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Crise: Nem tudo foi (ou é) mau...

O ano de 2011 ficará na história como um dos piores anos a ser recordado pelos portugueses. A crise económica e financeira à qual Portugal não conseguiu ser imune  muito graças ao seu isolamento em termos de mercados internacionais, levou a que muitas ideias, conceitos, estratégias e experiência tivessem que ser profundamente remodelados, substituídos ou até abandonados.

 

Na verdade, uma grande parte das empresas enfrentava na altura  graves dificuldades em termos de liquidez e capital, pautando-se por enormes empréstimos bancários, abandonando-se num comodismo tal que produtividade e criatividade eram termos muito pouco presentes, desprezando toda a inovação a que o mundo tem assistido em termos de marketing, design e web.

 

Despoletada a crise, as empresas depararam-se com duas saídas: ou desistiam e encerravam portas, ou se reerguiam apostando em caminhos ainda por trilhar nacionalmente, dando oportunidade a pessoas mais jovens para dar um novo fôlego ao negócio, trazendo consigo a inovação, a vontade e frescura de tentar novas escolhas, olhando pela primeira vez, a sério, para o Mundo.

 

De facto, a aposta em mercados internacionais, não havendo apenas o confinamento a países mais próximos como Espanha ou França foi decisivo para a sobrevivência dos empresários, dando mais alento e força para que os próprios produtos comercializados tivessem mais qualidade, melhor design, uma melhor forma de dar a conhecer os bens ou serviços ao público, começando em força a exploração da Web enquanto um dos mais eficazes e abrangentes divulgadores  do produto.

Com esta reviravolta, as empresas ganharam mais força, mais conhecimento, mais experiência, não se virando apenas para Portugal, mas reconhecendo que lá fora, o potencial é incrível.

 

Claro que muitas destas conquistas teriam sido dificultadas se não existissem parceiros estratégicos como a China que investiu no nosso pais milhares de milhões de euros, Angola e Moçambique para onde as exportações foram aumentadas ou ainda a Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa que permite uma maior divulgação do que fazemos por cá, sendo uma importante ponte cultural e económica com Portugal, abrangendo mundialmente uma população de cerca de 240 milhões de consumidores contra os 10.5 milhões de habitantes existentes em território nacional, que dificilmente dariam escoamento a tudo o que se produz.

 

Muito tem ainda que ser feito, mas será que sem o “bicho” da crise as empresas teriam sofrido toda a inovação e competitividade que actualmente possuem, teriam explorado novas possibilidades, novos rumos em tão poucos anos? Teriam acordado do “marasmo”e sono em que se encontravam? Não se sabe…

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