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Freguesia de Góis - Municipio de Góis

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A vila de Góis e sede da Freguesia encontra-se nos terrenos aplanados da fértil bacia do Ceira, entre a Serra do Rabadão e a Serra do Carvalhal, tendo-se desenvolvido na margem direita do rio (Serra do Rabadão) e na margem esquerda, em plano pegado à base da Serra do Carvalhal. A Freguesia agrega os lugares de Póvoa de Góis, Bordeiro, Civado, Vale Boa, Outeiro, Piães, Vale de Maceira, Casal Loureiro, Liboreiro, Vale de Moreiro, Manjão, S. Martinho, Regateira, Vale Travasso, Casalinho de Cima, Casalinho de Baixo, Luzendas (Luzenda dAlém e Luzenda de S.tº António), Cortecega, Casal do Bordeiro, Samoura, Nogueiro, Carvão, Alagoa, Pião, Casêlhos, Portela, Portela de Góis, Conhais, Ponte do Sótão, Alegria, Pontão do Seladinho, Frontão, Albergaria, Cerejeira, Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha, Alvém, Cimo de Alvém, Ladeiras, Carvalhal Miúdo, Carcavelos, Esporão, Casal Taborda, Ribeira Cimeira, Ribeira Fundeira, Pena, Vale Torto, Cerdeira, Póvoa da Cerdeira, Povorais, Folgosa, Vale Godinho. Confronta com as Freguesias de Vila Nova do Ceira (Concelho de Góis), União de Freguesias de Cadafaz e colmeal (Concelho de Góis), Alvares (Concelho de Góis), Serpins (Concelho da Lousã), Vilarinho (Concelho da Lousã), Pombeiro da Beira (Concelho de Arganil) e Celavisa (Concelho de Arganil).

 

É tradição que a vila de Góis foi mandada povoar por D. Anião Vestaris, Trastares ou Estrada, no tempo do Conde D. Henrique datando o seu foral de 2 de maio de 1516, dado por D. Manuel. 

Foi dos condes de Sortelha, que por casamento estavam entroncados com os descendentes de Anião de Estrada. Esse senhor foi confirmado por D. Afonso V na pessoa de D. Nuno Martins da Silveira, escrivão da puridade daquela comarca.


Do antigo, restam na freguesia de Góis alguns notáveis monumentos, que impõem a que neles nos detenhamos: a igreja matriz, construção original do século XV, sofreu grandes modificações nos séculos seguintes. A frontaria data do século XIX. O interior é de uma só nave. A capela-mor, coberta por uma abóbada manuelina, contém um retábulo dos fins do século XVIII ou princípios do século seguinte e foi construída no século XVI, sob o risco de Diogo de Castilho, precisamente quando a arte gótica se ia extinguindo no nosso país.


Passa-se do corpo à ousia por um alto e largo arco, proporcionando à altura das abóbadas, cujas nervuras de pedra granulosa e avermelhada cobrem dois tramos desiguais, um quadro e outro trapezional, com as interseções do artezonado assinaladas por chaves discoides, lavradas com florões, medalhas e brasões. 
Exteriormente, a armação das ogivas denuncia-se pelos botaréus, coroados de gárgulas, do mais acentuado carácter gótico nas três fases da cabeceira.


Pode reconhecer-se ainda, ponto por ponto, a obra realizada por mestre Castilho em satisfação das exigências do contrato referente a benfeitorias ordenadas por D. Luís da Silveira, senhor do morgadio de Góis, em edifício da sua terra. "O estromento que me fez dobrigação das obras da capela maior da igreja e dos Paços Novos de Góis, entre o Mestre das Obras e o Senhor Luís da Silveira", há largos anos descoberto e publicado em "Um Túmulo Renascença", é uma das mais notáveis peças documentais que podem apresentar-se para esclarecimento da técnica e terminologia das construções manuelinas, representativas do gótico final. 
Na igreja encontra-se também o túmulo de D. Luís da Silveira (conde de Sortelha e embaixador de D. João III na corte de Carlos V) e de seus familiares, aparatoso mausoléu formado por uma arca, com a estátua do fidalgo, armado e em oração, enquadrada por um baixo-relevo evocativo da Assunção de Nossa Senhora. Data de 1513 e é trabalho muito perfeito: o riquíssimo estilo renascença tem neste monumento um completo e bem conservado exemplar. É feito em pedra de Ança, e os mais diversos lavores, em que os emblemas cristãos se misturam com os mitológicos, adornam com profusão esta preciosa peça de elevado valor artístico. Pelo seu realismo, é atribuído a Hodart, célebre imaginário francês.


No altar-mor admiram-se algumas pinturas sobre madeira do século XVI. 
A pia batismal, da mesma época, tem bojo canelado e ostenta as armas dos donatários. 
A capela do Castelo é uma construção manuelina coroada de merlões e composta de dois corpos desiguais abobadados sobre nervuras. 
Das paredes brancas sobressai a cantaria. Sobre a porta figura um brasão de armas. Dentro da capela apenas é digno de nota o retábulo que contém a imagem de Nossa Senhora da Encarnação. Segundo alguns estudiosos, pretende perpetuar a memória de uma fortaleza antiga, porventura a primitiva residência senhorial.


A capela de S. Sebastião é um edifício setecentista de plano octogonal. 
Apresenta cantarias de esquinas, um portal ornado e cúpula com fecho de pedra. Guarda um retábulo do século XVIII e duas esculturas de madeira da mesma época. 
A fonte, de arco pleno completamente revestido de azulejos sevilhanos em relevo, data do século XVI.
A ponte, sobre o rio Ceira, é formada por três arcos semicirculares. O arco central ostenta um escudo nacional ladeado por cruzes de Cristo encimando esferas armilares. 
A construção desta ponte data do século XVI. Terá sido mandada construir pelo rei D. Manuel. 
Nas serras que envolvem a povoação há interessantíssimos trechos: um dos mais afamados é o célebre Penedo de Góis.


Orago: Santa Maria Maior.


População: 2171 habitantes (Censos 2011).


Atividades económicas: Exploração florestal, agricultura, indústria e pequeno comércio.


Feiras: Mercado semanal (terça feira), feira anual (13 de Agosto) e Feira dos Santos (1 de novembro).


Festas e Romarias:
- S. João (24 de junho)

- Feriado Municipal (13 de agosto).

 


Horário:
09:00 - 12:30

 

14:00 - 17:30
De 2ª a 6ªFeira



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