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Freguesia de Encosta do Sol - Municipio de Amadora

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Freguesia de Encosta do Sol

A Freguesia de Encosta do Sol foi criada de acordo com a nova reorganização administrativa aprovada pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro, integrando os territórios das extintas Freguesias da Brandoa e Alfornelos, sendo constituída por 3 bairros: Bairro da Brandoa, Bairro de Alfornelos e Bairro do Casal da Mira.

 

Bairro da Brandoa

 

A Quinta da Brandoa – origem do topónimo – seria pertença, em 1575, de Jerónimo Vaz Brandão e, mais tarde, de sua filha Maria Brandoa.

Era habitada em meados do século XIX por D. Diogo de Mesquita e quatro criados.

À sua venda em 1941 à família Freitas sucede-se a venda em lotes, já por outros titulares, em 1958.

Numa época de forte migração interna de fuga ao mundo rural, a Quinta da Brandoa constituiu a resposta possível às necessidades de habitação de agregados familiares financeiramente pouco favorecidos mas agora mais perto do sonho de uma vida melhor – perto da Capital.

A característica das construções de génese clandestina refletem ausência de planificação em que cada dono do seu bocado de terra construía a seu modo e de acordo com as suas capacidades económicas, não sem perder de vista a possibilidade de retirar proveito desse investimento quer por venda ou aluguer. Eram maioritariamente construções de 2 ou mais pisos, com escada interior e sem caixa para elevador.

Até ao início dos anos 70 não havia saneamento básico, eletricidade, água canalizada ou qualquer equipamento social. Todavia, o número de residentes continuava a aumentar.

Abril de 1974 deu à população da Brandoa, como a todos os portugueses, a capacidade reivindicativa até então cerceada e surgiram os movimentos espontâneos de cidadãos, em comissões de moradores, nomeadamente, que começaram a levar a cabo as lutas necessárias à satisfação das suas necessidades mais básicas.

A Freguesia da Brandoa foi criada em 1980, já inserida no Município da Amadora (antes Oeiras) e era constituída por 7 bairros: Brandoa, Azinhaga dos Besouros, Casal de Alfornelos, Rua de Alfornelos, Urbanização de Alfornelos, Bairro 11 de Março e Quinta da Lage. A partir de 1983 é criado o Gabinete Técnico de Recuperação da Área Urbana da Brandoa cujo objetivo e recuperar e legalizar os prédios construídos

É nesta fase que se instalam equipamentos sociais, escolas, equipamentos desportivos, a igreja e uma delegação do Centro de Saúde da Venda Nova.

Em 1997 e fruto de reorganização administrativa do Município da Amadora, a Freguesia da Brandoa, antes constituída por 7 bairros passa a 3: Brandoa, Casal de Alfornelos e Rua de Alfornelos. Reduz-se assim o número de cidadãos recenseados de 35 500 para cerca de 16 000, numa área de 220 Ha.

Em 2002 com a aprovação do PROQUAL (Programa Integrado de Qualificação das Áreas Suburbanas da Área Metropolitana de Lisboa) para a Brandoa procedeu-se à requalificação sócio urbanística, deste modo a criação de um Centro de Juventude, um Centro Cívico que integra um Centro de Dia e Centro de Convívio e Lazer, neste equipamento instalaram-se associações da Brandoa, um Pavilhão Desportivo e criou-se o Jardim Luís de Camões com zonas envolventes, um novo Mercado, uma nova escola que integra creche, jardim de infância, ATL e 1º Ciclo do Ensino Básico, espaços verdes ou públicos urbanos, equipamentos para a terceira idade, o Parque Urbano da Paiã, ligações rodoviárias e ligações ao nível da rede viária entre o troço da Brandoa - Falagueira e o Casal da Mira.

Em 2013 de acordo com nova reorganização administrativa aprovada pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro a Freguesia da Brandoa foi extinta tendo dado lugar à Freguesia de Encosta do Sol que também integrou a extinta Freguesia de Alfornelos.

 

Bairro de Alfornelos

O aparecimento do que viria a ser o seu primeiro núcleo urbano deu-se provavelmente no início do século passado, com o nome de Casal de Alfornel, por substituição de quintas e terrenos de cultivo por casas para habitação. O nome de origem árabe, que se supõe ser proveniente de antigos fornos que existiam e onde se coziam materiais como calcário e grossa cerâmica abundante nesta região.

A terminologia Alfornelos terá aparecido mais tarde para designar toda a zona do vale e é atualmente por esta que ela é conhecida, conforme consta da retificação da lei que cria o Município da Amadora.

A Quinta de Alfornel era uma zona de cultura e mato, onde se realizava anualmente a “Festa das Ervas” no dia 19 de junho, que consistia na procura de plantas medicinais.

Inicialmente pertencia ao município de Lisboa, através da sua integração na freguesia de Benfica, passando para o  concelho de Oeiras e, por fim, para o Concelho da Amadora, integrada na freguesia da Brandoa, numa situação de zona periférica deste concelho.

Nas décadas de 80 e 90, assistiu-se à ‘explosão’ da construção. Alfornelos abriga hoje um grande número de famílias, de diversas origens, etnias e credos.

Alfornelos só em 1997 adquiriu autonomia como freguesia.

A estação do Metropolitano de Alfornelos, foi inaugurada em 15 de maio de 2004. O projeto arquitetónico é da autoria do Arq.º Alberto Barradas e as intervenções plásticas são da autoria da Pintora Ana Vidigal.

Em 2013 de acordo com nova reorganização administrativa aprovada pela Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro a Freguesia de Alfornelos foi extinta tendo dado lugar à Freguesia de Encosta do Sol que também integrou a extinta Freguesia da Brandoa.

 

Bairro do Casal da Mira

Situado no limite norte da Freguesia, o Bairro do Casal da Mira, é um empreendimento que comporta 760 fogos, acolhendo desde 2003 cerca de 2400 habitantes oriundos do bairro da Azinhaga dos Bezouros e de outros bairros que foram demolidos na zona envolvente da atual Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL/IC17).


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