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Apontamentos da Nossa História Os Brasileiros de Paredes: legado e toponímia, de Alda Neto

Joaquim Romero de Magalhães, ilustre historiador português, descreve na abertura do catálogo da exposição “Os Brasileiros de Torna-Viagem no Noroeste de Portugal”, a definição de um tipo de personagem retratada nas obras de Camilo Castelo Branco e Aquilino Ribeiro – “(…) o retornado a Portugal depois de ter mourejado em terras do Brasil, (…)”. A arquitetura, as artes decorativas, os hábitos alimentares e os gostos que se acrescentam ao quotidiano português ou à paisagem construída contribuíram para uma mudança do paradigma da sociedade portuguesa.

Este ano (2022) comemoram-se os 200 anos da independência do Brasil, pelo que se torna pertinente abordar a temática da emigração portuguesa para este território. Ao longo de todo o século XIX, o Brasil representou o sonho do Eldorado que milhares de portugueses desejavam encontrar, pelo que partiram homens, quase sempre jovens e, muitos deles, ainda crianças para este território. A esperança num futuro melhor ou num enriquecimento rápido traduziram-se em inúmeros sacrifícios e muita saudade.

Paredes, como qualquer outra localidade do Noroeste português, foi palco da saída de um grande número de emigrantes no último quartel do século XIX. Homens como Elias Moreira Neto, Vitorino Leão Ramos, António Pereira Inácio, Adriano Moreira de Castro, os irmãos Belmiro, Vitorino e Firmino Coelho Pereira ou os irmãos António e Arnaldo Silva Moreira partiram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. Encontraram a árvore das patacas após longos anos de trabalho no comércio ou na indústria e regressaram à sua terra natal. No entanto, outros paredenses partiram, mas fruto das agruras da vida no Brasil, não conseguiram alcançar o sucesso, pelo que acabaram por não regressar e o seu nome ficou esquecido nas ruas do Brasil e perdido na memória dos seus familiares.Estes brasileiros, que granjearam prestígio e fortuna, surgem destacados na toponímia das diferentes ruas do concelho, importa conhecê-los e conhecer o seu legado aquém e além-mar.

Elias Moreira Neto foi um ilustre brasileiro paredense, natural da freguesia de Gandra que emigrou para a cidade do Rio de Janeiro, onde fez fortuna no comércio e na atividade bancária. Após o seu regresso, instalou-se em Lisboa, cidade onde viveu até ao seu falecimento em 1934. No seu testamento legou 100 contos de réis à Misericórdia de Paredes, para a criação de um Asilo, destinado a pessoas de ambos os sexos. Para além desta doação, contemplou a Beneficência Portuguesa no Rio de Janeiro, tal como o Asilo de São Luís, na mesma cidade. A casa de família que possuía na freguesia de Gandra foi doada à Misericórdia de Paredes.

Este brasileiro e o seu legado estão, ainda, hoje inscritos quer na designação do Lar da Misericórdia de Paredes – Lar Elias Moreira Neto, quer na toponímia de duas ruas, uma na cidade de Paredes e outra em Gandra.

Vitorino Leão Ramos nasceu a 14 de setembro de 1856, no lugar do Verdeal, freguesia de Cete. Filho de Luís Barbosa Leão Coelho Ferraz e de Carlota Cândida Teixeira, proprietários agrícolas desta freguesia. Emigrou para a cidade do Rio de Janeiro, onde desenvolveu a atividade comercial. No Rio de Janeiro trabalhou na Casa Zenha e Ramos. Posteriormente, tornou-se sócio deste espaço comercial, por trespasse do seu sócio fundador – Luís Ramos. Casou com D. Natalina Mendonça Leão, nesta cidade. Após o seu regresso, instalou-se na cidade do Porto, na rua do Campo Lindo, rua onde construiu uma habitação burguesa, com um grande jardim envolvente. Entretanto, em Cete, no lugar do Verdeal, anexo à casa paterna construiu um torreão.

Ao longo da sua vida e após a sua morte, beneficiou os mais necessitados da freguesia de Cete da cidade do Porto, tal como privilegiou as diferentes instituições, como as Misericórdias do Porto e de Paredes, a Ordem da Santíssima Trindade, a Irmandade da Lapa.

No seu testamento, legou, ainda, uma quantia significativa para a reparação do Mosteiro de São Pedro de Cete e da Ermida de Nossa Senhora do Vale.

Faleceu a 23 de agosto de 1918, tendo legado uma parte considerável da sua fortuna ao auxílio aos mais pobres e às instituições. Após a sua morte e, em seu nome, a viúva Natalina Mendonça Leão doou à freguesia de Cete, o largo defronte da Ermida de Nossa Senhora do Vale, que foi posteriormente denominado Largo Vitorino Leão Ramos. Foi sepultado na cidade do Porto, no cemitério de Agramonte, numa capela funerária erigida no talhão respeitante à Ordem da Trindade. De acordo com fontes familiares, esta capela funerária terá sido, possivelmente, projetada pelo arquiteto portuense Marques da Silva.

No início da década de 1920, a viúva de Vitorino Leão Ramos doou à Câmara Municipal de Paredes um conjunto de casas com quintal, nas proximidades da Casa do Verdeal, para a instalação de uma escola, tal como da casa de habitação dos professores. Esta escola recebeu a designação de Escola do Verdeal, fruto do lugar da freguesia onde estava implantada, tal como no frontispício estava assinalado o nome do brasileiro – Vitorino Leão Ramos.

A memória deste brasileiro está perpetuada na toponímia da freguesia de Cete e da cidade de Paredes. No entanto, muitos paredenses continuam a questionar-se sobre esta personalidade que desempenhou um importante papel filantrópico.

António Pereira Inácio, um ilustre paredense, nasceu a 29 de março de 1874 na freguesia de Baltar, filho de João Pereira Inácio e Maria Coelho Pereira. Partiu para o Brasil, na companhia do seu pai, com cerca de 10 anos de idade. Desembarcaram na cidade de Santos, Estado de São Paulo, tendo-se deslocado, posteriormente, para São Paulo, onde trabalharam como sapateiros. Como refere Armando de Aguiar, Portugueses no Brasil, António Pereira Inácio procurou complementar a sua aprendizagem com o desenvolvimento de um ofício – “(…) de dia trabalha na oficina, ao lado de outros sapateiros, e à noite frequenta uma escola, onde aprende as primeiras letras. (…).”

Em 1888, começou a trabalhar na Casa Ferreira Júnior & Saraiva, deslocando-se posteriormente para o Rio de Janeiro. Aqui, trabalhou numa empresa importadora de tecidos, propriedade do comendador João Reinaldo de Faria.

Com cerca de 20 anos, deslocou-se para Botucatu, onde dirigiu a empresa Rodrigues & Pereira, que abastecia a população ferroviária da Companhia Sorocabana. Nesta localidade, conheceu Lucinda Rodrigues Viana, com quem viria a casar em 1899. Deste casamento resultaram três filhos: João, Paulo e Helena. Desde 1899 até ao final do primeiro terço do século XX, António Pereira Inácio desenvolveu uma indústria relacionada com o algodão com o objetivo de produzir óleo vegetal, que viria a ser encerrada. Esta fábrica recebeu a designação de Santa Helena e tornou-se num investimento pioneiro no Brasil.

Entretanto em 1915, adquiriu uma fábrica de tecidos na cidade de São Paulo, onde instalou a sede da sua empresa. Em 1918, adquiriu o Banco União, que tinha falido, formando assim a Sociedade Anónima Fábrica Votorantim.

Em 1923 recebeu a comenda da Ordem de Cristo de Instrução e da Benemerência atribuída pelo governo brasileiro.

Nos anos seguintes, António Pereira Inácio realizou diversas viagens a Portugal e França. António Pereira Inácio manteve a presidência da Votorantim até à sua morte em 1951. O comendador António Pereira Inácio destacou-se pelo incentivo ao desenvolvimento industrial que imprimiu no Estado de São Paulo, construindo um complexo composto pela fábrica Santa Helena (aproveitamento de sementes de algodão); uma fábrica de cimentos; a Lusitânia (fabrico de tecidos) e a Fábrica Votorantim (preparação, fiação, tecelagem e estamparia de algodão). Posteriormente, dedicou-se ao fabrico de cimentos para todo o Brasil e dotou o sul do Estado de São Paulo com a primeira rede de telefones, bem como eletrificou a estrada entre Vorotantim e Sorocaba. Foi, inclusivamente apelidado de Rei do Algodão e do Cimento no Brasil. Possuía uma vasta extensão de terras onde eram produzidas grandes quantidades de laranja, posteriormente exportadas para Inglaterra.

No Brasil, o comendador construiu caminhos de ferro particulares quer a vapor quer elétricos e bairros operários com um grande número de infraestruturas, como campos de jogos (futebol e ténis), escolas, espaços religiosos, teatro, farmácia e consultório médico: “(…) Os seus actos de filantropia correm parelhas com os seus triunfos no campo da industria ao mesmo tempo que ergue fábricas, funda creches, asilos, lactários e escolas. Os seus actos de benemerência multiplicam-se. (…).”A freguesia de Baltar, terra de naturalidade de António Pereira Inácio nunca foi esquecida por este emigrante, pois, enviou várias remessas monetárias para fomentar o desenvolvimento da sua terra de origem. Em 1926, o jornal O Novo Paredense destacou a importância do comendador Pereira Inácio na criação e organização da Corporação de Bombeiros de Baltar. Esta colaboração foi concretizada em recursos económicos que disponibiliza à população.

O concelho de Paredes foi dotado na década de 1930 com um Hospital construído por iniciativa da Irmandade da Misericórdia. Após a inauguração do Hospital, os brasileiros continuaram a ajudar a Misericórdia e o Hospital, como foi o caso de António Pereira Inácio que, em outubro de 1931, ofereceu 5 000$00, valendo-lhe a nomeação de Irmão Benemérito da Misericórdia.

Durante a década de 1930, o comendador Pereira Inácio deslocou-se frequentemente a Portugal, sendo inclusive homenageado pela Sociedade de Geografia em Lisboa, em 1934, devido ao empenho no fomento da instrução.

Em 1935, o Jornal de Notícias publicou um artigo sobre as atividades desenvolvidas pelo comendador em Baltar: “(…) Entre as benemerências sem conta que a s. exª tem realizado em Baltar, tomam vulto uma cantina permanente para os pobres daquela freguesia, e a criação de cursos escolares gratuitos e fornecimento de agasalhos aos necessitados, bem como uma importante quantia que dispendeu para a instalação eléctrica, facto que vai ser inaugurado, festivamente, no próximo domingo. Todo esse conjunto de benemerências, do sr. Comendador António Pereira Inácio, vai ser hoje admirado por entidades proeminentes e pela imprensa, uma visita à risonha e progressiva Baltar.”

No número seguinte, continuou a ser publicado o artigo sobre o comendador Pereira Inácio e a sua atividade na freguesia de Baltar: ”: (…) Baltar, mercê do esforço de um dos seus filhos mais queridos, o comendador António Pereira Inácio, é hoje, uma das terras do país, onde o problema da educação, da instrução e da assistência está definitivamente resolvido, completamente solucionado. (…) Em Baltar não havia um albergue para os pobres, não havia uma maternidade, não existiam escolas. O comendador Pereira Inácio, (…) resolveu o problema – construiu um albergue para os pobresinhos, levantou uma maternidade para as mulheres da sua terra e, finalmente, deu escolas às creancinhas. Mas faltava ainda uma coisa. A pobresa, em Baltar, é muita – e os pobres têm muitos filhos. Alugada uma casa – uma casinha pequenina e branca, de imaculada alvura – o comendador deu a creche D. Lucinda Pereira Inácio á sua terra. Nessa creche, as creanças – as que frequentam e as que não vão á escola – têm uma refeição diária, que lhes é distribuída ao meio dia. (…)”

A filantropia desempenhada por António Pereira Inácio está representada na toponímia do concelho de Paredes e da cidade de São Paulo. O largo da feira de Baltar recebeu a designação de Largo Comendador Pereira Inácio. Nas cidades de São Paulo e de Rio de Janeiro, a sua benemerência encontra-se assinalada em duas ruas – Rua Comendador Pereira Inácio.

Adriano Moreira de Castro nasceu a 9 de dezembro de 1858, no lugar de Sobradelo, freguesia de Louredo e, com catorze anos de idade partiu para o Brasil. Desembarcou na cidade de Belém do Pará, onde começou por ser aprendiz no comércio para alguns anos mais tarde, criar a empresa Araújo, Castro & Cª. O seu regresso a Portugal terá ocorrido por volta de 1901. Após a sua chegada, encaminhou-se para a freguesia de Louredo, onde começou por adquirir um grande número de terrenos, tendo utilizado um deles para a construção de “(…) uma linda e apalaçada vivenda da Castrália, que é um folgar de olhos pelas belezas que aí encerra.”. Desde logo, começou a sua atividade filantrópica junto dos mais carenciados da sua freguesia e concelho, mas também dos concelhos vizinhos.

A 27 de janeiro de 1912 foi eleito Presidente da Comissão Municipal Administrativa do Concelho de Paredes. Durante a curta duração do seu mandato, uma vez que solicitou a exoneração do cargo em abril do mesmo ano, deu início à construção de uma escola de instrução primária em Louredo, que posteriormente ofereceu à freguesia.

O brasileiro Adriano Moreira de Castro organizou uma grandiosa festa aquando da inauguração da escola de Louredo, em 1918. Para esta festa, o brasileiro convidou todos os presentes, entre eles jornalistas dos mais importantes periódicos portuenses (O Comércio do Porto ou Jornal de Notícias), a participarem na receção que organizou na sua vivenda Castrália.

No ano seguinte (1918), foi publicada a doação no Diário do Governo. A escola abriu as suas portas em outubro de 1918, após uma grandiosa receção organizada pelo brasileiro e na qual estiveram presentes as principais personagens do concelho, entre elas José Coimbra Pacheco, proprietário da Estância de Saúde de Louredo, mas também o futuro bispo do Porto, D. António Augusto de Castro Meireles. A escola foi completamente mobilada bem como dotada de material didático necessário para os alunos, desde uma coleção de mapas de Portugal e das suas colónias, até um conjunto de estampas sobre a História de Portugal. O Ministro da Instrução Pública, Dr. Alfredo de Magalhães, não esteve presente nesta inauguração, mas enviou um cartão felicitando Adriano Moreira de Castro por esta iniciativa.

Após a inauguração do edifício, Adriano Moreira de Castro instituiu donativos anuais para que os jovens mais necessitados pudessem frequentar a escola, mas também criou prémios de mérito escolar, prémios estes que eram atribuídos na festa de Natal que se realizava na escola. Esta atitude de beneficência ficou registada numa pequena placa colocada na frontaria do edifício. Em 1936, Adriano Moreira de Castro recebeu o título de Cavaleiro da Ordem da Instrução Pública conferido pelo General Óscar Carmona. Este título está relacionado com a sua preocupação em desenvolver a instrução pública.

Relativamente à Castrália, esta recebeu personagens ilustres como o Dr. Alfredo Magalhães, ministro da Instrução Pública em 1918, o bispo do Porto, D. António Augusto de Castro Meireles, entre 1929 e 1942, ou mesmo o importante milionário brasileiro Leónidas de Castro, grande amigo de Adriano Moreira de Castro.Adriano Moreira de Castro empenhou-se na abertura de vias de comunicação em Louredo, como foi o caso da construção da Estrada Municipal que ligava a freguesia de Louredo à freguesia de Sobrosa.

Durante a década de 1930, este brasileiro de torna-viagem patrocinou as consoadas que eram atribuídas anualmente aos doentes que se encontravam no Hospital da Misericórdia de Paredes. Adriano Moreira de Castro, também, foi um importante benemérito da Misericórdia de Paredes, na medida em que se empenhou em honrar outros brasileiros paredenses através das suas doações. O brasileiro Jerónimo de Barros (jornalista, natural de Sobrosa, emigrou para o Brasil, criador e diretor do jornal A Redenção), esquecido pelos seus conterrâneos, logo após a sua morte, foi homenageado por este através da doação de uma quantia avultada, para a construção de uma parede no Hospital. As doações à Misericórdia de Paredes e ao seu Hospital tornaram-se uma constante durante a vida de Adriano Moreira de Castro. Mesmo após a sua morte, contemplou no seu testamento uma quantia de 20 contos, a ser utilizada no Hospital da Irmandade da Misericórdia de Paredes.A principal avenida de Louredo recebeu o nome deste brasileiro, procurando de alguma homenagear este vasto legado.

O Tenente-Coronel José Ribeiro da Costa Júnior, um brasileiro de Paredes, assinou um artigo no jornal O Progresso de Paredes, em 1925, intitulado Os Brasileiros, onde salienta o trabalho desenvolvido por estes homens que regressaram do Brasil, enriquecidos quer económica quer culturalmente:

"(…) No concelho de Paredes estão bem patentes as produções resultantes do dinheiro dos brasileiros, por exemplo temos: na sede do concelho, (…) as escolas oficiais semi – Conde de Ferreira; (…); em Louredo a Castrália e a sua mola; (…).Se Camilo tivesse podido contar o ouro que todos os anos os «brasileiros» fazem pesar na nossa balança económica e influir tão beneficamente na nossa situação financeira;Se Camilo tivesse anotado, de norte a sul do nosso país, o que os «brasileiros» tem feito de útil e de belo, mesmo de grandioso, em vivendas, quintas, estradas, igrejas e hospitais!...Se Camilo tivesse feito uma estatística dos pobres socorridos, das famílias remediadas e das doenças tratadas com o dinheiro dos «brasileiros»!...Se Camilo, tudo isto tivesse visto e pesado, teria por certo feito escrever, á sua pena sublime incomparável, obras maravilhosas de louvor e gratidão pelos «brasileiros».

Comparem-se agora com estes beneméritos, essa alcateia de vampiros que abruptamente surgiram neste lindo país, durante e depois da guerra, e, que aproveitando-se das facilidades do crédito e da desvalorização da moeda tão rapidamente fizeram fortuna que o povo os alcunhou de novos-ricos. Estes diferençam-se bem dos «brasileiros» como o egoísmo da filantropia como a avareza da generosidade.

Os «brasileiros» enriquecem o país com o ouro que nos mandam, os novos-ricos empobrecem-nos com o ouro que exportam. Aqueles criaram a abastança, a parcimónia no viver, estes desenfrearam o luxo e o prazer de gastar. Os primeiros encheram o país de escolas e obras de beneficência, os últimos abriram nas cidades os clubes de depravação e desviaram da honestidade milhares de raparigas.

1 O Novo Paredense, Semanário Republicano Independente Defensor dos Interesses Concelhios, Paredes, 5 de Abril de 1925, ano II, número 57, director e editor – Alfredo Alves Camões




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