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“25 Anos Depois”

A exposição “25 anos depois”, que inaugura no sábado, dia 10 de abril, em três espaços municipais de Matosinhos, é a primeira exposição de arte em Portugal que pode ser visitada com recurso à realidade aumentada.O visitante vai poder instalar no seu telemóvel ou tablet uma aplicação multimédia, desenvolvida em exclusivo para a Câmara de Matosinhos que permitirá ao visitante um novo olhar sobre uma seleção de obras de arte. Tirando partido das novas tecnologias, entre as quais a realidade virtual e a realidade aumentada, a coleção artística ganha novas dimensões e poderá chegar a novos públicos. O visitante apenas terá que virar o ecrã para a obra e, instantaneamente, ela ganhará vida e sairá para fora dos limites da moldura, sempre acompanhada por informação áudio da obra e do artista.“25 anos depois” propõe uma retrospetiva dos últimos vinte e cinco anos de aquisições de obras de arte nos quais a autarquia de Matosinhos tem investido para enriquecer o seu acervo artístico de carácter público, tornando-a uma das mais importantes coleções municipais a nível nacional.Atual vice-presidente e vereador da Cultura da Câmara de Matosinhos, Fernando Rocha, tem estado ao leme neste último quartel de incorporações de obras de arte. No entanto e como refere “seria injusto dizer que esta coleção se afirmou apenas nestes 25 anos. Impulsionando toda esta dinâmica havia já um acervo considerável, fruto da visão estratégica e do trabalho de personalidades que, anteriormente, assumiram e nortearam a política cultural e artística da Autarquia. (…) É, por isso, longa a história desta coleção municipal. Mas estamos apenas no início…”.A mostra, que inclui uma centena das cerca de 450 obras incorporadas desde 1995 (incluindo a escultura pública), desenvolve-se a partir do Museu da Quinta de Santiago, em que a original vocação habitacional do edifício permite uma abordagem temática, seccionada pelos espaços interiores, onde podemos encontrar uma relação íntima entre estes e as escolhas artísticas: a paisagem - de rio e de mar, os retratos, as mulheres-artistas que ocuparão uma vez mais lugar de destaque nas paredes do Museu e onde a escultura habita os espaços de representação. Nas antigas cavalariças da ‘Quinta de Villa Franca’, antigo atelier da escultora Irene Vilar, a exposição estende-se também ao legado que a escultora doou à autarquia. Nos jardins a instalação de uma escultura, complementará o espaço de deleite por entre passeios e bosque.Do outro lado do rio Leça, a exposição estende-se à Galeria Municipal, onde a seleção recai nas obras de cariz mais contemporâneo e que surgem de doações dos artistas que apresentaram exposições na então ‘Galeria do Município’, doações individuais (como são o exemplo de Armanda Passos e Sobral Centeno) e ainda uma cuidada seleção de obras dos quatro Simpósios de Pintura aí realizados.Paredes meias com este espaço expositivo, albergando o último núcleo artístico, a casa-mãe, o Edifício dos Paços do Concelho, o tema central em exibição são as memórias individuais e coletivas do concelho, as paisagens, costumes e as atividades económicas, através de obras dos artistas Augusto Gomes, António Carneiro, John Sargent, Júlio Resende, José Emídio, Rui Anahory, entre outros. A exposição estará patente até ao dia 6 de junho.

Em simultâneo, a Casa do Design apresenta TOM — todo o desenho possível, uma exposição dedicada a Thomaz de Mello [Tom], artista gráfico luso-brasileiro, com obra referencial na ilustração, banda desenhada e publicidade, nos anos 20–80.A exposição é organizada em parceria pelas Câmaras Municipais de Matosinhos e de Setúbal e pela esad–idea, Investigação em Design e Arte, com curadoria de Jorge Silva, designer de comunicação, investigador, coleccionador e designer responsável, entre tanto projetos, pelos suplementos Ípsilon e Mil Folhas do jornal Público.Esta exposição realiza-se no seguimento da exposição Os Bonecos de TOM, apresentada na Festa Ilustração Setúbal 2020, e faz-se acompanhar da publicação de carácter monográfico Tom: ilustração e design, co-editada com a Arranha-céus.Está patente até 16 de maio 2021, cumprindo as recomendações e boas-práticas de prevenção da COVID–19.




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