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365, UMA OBRA POR DIA em exposição no Museu do Oriente

365, UMA OBRA POR DIA em exposição no Museu do Oriente
O desafio era fazer um exercício diário. Durante um ano, o artista teria de produzir uma obra por dia, com total liberdade de escolha do meio e do estilo, mas sempre em papel do mesmo formato. O resultado está em exposição no Museu do Oriente, de 24 de julho a 14 de setembro.

O projeto “Série 365”, levado a cabo por Konstantin Bessmertny, começou no dia 15 de setembro de 2012 e terminou um ano depois mas, logo nos primeiros trabalhos, assumiu-se como uma complexa pesquisa visual. O primeiro trabalho foi feito em Zurique, na Suíça, no seguimento de uma visita ao Cabaret Voltaire, local de nascimento do movimento avant-garde, em 1916. Foi aí que um grupo de jovens que tentava furtar-se ao serviço militar, durante a Primeira Guerra Mundial, fundou o movimento Dada que, mais tarde, viria a influenciar o surrealismo, o conceptualismo, a pop art e tantos outros movimentos que originaram a arte contemporânea. Zurique era também, então, a “pátria” de inúmeros refugiados políticos, como Lenine. O slogan do movimento Dada era Dilettanten, erhebt euch gegen die Kunst (“Diletantes, revoltai-vos contra a arte”) e as ideias bolcheviques de um levantamento armado nasceram no mesmo local e na mesma época. Para começar, não era preciso mais. “365. Uma obra por dia” apresenta 365 trabalhos distintos, que abordam, não só aspetos culturais da existência humana, mas também, uma multiplicidade de temas como o encontro Oriente-Ocidente, Política, História, Arte, Filosofia, Economia, entre outros. Cada obra está intitulada e numerada de acordo com o dia do ano em que foi feita (dia, mês, ano) e, de certa forma, cada trabalho é uma afirmação visual dos pensamentos, ideias e acontecimentos que o artista experienciou ao longo desse dia. Konstantin Bessmertny nasceu em 1964, em Blagovesthensk, na antiga União Soviética. Considerado um dos mais notáveis artistas em território asiático, vive atualmente em Macau.

A sua mestria técnica, adquirida em sete anos de estudos de Belas-Artes nas grandes escolas da antiga União Soviética, aliada a um domínio profundo de Literatura, Música, História e Política, imprimiu ao seu trabalho uma inteligência e uma credibilidade que raramente se encontram na arte contemporânea.

As obras de Konstantin Bessmertny recorrem ao humor e à sinceridade, em representações tão subtis e suaves que exigem sucessivas visitas que ajudam a descobrir tudo o que têm para oferecer. Sem nunca se tornar previsível, Bessmertny serve-se do seu trabalho para explorar e experimentar novas ideias, encontrando inspiração nos locais mais bizarros e criando obras que continuam a desafiar e a estimular ideias preconcebidas.

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