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Pilotos de todo o mundo elogiaram organização de prova em Baião

Pilotos de todo o mundo elogiaram organização de prova em Baião
Organização do Grande Prémio de Portugal integrado no Campeonato do Mundo de Motonáutica F2 foi elogiada por pilotos e pelo governo de Portugal. Rashed Al Qemzi, confirmou o favoritismo e venceu a prova.

Veio dos Emiratos Árabes Unidos o novo “conquistador” da Albufeira da Pala, em Ribadouro.

Não se sabe se serão cavalos árabes puro sangue aqueles que dão potencia ao motor Mercury que equipa o casco DAC  do ainda campeão do mundo Rashed Al Qemsi, mas a qualidade da raça ficou demonstrada pelo domínio absoluto que o piloto oficial do Abu Dahbi Team exerceu nesta edição 2018 do Grande Prémio de Portugal de F2 Powerboat.

Dominou os treinos, assegurando a “pole-position” para a corrida principal. E por duas vezes foi mais rápido a partir.

Na primeira largada para a prova, não deu veleidades aos adversários, mas viu a corrida interrompida, com uma bandeira vermelha, após as primeiras voltas, devido a um acidente sem consequências para o piloto envolvido.

Na segunda partida, que se tornou a real, voltou a aproveitar a primeira posição no pontão de largada e virou novamente na primeira bóia no comando, assumindo a liderança e começando a construir rapidamente uma vantagem que o fez galgar as 44 voltas da prova sem oposição, merecendo por inteiro o triunfo.

A defender o título, o português Duarte Benavente tudo fez para voltar a triunfar.

Aos comandos de um Moore, o piloto de Azeitão foi o segundo melhor nos treinos.

Se manteve a posição na primeira partida, já na segunda, caiu para terceiro atrás do lituano Edgaras Riabko (DAC).

Os dois assinaram um duelo sem tréguas ao longo de toda a prova e, para alegria do muito publico nas margens do Douro, Benavente logrou voltar ao 2º posto a poucas voltas do fim, relegando Riabko para o 3º lugar final.

Uma referência para Alberto Comparato. O italiano consolidou a liderança do campeonato, apesar de ter sido apenas 5º e está a 1 ponto de garantir o cetro de 2018.

Já no pódio e segurando firmemente a bandeira de xadrez, agora recordação que com ele irá para o emirato de Abu Dhabi, Rashed Al Qemzi não escondia a “grande alegria por esta primeira vitória da temporada na fórmula 2, que dedico à minha equipa, pois têm sido fantásticos para me darem um barco perfeito”. O “sheik” louvou “a excelente organização deste Grande Prémio. Já tinha estado em Baião, há 3 anos, adorei a prova deste ano, que teve uma organização exemplar e quero voltar em 2019!”.

Para o seu lado esquerdo, no degrau correspondendo ao segundo lugar, subiu o português Duarte Benavente, debaixo de uma enorme ovação do muito público presente na cerimónia. Vencedor em 2017, Benavente voltou a estar ao mais nível e agradeceu ”todo o apoio que senti de vós ao longo deste fim-de-semana. Estou muito contente com este resultado, que dá alento e à minha equipa para a próxima prova de Fórmula 1, já para a semana na China. Tudo faremos para trazer para casa um bom resultado!”.

Sem tristeza aparente que pudesse ser motivada pelo “problema no motor que me fez perder a segunda posição e quase não terminar”, o lituano Edgaras Riabko juntou ao título europeu de F2 recentemente conquistado “em casa”, o 3º lugar neste GP que considerou “uma da se melhores corridas onde participei até hoje, com uma organização ao nível das melhores do mundo!”. Rematou as declarações com “os parabéns ao Duarte e ao Rashed que estiveram fantásticos!”.

Agora a “caravana” mundial de F2 Powerboat ruma até ao Sri Lanka, onde a 30 de novembro e 1 de dezembro, disputam, em Colombo, a quinta e última prova do campeonato.

 

Um Grande Prémio exemplar, uma aposta para continuar

Os números falam por si.

31 pilotos à partida, naquela que foi a lista mais robusta de todo o campeonato mundial de 2018. 17 nações com bandeira desfraldada nos mastros oficiais, mais de 20 mil espetadores no dia principal e uma presença nos “media” tradicionais e digitais de grande fluxo, eis a demonstração do impacto de um evento, que mereceu a presença e o aval do Secretário de Estado do Desporto.

João Paulo Rebelo relevou “a magnífica qualidade deste evento, com uma excelente organização, que levou Baião e o Norte de Portugal ao mundo, contribuindo para a promoção do território e para a economia local e regional. A organização está de parabéns”.

Para Paulo Pereira, presidente da autarquia baionense, a prova “já se transformou num dos grandes eventos desportivos do país e a Câmara Municipal tudo fará para que a prova ainda aumente de importância”, no que foi corroborado por Paulo Ferreira, presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica que destacou “a importância cada vez maior que a motonáutica esta a ter no panorama dos grandes eventos desportivos nacionais, como é o caso deste em Baião e é objetivo a cumprir por esta Federação que o nosso país continua estar ao mais alto nível mundial!”. O líder federativo anunciou ainda que a prova “voltará a ser candidatada a integrar o Mundial, como bem merece!”.

Já para Mário de Sousa, o “homem do leme da prova”, o sentimento era de “dever cumprido e de agradecimento, principalmente ao Governo Português, à Câmara Municipal de Baião e à Federação Portuguesa de Motonáutica, parceiros fundamentais para erguermos este tremendo desafio. Cumprimos e estamos prontos para outra!”.

E esta será já em 2019, com a Albufeira da Pala, em Ribadouro, Baião, a assumir honras de plano de água de eleição para o desporto náutico motorizado ao mais alto nível.

 

Classificação do Mundial de F2 (após 4 provas)

1º        Alberto Comparato   47pts

2º        Rashed Al Qemzi      29 pts

3º        Edgaras Riabko        27 pts

4º        Thomas Munthe-Kaas 23 pts

5º        Brent Dillard               19 pts

6º        Duarte Benavente  18 pts

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