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Freguesia de Dominguizo - Municipio de Covilhã

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Dominguizo ou Dominguiso é uma freguesia portuguesa do concelho da Covilhã, com 4,95km de área e 1 119 habitantes (2011). Densidade: 226,1 hab/km.



Localização


Nas franjas da Serra da Estrela, mirando a Gardunha, e tendo o Rio Zêzere a seus pés.


Lugares


  • São Sebastião

  • Pinho Manso

  • Cimo do Povo

  • Fonte Velha

  • Quintarola

  • Adro

  • "Praia" Fluvial

Topónimo


Da origem do nome de Dominguizo.


Quanto ao Topónimo existem três versões:


  1. Segundo o Dr. Alexandre Carvalho Costa, em "Lendas, Historietas, Etimologias Populares e outras etimologias respeitantes a Cidades, Vilas, Aldeias e Lugares de Portugal Continental", baseia este topónimo "no facto de no português proto-histórico existem apelidos de homem DOMINIGUIZ e DOMINGUIZ (vidé Onomástico de A. A. Cortezão). Este u00faltimo "Dominguiz", encontra-se ainda no Português-Histórico, em documentos do Séc. XIV, a par de DOMINGOS (vidé Antroponimia Portuguesa de Leite de Vasconcelos). O étimo de Dominguiso é, pois, a forma arcaica Dominguez.

DOMINGUEZ > DOMINGUIZ > DOMINGUISO


  1. A antiga ainda não freguesia, conhecida por Divino Espírito Santo era anexa ao priorato de S. João do Monte in Colo, passaria mais tarde a Freguesia com o título de Vigaria. Não tendo Igreja e como o Povo era Cristão, tinha o hábito de ir todos os Domingos à missa. Para tal, dirigia-se a Alcaria, povoação mais próxima. Os habitantes de Alcaria começaram a chamar "DOMINGUEIROS" àqueles estranhos que todos os Domingos invadiam a sua Igreja. Mais tarde este povo viria a ser conhecido como DOMINGUEIRO e mais tarde ainda, como DOMINGUISO.

  2. Nova versão diz respeito aos lacticínios, em especial devido à quantidade de queijo da serra aqui produzido. Teria havia o "Senhor dos Queijos.

DOMINUS QUESUM > DOMINOGUESO > DOMINGUISO


História


O Dominguiso é a terra de "Farrapeiros" que outrora, palmilhavam caminhos, em busca de trapo ou roupa velha, que esfarrapavam, para construir fio novo.


Farrapeiro - o mesmo que adelo (deriva da palavra árabe ad-dallal), negociantes que compram e vendem roupas velhas, papéis, ferro-velho, metais, peles, cera, objectos usados e outros, ou seja, todo o tipo de material que possa ser reciclado e/ou reutilizado.


A recliclgem no Dominguizo, já se fazia em "1940".


Igualmente, se fazia aproveitamento de sucatas, metais, e borracha virgem.



A onze quilómetros da sede do concelho, a freguesia do Dominguiso encontra-se nas faldas da Serra da Estrela, perto da margem direita do rio Zêzere.


Em termos administrativos, o Dominguiso pertenceu até 2 de Novembro de 1926 ao Tortosendo, tendo, a partir daí, constituído freguesia independente, embora também já tivesse sido paróquia nos séculos anteriores.


Em termos patrimoniais, destaca-se a capela de São Sebastião, tendo esta sido a primeira igreja paroquial da freguesia, antes da construção do actual templo matriz, em 1786, em honra do Divino Espírito Santo. O campanário, muito mais recente, é de 1922. No interior, podem ver-se algumas imagens sagradas, sendo as mais valiosas as do Imaculado Coração de Maria, Nossa Senhora da Conceição, Sagrado Coração de Jesus, Senhor dos Passos, Sagrada Família e São Sebastião. A igreja tem dois altares, um dedicado a nossa Senhora da Conceição e outra a Nossa Senhora do Rosário. Sem altar, estão as imagens de Nossa Senhora de Fátima e a de Nossa Senhora do Bom Parto.


O Dominguiso é ponto de passagem obrigatória da população do sul do concelho, tendo na proximidade da cidade a razão de ser uma terra virada para o comércio, em contraste com a generalidade das freguesias vizinhas, essencialmente agrícolas.


Em relação à sua economia, destaca-se então o comércio e alguns sectores industriais, como a indu00fastria de confecção, a construção civil e a reciclagem de trapos.


Em relação à reciclagem de trapos, de notar que esta é a sucessora de uma actividade que, no passado, ocupava a grande maioria da população. A figura típica do farrapeiro, com o saco às costas e o habitual "pregão" ("Farrapo, peles, cera!"), fazia as delícias dos mais novos. Famoso era o Senhor Ezequiel, por volta dos anos 50, pessoa sempre ligada ao comércio, sendo um dos embaixadores de Dominguiso. A actividade, naturalmente, diversificou-se e actualmente existem ainda alguns Farrapeiros no Dominguiso, mas já mais modernizados e virados para o futuro.


A fisionomia actual da povoação, é-nos descrita por um suplemento do "Jornal do Fundão", de Julho de 1989, totalmente dedicado a esta freguesia: "A paisagem da localidade, em termos de habitações, é quase inenarrável: uma linha de construções novas, de cores fortes e variadas, risca o aglomerado ao meio. De um lado e do outro salvam-se poucas referências de construções típicas da região (u2026) Existe apenas um nu00facleo central, com habitações de traço antigo, alvenaria à mostra, balcões e janelas de madeira, de guilhotina, típicas da região. Mas, ao que nos disseram, os habitantes de Dominguiso têm orgulho no conjunto de habitações e vivendas, de todos os gostos e variedades, que se estende ao longo da estrada municipal.


Foi 1.u00aa Viscondessa de Dominguizo Teodora Alexandrina de Almeida de Lima Pais Castelo Branco, um título que lhe foi concedido por D. Luís I de Portugal por Decreto de 2 de Agosto e Carta de 7 de Setembro de 1871 em homenagem à memória do seu falecido marido e primo, José Augusto de Oliveira de Lima Pais Castelo Branco, e ao facto de ser a referida senhora uma beneficiária, protectora dos pobres e das crianças órfãs e abandonadas. O seu magnífico solar, a Casa do Espírito Santo, brasonado e conhecido como o palácio da Viscondessa, é uma das mais importantes construções da freguesia.


Na base desta família, Silvestre João Pais Castelo Branco, riquíssimo proprietário desta terra, que muitos apelidavam de "Dono do Dominguiso". Chega a dizer-se que este abastado nobre "ia de casa ao Fundão por terras só dele". Deixou tudo a uma sobrinha solitária, que as teria de deixar aos seus sobrinhos.


Actualmente temos de referenciar as vias de acesso, obras importantes para a continuação do seu desenvolvimento, na qual se destaca a ponte sobre o rio Zêzere, obra reivindicada pelas populações há mais de cinquenta anos e que se concretizou nos princípios dos anos 90. (in Freguesia do Dominguizo pela Câmara Municipal da Covilhã)


Actividades económicas


  • Construção civil

  • Reciclagem de trapos

  • Comercialização de Vinho e cerejas da Quinta São Tiago

Festas e romarias


  • São Sebastião (Julho/Agosto)

  • Divino Espírito Santo (3u00ba Domingo de Agosto)

  • Farrapeiros (u00daltimo fim de semana de Junho)

Festivais Musicais


  • Rock In Zêzere

  • Free Mind Festival (Realizado Anualmente durante o mês de Julho)

Gastronomia


  • Bolo Xadrez

  • Papas de Milho

Vinicultura


  • Tranca da Barriga (Quinta de S.Tiago):
    • Tinto Roriz

    • Tinto Monocasta

    • Branco

    • Rosé

    • Ginja

    • Geropiga


  • Vinho Tinto e Braco Maduro | JBR

  • Aguardente | JBR

  • Génépi

Colectividades


  • Sport Lisboa e águias do Dominguiso

  • Associação de Caça e Pesca

  • Vivenciar

Património


  • Casa do Espírito Santo, Casa dos Castelo Branco, Palácio da Viscondessa ou Casa Neves

  • Chafariz Pu00fablico ou Fonte Nova e Fonte Velha

  • Estátua do Farrapeiro

  • Igreja Paroquial de Dominguizo

  • Capela de São Sebastião

  • Parque fluvial do rio Zêzere

Bibliografia


  • Contribuição para uma monografia "A mudança em Dominguiso" de Maria da Graça Sardinha (1995)

Ligações externas



  • WikiMapia http://WikiMapia.org/#lat=40.2103924&lon=-7.5261712&z=16&l=9&m=a&v=2

  • Dominguizo (C.M.Covilhã) http://www.cm-covilha.pt/simples/?f=2412

  • Dominguiso ou Dominguizo http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=17475&am
    Fonte: Wikipedia


Conteúdo Brevemente Disponível

Entidades Públicas Nesta Freguesia

Estabelecimentos de Ensino Nesta Freguesia

Forças de Segurança Nesta freguesia

Sem ofertas disponíveis actualmente nesta freguesia.





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