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Casa da Pesca é alvo de pilhagens e vandalismo

Além do agravamento do estado de degradação, a Casa da Pesca, classificada como Monumento Nacional em 1940, tem vindo a ser alvo de pilhagens e de vandalismo, enquanto o processo da sua transferência para a autarquia de Oeiras, que tem 8 milhões de euros para investir na reabilitação do conjunto monumental, se arrasta na Direção Geral do Tesouro, devido à burocracia.

O monumento, que faz parte da antiga Estação Agronómica Nacional e que é propriedade do Estado, afeto ao Ministério da Agricultura, trata-se de um exemplo particular da arquitetura de veraneio do século XVIII. Inclui também um jardim, uma cascata (provavelmente a maior cascata barroca portuguesa) e um lago, onde em tempos terá pescado a rainha D. Maria I. A Casa da Pesca encontra-se vedada ao público, abandonada, degradada e em risco de ruína. Vários painéis de azulejos foram, agora, roubados, bem como outras peças ornamentais de grande valor histórico e cultural.

O estado de degradação do Património do Estado no concelho de Oeiras é uma grande preocupação para Câmara Municipal, que há muito reclama a transferência destes imóveis, no sentido de os reabilitar, preservar e colocar à disposição das pessoas.

O Presidente do Município, Isaltino Morais, explica que:

"Temos projetos em estudo para a reabilitação de todos os edifícios do concelho que são propriedade do Estado e que estão em risco de ruína e/ou visivelmente degradados, como é o caso da Casa da Pesca, mas também da Quinta da Cartuxa".

 

 

 

"Temos 8 milhões de euros para investir na recuperação do conjunto monumental da antiga Estação Agronómica Nacional, no qual se inclui a Casa da Pesca, e 4 milhões para a Quinta da Cartuxa. Já foram redigidas várias minutas de protocolo e sempre chegámos a entendimento com os diferentes Ministérios, mas depois o processo passa para Direção-Geral do Tesouro e não avança. Quando não defendemos o nosso património, estamos a desprezar a nossa cultura", explica o Presidente.

 

Recorde-se que, no passado dia 22 de abril, o Município de Oeiras celebrou um protocolo com o Ministério da Defesa para assegurar a manutenção, conservação e valorização dos jardins, cascata e conjunto escultórico da Quinta Real de Caxias. No mesmo dia, o Governo lançou o concurso público para a concessão do Paço Real de Caxias, através do programa Revive, que tem como objetivo valorizar e recuperar o património sem uso em diversos pontos do país.

A Quinta Real de Caxias (Paço e Jardins) era outro património do Estado que também estava ao abandono e em elevado estado de degradação e que a Câmara de Oeiras reclamava há mais de 10 anos que fosse transferido para a autarquia para que se procedesse à sua reabilitação.




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