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Defensora da vida selvagem Fiesta Warinwa partilha com o Porto. experiência na fundação African Wildlife

Fiesta Warinwa acumula vinte anos de experiência profissional na área de conservação e liderança na implementação da missão da Africa Wildlife Foundation. Diretora de Política de Envolvimento da AWF e Mestre em Conservação e Gestão da Vida Selvagem pela Universidade de Reading, no Reino Unido, veio ao Porto para falar no Fórum do Futuro sobre conservação num continente - África - em constante mudança.

Fiesta concordou em partilhar as experiências mais significativas no seu trabalho com o "Porto." e começou por explicar que as principais missões da African Wildlife Foundation (AWF), cujo trabalho é exclusivamente levado a cabo em África por uma equipa constituída em cerca de 80% por africanos. Além disso, a estratégia e os programas da AWF na África Oriental são direcionados para vários locais, incluindo Samburu, Mau, bem como as áreas de Kilimanjaro.

Atualmente, a AWF trabalha em mais de oito países, divididos de acordo com prioridades, sendo o primeiro grupo integrado pelo Quénia, Uganda, Zimbabué e Camarões e o segundo pela Tanzânia, a Etiópia e a República Democrática do Congo."Temos projetos específicos para países específicos", explicou Fiesta. "Os dois que temos em Moçambique e no Botswana são principalmente para apoiar as autoridades da vida selvagem na luta contra o comércio ilegal de animais selvagens, ou seja, apoiá-las na criação de uma unidade canina de deteção, nos pontos de entrada e saída, que são principalmente os aeroportos". Sobre as ações da AWF e a sua articulação com as legislações dos diversos países onde a fundação atua, e sobre como podem ser harmonizadas, Fiesta afirmou que "a AWF tem três abordagens implementadas; a primeira é Stop the Killing - Pare a Matança, fornecendo apoio direto às autoridades da vida selvagem e aos guardas florestais que trabalham nos parques; o segundo é Stop the trafficking - Pare o tráfico, onde agora temos o programa canino e, em seguida, teremos a formação do sistema judicial dentro desses países; e, finalmente, o Stop the demand - Pare a Procura e a parceria com outras organizações que trabalham nos países"."Mas devo dizer que nossa ação é determinada pelo interesse dos países e pelo financiamento, assim como pela vontade política, pois tentamos consciencializar o governo, tentamos guiá-lo, dando-lhe apoio técnico necessário, não apenas na área da vida selvagem, mas também na biodiversidade ", explica Fiesta Warinwa. Quanto a uma última mensagem para o público, do Fórum do Futuro e em todo o mundo, a diretora de Políticas de Envolvimento da AWF afirma que "atualmente, a maioria dos países deseja garantir boas infraestruturas, boas estradas - tudo o que precisam. Por isso, caminhamos em direção a uma África que está a crescer de forma muito rápida, mas ao mesmo tempo não queremos perder a vida selvagem e as terras selvagens". Ou seja, "mesmo que África seja um mundo moderno, queremos que ele consiga prosperar e garantir que as comunidades lucrem com a terra que preservam. Esse é o maior desafio", considera. Nesse sentido, Fiesta Warinwa diz que "começámos já a identificar a oportunidade de estabelecer uma estrutura de turismo e captar investidores, e isso pode gerar fundos e emprego para a comunidade, permitindo recrutar membros desta para trabalhar como ranger ou guarda-florestal. Assim, os mecenas ou financiadores sabem que, após a conclusão do financiamento, a comunidade continuará a prosperar e a vida selvagem estará protegida".




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