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Conferência internacional reafirma direitos das pessoas trans e combate à discriminação

“Almada, território de muitos”, foi o lema reafirmado por Inês de Medeiros, presidente da CMA, na sessão de abertura. “Porque dentro deste território há muitos e os muitos são diferentes, um reconhecimento do direito pleno à diferença” – como o demonstram os programas desenvolvidos e a Estratégia Municipal para a Igualdade e Não Discriminação. Um território de muitos que foi o local escolhido para a realização desta conferência internacional que, nos dias 22 e 23 de setembro, reúne representantes de várias associações europeias de pais de crianças e jovens transexuais ou transgénero, no Fórum Municipal Romeu Correia.

No arranque da conferência, a secretaria de Estado da Igualdade e Migrações, Isabel Rodrigues, expressou a satisfação em participar “numa iniciativa que não só traz visibilidade às questões da identidade e da expressão de género, mas promove também a partilha e a discussão em torno do conhecimento e de boas práticas a nível europeu”. A governante acrescentou ainda que “este é também o momento de percebermos os desafios que ainda temos de enfrentar para que, em conjunto, possamos garantir estratégias que acautelem as necessidades, a promoção e a proteção dos direitos das crianças e jovens transexuais ou transgéneros”.

Margarida Farias, presidente da ENP – European Network of Parents of LGBTI+ Persons, sublinhou o objetivo da iniciativa: “estamos aqui reunidos para dizer ao mundo, em particular aos governos e organizações europeias, que exigimos um presente melhor para os nossos filhos. Tal como qualquer pai, apenas queremos uma vida melhor para os nossos filhos. É agora que os direitos humanos devem ser respeitados, não amanhã. É agora que as suas identidades devem ser legalmente reconhecidas, não amanhã. É agora que devem receber adequados e não discriminatórios tratamento médico, social e educacional. E é agora que as nossas crianças e jovens devem ser protegidos de qualquer tipo e discriminação e violência.”

Também Manuela Ferreira, presidente da AMPLOS – Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género defendeu a urgência na mudança de comportamentos por parte da comunidade, em particular “do preconceito e da discriminação contra as crianças e jovens trans, nas escolas, na saúde – terapias de conversão –, nas famílias, onde estas crianças e jovens se deveriam sentir respeitadas e acolhidas, mas onde infelizmente muitas vezes não são.”

A encerrar a conferência internacional, cerca de 30 familiares de pessoas trans apresentam esta sexta-feira na Assembleia da República o Manifesto de reivindicações políticas, elaborado ao longos dos últimos meses e que reúne os contributos de várias associações de pais europeias e de diferentes realidades.

Organizada pela AMPLOS, juntamente com a ENP, da qual é membro fundadora, esta conferência é o culminar do projeto pan-europeu “Let´s Change the Pace! How are European trans* and gender diverse children doing?”, financiado pelo programa ERASMUS+ e desenvolvido pela ENP em parceria com as suas organizações membro: AGEDO (Itália), AMPGYL (Espanha), AMPLOS (Portugal), Drachma (Malta) e Grupa IZADJI (Sérvia).




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