíveis com os objetivos desta classificação.

O edital nº 1073/2019, de 26 de setembro, que publica o regulamento de gestão do Monumento Natural Local do Canhão Cársico de Ota prevê medidas de condicionamento a este espaço.

Mais especificamente na área do Canhão Cársico de Ota, sujeita a regime de proteção parcial, incluem-se medidas como a limitação de 50 visitantes/dia e a utilização dos percursos previamente definidos para a realização de passeios pedestres.

Outras medidas prendem-se com a interdição do atravessamento das cascalheiras e a prática de qualquer atividade que implique a permanência nas mesmas, incluindo atividades desportivas e de lazer, e a proibição da realização de eventos com veículos motorizados.

A proibição da instalação ou edificação de qualquer tipo de construção com exceção de estruturas de apoio à visitação e monitorização ambiental, está também prevista, limitando assim a perturbação existente neste espaço.

Sendo a exploração de inertes uma das maiores ameaças à preservação do património geológico deste, com a classificação desta área foi possível regulamentar e controlar estas atividades, definindo-se assim a proibição da exploração de recursos geológicos.

Todas estas medidas contempladas no edital nº 1073/2019, de 26 de setembro, contribuem ativamente para a valorização e conservação do património geológico existente neste espaço, limitando a perturbação causada e interditando atos e atividades altamente prejudiciais à sua conservação.

Para além das medidas de valorização e conservação asseguradas através da regulamentação desta área classificada, um conjunto de ações está previsto para implementação no âmbito da conservação e promoção dos valores naturais desta área, nomeadamente do património geológico.

O facto de ser uma zona classificada, facilita agora a implementação dessas ações que vão de encontro aos objetivos que levaram à criação desta Área Protegida.

Dentro das variadas medidas a executar, estão previstas ações que se relacionam intimamente com a valorização e promoção o património geológico. Entre estas está a estabilização das cascalheiras.

Sendo este elemento natural extremamente sensível e com as características únicas já mencionadas que as tornam instáveis, toma-se essencial a implementação de ações que permitam a sua estabilização, de modo a potenciar a sua conservação.

De forma a assegurar a visitação consciente e a promoção desta pérola do património geológico nacional, a delimitação de trilhos e a criação de estações de visitação do CCO é fundamental, criando assim estruturas eficientes e controladas, que permitam dar a conhecer o património sem prejudicar de forma alguma os objetivos de conservação desta Área Protegida.




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