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FLORESTA E SEGURANÇA DAS POPULAÇÕES SÃO PRIORIDADES DO MUNICÍPIO

Com a coordenação do Gabinete Técnico Florestal, o Município tem no terreno uma equipa de sapadores florestais e recorre, neste momento, a empresas de limpezas por forma a garantir que são executadas as faixas de gestão de combustível na rede viária, que é feita a silvicultura preventiva junto às populações e que é acautelada a segurança das comunidades e a proteção florestal.

Depois dos incêndios que no verão flagelaram várias freguesias e consumiram centenas de hectares de mato e floresta, sem contudo ter colocado em risco populações, o Município entende que a segurança é uma aposta prioritária no que respeita a incêndios florestais, pois as mudanças climáticas, as altas temperaturas e os períodos se seca prolongados colocam o interior em níveis de risco muito elevado.

Nesse sentido, e como ficou provado em agosto de 2020, as condições climatéricas atuais torna impossível combater um fogo que, em poucas horas, percorre várias aldeias, sustentado por ventos fortes e por temperaturas que rondam os quarenta graus. A solução é, portanto, e em primeiro lugar, ter presente a segurança das populações. Seja ao redor das aldeias, seja nas estradas municipais, há que evitar perdas humanas.

Por outro lado, o Concelho de Sernancelhe é marcadamente rural, onde a floresta e a agricultura estão muito próximas e por vezes convivem mesmo. E, por isso, os incêndios são uma ameaça às culturas e aos meios de sustento das populações, representado particular cuidado o castanheiro e as fruteiras.

Para dar cumprimento a este plano de proteção florestal, o Município conta com o Gabinete Florestal, apoiado financeiramente pelo Fundo Florestal Permanente (FFP), assim como uma equipa de sapadores florestais. O apoio que chega anualmente para esta equipa revela-se essencial para que as ações na floresta sejam desencadeadas de acordo com o calendário proposto pelo Estado. É que, os cerca de 40 mil euros disponibilizados pelo FFP têm como contrapartida a realização de serviços de limpeza de áreas de perímetro florestal cogeridos pelo Estado e comissões de compartes. Significa isto que o Instituto de Conservação da Natureza e Florestal (ICNF, IP) define quais as áreas mais sensíveis e urgentes em matéria de limpeza e a equipa de sapadores florestais tem de intervir nesses locais.

Ou seja, esta equipa terá de cumprir 110 dias de serviço público, sendo que em termos de limpeza intervirá em cerca de 25 hectares. Depois, a partir de 1 de julho até 30 de setembro (período crítico de incêndios florestais) os sapadores passarão a cumprir outra exigência: vigilância da floresta em dias de alerta de probabilidade de ocorrência de incêndios.

Por outro lado, a equipa de sapadores cumpre o previsto no Decreto-lei 124/2006, ou seja, a limpeza de faixas de gestão de combustível na rede viária municipal e outras infraestruturas. Foram já realizados estes trabalhos nas estradas Macieira-limite com Penedono e São João da Pesqueira; Ferreirim-Macieira; Chosendo-Seixo; Granjal-Lapa; e Vila da Ponte-Sernancelhe.

Para além da equipa de sapadores, que representa um custo anual total de cera de 70 mil euros, o Município de Sernancelhe teve necessidade de recorrer a uma empresa especializada em limpezas florestais que vai executando trabalhos noutras localidades do Concelho, pois a rede viária é extensa e requer trabalhos constantes, pelo menos nesta primeira fase, em que é preciso definir os 10 metros das faixas de proteção.




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