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Câmara de Loures assina protocolo com o ISCTE

 

O evento, que contou com a presença do presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, realizou-se através da plataforma digital Zoom, tendo reunido, ainda, os presidentes dos municípios da Amadora, Cartaxo, Montijo e Odivelas, todos eles signatários do protocolo. 

 

De acordo com o documento assinado, este tem em vista o aproveitamento recíproco das potencialidades científicas, técnicas e humanas dos intervenientes.  

 

Assim, o protocolo irá, entre outros aspetos, promover a oferta de conteúdos formativos dirigidos aos colaboradores da Autarquia, workshops e outras sessões temáticas sobre gestão autárquica e desenvolvimento local, estágios na Autarquia para alunos do ISCTE, a criação de uma bolsa de projetos de investigação que articule a produção científica do ISCTE com as necessidades do Município e a realização de pequenos estudos de consultoria de apoio à resolução de problemas identificados.  

 

Adicionalmente, o ISCTE compromete-se a garantir duas vagas por ano em cada um dos seus mestrados para funcionários da Autarquia, bem como a proporcionar um desconto de 20% nas propinas.  

 

Por parte da Câmara, destaca-se o comprometimento em acolher alunos em estágios e divulgar a oferta formativa do ISCTE junto dos seus técnicos, fomentando, ainda, a sua participação nos seminários da universidade. 

 

A abrir a sessão esteve a reitora do ISCTE, Maria de Lurdes Rodrigues, que caracterizou a assinatura dos protocolos como “mais um passo no caminho que o ISCTE decidiu fazer”, numa alusão às “relações muito estreitas” que o ISCTE tem mantido desde a sua fundação com a administração local, em particular, com as autarquias.  

 

“As universidades não só não vivem em torres de marfim, como não produzem conhecimento apenas para si próprias”, referiu na ocasião a reitora. “Esse conhecimento é difundido através da formação e da sua transmissão aos estudantes e às novas gerações, de modo a contribuir para o desenho de soluções para os problemas sociais e económicos que emergem”, acrescentou. 

 

Maria de Lurdes Rodrigues destacou, ainda, como prioridade do ISCTE, “a concretização daquilo que designamos de vocação metropolitana”, ou seja, “contrariar a força centralizadora da cidade de Lisboa, onde se concentram mais de 85% das ofertas formativas de ensino superior, bem como dos recursos científicos e tecnológicos.” E isso só se consegue, sublinhou, “aprofundando mais as colaborações com os municípios e aproximando a instituição dos locais onde estão as pessoas. É preciso um esforço para sair da zona de conforto e alargar o raio de ação”. 

 

Para Bernardino Soares, a colaboração com ISCTE “tem aberto portas a parcerias reciprocamente úteis”. No entanto, para o autarca, é necessário “mais capacitação local e concretização académica”.  

 

“É preciso que as universidades desçam do pedestal académico, mas também que os autarcas levantem os olhos do alcatrão e olhem de uma forma mais abrangente para os problemas que têm à frente”, acrescentou, sublinhando que, para isso, é preciso “o apoio da Academia como fator essencial para a reflexão, para a construção de soluções e para boas políticas de desenvolvimento”. 

 

A sessão ficou completa com a apresentação do livro Descentralização e Reorganização do Estado, organizado a partir de intervenções no Fórum das Políticas Públicas 2019, em parceria pelo Instituto para as Políticas Públicas e Sociais (IPPS) do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa e a Assembleia da República. 

 

 




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