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José Félix Henriques Nogueira

Rua Henriques Nogueira. Um topónimo bastante familiar para os torrienses, já que designa uma das principais artérias da zona central de Torres Vedras, onde se situa, de resto, uma escola cujo nome remete para a mesma histórica figura.

Mas quem foi Henriques Nogueira?

nasceu a 15 de janeiro de 1823, na Buligueira (localidade que à época se situava no extinto concelho da Ribaldeira e que atualmente se localiza no concelho de Torres Vedras, mais concretamente no território da União das Freguesias de Dois Portos e Runa). Oriundo de uma família de proprietários de terras, foi o primogénito de seis irmãos, todos falecidos prematuramente. Aos sete anos de idade ficou órfão de pai, passando a residir em Lisboa, na casa de um tio. Seria, de resto, na capital, que faleceria, a 23 de janeiro de 1858 (na sequência da contração de tuberculose), com apenas 35 anos. Henriques Nogueira faleceu solteiro e sem filhos, tendo, graças a uma vida economicamente desafogada, se dedicado ao estudo dos problemas sociais e políticos do seu tempo.

Foi um homem de letras que, embora não tenha terminado os estudos liceais, redigiu várias obras - das quais se destaca Estudos sobre a Reforma em Portugal (1851) e O Município no século XIX (1856) - e, desde cedo, colaborou com várias publicações periódicas - como o Archivo pitoresco, o Almanach Democrático, os jornais O Panorama, O Progresso e O Scalabitano e a Revista Peninsular.

Pelo seu pensamento e doutrina política, Henriques Nogueira foi considerado uma das “personagens-chave” de meados do século XIX em Portugal. Precursor do republicanismo e do socialismo em Portugal, foi adepto do associativismo e do cooperativismo, tendo teorizado um federalismo de estados ibéricos e defendido o municipalismo como forma de descentralização administrativa. O seu ideário é, de resto, considerado como uma das influências da I República portuguesa e, inclusivamente, da moderna democracia portuguesa.

O pensamento de Henriques Nogueira estendeu-se também à área da educação, tendo, no intuito de combater o analfabetismo que grassava no país, teorizado, por exemplo, a obrigatoriedade e gratuidade do sistema de ensino, a criação de “escolas locais” para crianças e de “escolas de adultos” noturnas, a valorização de um ensino prático (como o “ensino industrial” e o “ensino agrícola”) e a realização de formação contínua (com base na ideia de “cursos normais”).

Em 1988 a Escola Industrial e Comercial de Torres Vedras passou a chamar-se Escola Secundária Henriques Nogueira.




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