ARRANJO FLORAL CONVENTUALDatação: “Finais séc. XVIII - Início XIX”Autor: Desconhecido, havendo apenas registo que fora um trabalho de execução conventualProveniência: Pertenceu à Capela de Nossa Senhora da Conceição em Ribeira de Cima – Porto de MósMateriais: conchas, madeira, papel, arame e algodão. Com base em madeira e cúpula de vidroMedidas: 50x20cmDoadora: Maria Madalena de Sousa Basto Pereira da SilvaMorada: Porto de MósN.º de Inventário: 451 MMPM
O mês de março é, tradicionalmente, um mês de mudanças na natureza. Os campos começam a ficar verdejantes e floridos e evocamos uma nova estação do ano com o equinócio da Primavera (no hemisfério Norte). Chegados ao mês de Março evocamos a chegada da Primavera no dia 20. Mas este é também um mês de oscilações do tempo, como diz o provérbio popular: «Março, marçagão, manhã de Inverno, tarde de Verão».A chegada da Primavera, como referimos, está associada ao reflorescimento da flora terrestre e, inspirados pelo florir da Primavera, seleccionamos a peça do mês. Trata-se de um arranjo “floral” conventual, onde se destaca a minúcia do trabalho manual de perfeição. Não há registo da autoria, há apenas registo que se tratou de um trabalho de execução conventual, sendo executado com a junção de conchas de bivalves (amêijoa e berbigão). Estas conchas foram dispostas em formato de flores desabrochadas, criando uma ilusão ótica ao observador mais desatento de que estamos perante um arranjo de flores secas. Também a jarra, que integra este trabalho, está forrada e decorada com conchas de bivalves e gastrópodes tais como cipreia-tigre e búzios.Esta é uma peça de arte que simboliza a simbiose entre a terra e o mar compondo um adorno de beleza. E esta simbiose ilustra a alma intrínseca do nosso concelho, que podemos observar no nosso Museu Municipal, nomeadamente através dos fósseis dos bivalves e gastrópodes fossilizados pela presença do mar há milhões de anos.
O Museu Municipal de Porto de Mós
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