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Freguesia de Cabril - Municipio de Pampilhosa da Serra

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A povoação de Cabril, no Concelho de Pampilhosa da Serra, está assente na serra que lhe dá o nome, dista da sede concelhia cerca de 12 km e é atravessada pelo rio Unhais, ao longo do qual se descobrem belas paisagens. Em Agosto celebram-se as festas religiosas em honra de S. Domingos, orago da freguesia, e  de Nossa Senhora de Lurdes. Domingos, fundador da Ordem dos Pregadores nasceu em Calaruega em 1170 e morreu em Bolonha, em 1221. Com 26 anos tornou-se um dos cónegos reguladores que formou o capítulo da catedral de Osma. Em 1206, deu-se o ponto de viragem na sua vida, quando o seu bispo, Diego, se tornou o líder oficioso de uma missão papal enviada aos Albigenses heréticos que se tinham estabelecido firmemente no Languedoc. O bispo escolheu Domingos como companheiro; viveram na simplicidade e na pobreza e levaram a cabo grandes discussões com os seus oponentes. Depois da morte do bispo Diego, em finais de 1207, seguiram-se 5 anos de uma sangrenta guerra civil, massacres e selvajarias, durante os quais Domingos e os seus poucos seguidores perseveraram na sua missãop de conversão dos Albigenses. Em 1215, Domingos pôde estabelecer o seu quartel-general em Toulouse e a ideia de uma ordem de pregadores começou a tomar forma, sendo a empresa formalmente aprovada em Roma em 1216. Ele mesmo fundou mosteiros em Bolonha e por toda a Itália, e deu sempre uma especial atenção e importância à ajuda das mulheres na sua obra. A ordem que fundou foi um factor formativo na vida religiosa e intelectual na Europa medieval. Este santo foi ainda tema da canção Dominique, tão popular em 1963-1964. Ainda no domínio do profano, organiza-se em Cabril a tradicional Surra tradição que consiste numa espécie de julgamento coletivo onde entram 2 acusadores, munidos de funil, que se colocam em frente à casa da vítima que geralmente é o homem maltratado pela mulher ou a mulher alcoólica.

É de crer, pela arqueologia da região (em castros, dólmenes, etc), que o povoamento no território desta freguesia ascende a épocas pré-históricas. São de citar os seguintes topónimos: Armadouro, derivado de armada, que significa uma espécie de fortificação antiga; Malhou, o que deve ser diminutivo medieval de Malhoo, de sentido obscuro, se não é uma alteração de Malhão, por nasalação demasiada. Quanto a Cabril, é o arcaico cabril, local onde proliferava a cabra selvagem, montesa.

Cabril, eclesiasticamente, foi da paróquia inicial de Santa Maria da Pampilhos, e daí que o prior desta apresentasse aqui o cura. A instituição da paróquia própria, numa ermida, certamente pré-existente, de S. Domingos, modelada depois em igreja, deve considerar-se posterior ao século XVI.

A sua economia foi baseada durante muitos anos na produção de castanha e também de algum milho. Além dessas, ressaltam a pecuária, a pequena indústria e o pequeno comércio.

Ressaltam no património cultural e edificado da freguesia: Igrela Paroquial, capelas de Santa Apolónia, de Santo António, do Senhor dos Milagres, de Santiago, de Santa Luzia, do Senhor dos Desamparados, da Senhora de Lurdes, da Senhora das Dores, da Senhora da Saúde, da Senhora das Febres e da Senhora da Conceição e ainda as alminhas do Armadouro. Como locais de interesse, conhecem-se ainda os lugares da Ribeira e de Vale Grande. 


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