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Cabeceiras de Basto assinala o 25 de Abril

O Município assinalou os 47 anos do 25 de Abril de 1974, com uma simbólica cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho com a presença do Presidente da Assembleia Joaquim Barreto, do Presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, assim como dos Presidentes dos Grupos Municipais, Domingos Machado (PS) e Vítor Carvalho (IPC) e do Presidente de Junta, Norberto Pires (+Riodouro). Presente estiveram também os vereadores e os presidentes das Juntas de Freguesias do concelho.Após o hastear das Bandeiras ao som do Hino Nacional, seguiram-se breves intervenções alusivas à efeméride que tiveram como denominador comum a exaltação de tão relevante data para Portugal e para os portugueses, as suas conquistas e as suas fragilidades num tempo atípico marcado pela Pandemia Covid 19. No uso da palavra o Presidente da Assembleia Municipal, lembrou a importância de assinalar o 25 de Abril de 1974, - ainda que confinados na ação e num espaço inquietante habitado pela pandemia da Covid19 - , por se tratar de uma data que mudou o país, trouxe liberdade, igualdade e fraternidade, pondo termo à guerra, ao fascismo e ao colonialismo e abrindo portas à Liberdade, à Paz, à Democracia, à Justiça e à Solidariedade. Uma data que garantiu serviços e direitos, entre os quais o Poder Local Democrático e o Serviço Nacional de Saúde, que trouxe a mudança e muitas conquistas impulsionadoras de desenvolvimento e bem-estar. O autarca considerou que o legado de Abril não pode ser ignorado, mesmo num período particularmente difícil, solidarizando-se com as famílias que perdem os seus familiares e que passam atualmente por privações e sofrimento. Deixou ainda uma palavra de apreço e reconhecimento público a todos aqueles que estão na linha da frente no combate e esta pandemia, nomeadamente os autarcas, cujo papel tem sido determinante na assunção de medidas extraordinárias de apoio à população, sobretudo aos mais vulneráveis. O Presidente da Assembleia Municipal lembrou os «audazes Capitães de Abril, obreiros da democracia e para sempre credores da gratidão dos portugueses», acrescentando que «a cada ano que passa o 25 de Abril desperta vivências, sentimentos, contradições e inquietações que confirmam a sua importância e contemporaneidade e cujos ideais continuam a acompanhar as preocupações sociais com que nos deparamos». «O 25 de Abril é por tudo isto, uma data eterna, inquietante, cuja irreverência diariamente impele a continuar a consolidar e a realizar Abril», concluiu o Presidente da Assembleia Municipal. Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, começou por lembrar o Dia do Combatente celebrado no início de Abril em Cabeceiras de Basto com o intuito de homenagear todos aqueles que serviram a pátria seja na I Grande Guerra, seja na Guerra Colonial, lembrando que a Revolução dos Cravos pôs termo a «um triste período da nossa história contemporânea» que, «ao longo de 13 anos Portugal enviou para as ex-colónias, em África, mais de 800 mil combatentes, dos quais 9000 não regressaram com vida», uma realidade a que acresce o sofrimento de dezenas de milhares de ex-combatentes que regressaram com graves lesões físicas e psicológicas. Volvidos 47 anos e duas gerações, o 25 de Abril já não diz muito a tantos portugueses, uma realidade perigosa, pois não «podemos dar por adquiridos ‘ad eternum’ direitos, liberdades e garantias que a revolução dos cravos nos proporcionou», frisou o autarca, que enalteceu as conquistas de Abril que conduziram a «caminhos de desenvolvimento, de igualdade, fraternidade e liberdade», promovendo «os direitos à educação, à saúde, à habitação, à cultura, à solidariedade social, ao lazer e a tantos outros», sendo certo que se tendo atingido o ideal «o progresso é feito de desafios, vontades e de muito trabalho». O edil cabeceirense disse assistir com preocupação «à descrença de muitos na democracia representativa», assim como «à aceitação, quase indiferente, da perdas de alguns direitos de cidadania», considerando que «celebrar Abril é celebrar a democracia e a liberdade, refletir sobre o caminho que queremos para o futuro e para tal é fundamental esclarecer, com verdade e rigor, todos , especialmente os mais céticos, das vantagens de vivermos em comunidade livre e democrática», concluiu o autarca desafiando os presentas a olhar para o futuro com esperança. Em representação da Bancada Municipal do PS, Domingos Machado, fez uma abordagem histórias de fatos que não devem ser apagados da memória, por tudo o que de negativo representam para os portugueses. O 25 de Abril, «trouxe mudança, direitos, mas também outros problemas, novas complexidades, uma mutação em curso no universo digital com inevitáveis consequências económicas e sociológicas, assim como a integração numa União Europeia que tateia o seu próprio desenvolvimento». Consciente que «falta cumprir Abril» considera que «há desigualdades inaceitáveis, descriminações negativas incompreensíveis, desfavorecidos que repetem percursos de insucesso ancestrais, modelos de exploração dos recursos naturais ultrapassados e verdadeiramente criminosos. Importa, pois, combater a pobreza e a exclusão social, defender, sem demora ou divagações espúrias, a preservação dos ecossistemas e promover a utilização dos recursos planetários de uma forma sustentável. A Terra é a nossa única casa, também, e essencialmente, para as gerações vindouras». O socialista disse ainda, que é nossa «obrigação olhar para o passado para melhor agir sobre o presente e o futuro e o 25 de Abril de 1974, que alguns de nós tiveram o privilégio de viver e agora a emoção de recordar, representou a refundação de um país que havia sucumbido a 48 anos de ditadura». Concluiu que «nada é definitivo. Nada é irreversivelmente conquistado. A exigência é para todos e para todas e em todas as horas. Só assim honraremos os ideais de Abril e os seus heróis». Em representação da Bancada Municipal do IPC, Vítor Carvalho, falou da necessidade de conservar na memória o significado desta importante data, o que está na sua génese e as conquistas que Abril trouxe ao povo português após anos e anos de opressão. O autarca falou ainda do muito que está por fazer a nível infraestrutura e que a pandemia evidenciou, bem como da necessidade permanente de cumprir e observar os valores de Abril respeitando a liberdade, a igualdade e fraternidade. No uso da palavra, o Presidente da Junta de Freguesia Norberto Pires, eleito pelo movimento ‘+ Riodouro’ destacou os «valores do humanismo e da solidariedade neste tempo difícil em que vivemos,  que é também o tempo dos determinados e dos corajosos», destacando «o papel do poder local de proximidade que os diferentes protagonistas devem assumir com responsabilidade, face às dificuldades e às diferenças que são geradores de um aumento de pobreza. A cerimónia evocativa do 25 de Abril, terminou com um momento musical protagonizado pelos ‘artistas’ locais Carlos Pote, Manuel Carneiro e Francisco Carneiro, que ao som da viola cantaram Abril.



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