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Loures assinala 100 anos do fim da Primeira Grande Guerra

Loures assinala 100 anos do fim da Primeira Grande Guerra

 

A cerimónia teve início às 11 horas – a hora exata em que há 100 anos o silêncio da paz substituiu o estrondo das armas – junto ao Monumento aos Combatentes, na Praça da Liberdade, local onde já uma Guarda de Honra, composta por militares do Regimento de Transportes, e um terno de clarins, composto por músicos da Banda e Fanfarra do Exército, aguardavam pelas entidades convidadas para dar início às honras militares. Além da evocação dos 100 anos do Armistício da Grande Guerra, a cerimónia teve como objetivo marcar o momento da inauguração de uma placa contígua ao monumento com a retificação e a adição de elementos históricos (nomes de mortos em combate, datas e origem dos intervenientes), de forma a homenagear todos os combatentes do concelho de Loures que participaram neste conflito. “Trata-se de um momento muito importante na nossa história nacional, local e também mundial. Um momento que culmina num conjunto de comemorações, procurando divulgar, investigar e saber melhor quais foram os efeitos da Grande Guerra na vida de todo o povo português”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Loures. “Para nós, tem sido uma prioridade o levantamento dos acontecimentos históricos, para o apoio à preservação e divulgação daquele que foi o impacto no concelho de Loures desta Grande Guerra”, disse Bernardino Soares. “Os que lá morreram, os que para lá foram e os problemas que ficaram para os que permaneceram no País e aqui no concelho, têm sido sistematicamente lembrados e alvo de diversas iniciativas”. Bernardino Soares demonstrou, ainda, o apoio do Município à Liga dos Combatentes com o anúncio da cedência de um espaço “bastante central da Cidade de Loures, para que a Liga possa desenvolver as suas atividades”, estando em curso “apenas procedimentos administrativos”.

 

A memória de guerra Esta iniciativa contou com a presença do presidente da Liga dos Combatentes, General Joaquim Chito Rodrigues, que relembrou a data e os combatentes que tombaram na guerra. “É momento para evocar a Paz como objetivo e valor permanente de qualquer sociedade e de todos os homens e mulheres livres”, afirmou. “No ano em que se evocam os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, é importante evocar a paz real a que qualquer ser humano aspira –  viver com dignidade, segurança, bem-estar e qualidade de vida”, continuou. “A Liga dos Combatentes é uma dessas instituições que, desde a sua fundação, se preocupa com a prática da solidariedade e o apoio que garanta aos combatentes e suas famílias uma merecida paz real e individual”. Presente esteve também o presidente do Núcleo de Loures da Liga dos Combatentes, Major José António Coelho, que mencionou não ser por tradição “que nos reunimos, mais uma vez, neste simbólico local do concelho de Loures, junto ao monumento de homenagem aos combatentes da Grande Guerra”. “É por devoção e para evocação, neste dia histórico, do valor da paz e do valor dos atos praticados por militares portugueses das Forças Armadas e membros das forças de segurança, em particular os Lourenses, na defesa, pelas armas, dessa mesma paz ao serviço da qual muitos caíram para sempre”, concluiu. A Primeira Grande Guerra, de 1914-1918, opôs, inicialmente, Inglaterra, França, Rússia e Sérvia à Alemanha e Áustria-Hungria. Do concelho de Loures saíram cerca de 300 homens, a maioria ainda jovens. Marcaram também presença na cerimónia o presidente da Assembleia Municipal de Loures, Ricardo Leão, o vice-presidente da Câmara de Loures, Paulo Piteira, bem como os vereadores Ivone Gonçalves, João Calado e António Marcelino.

 

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