E sobre o Douro estrelaram mil luzes e cores em noite de folia sem hora de acabar

E sobre o Douro estrelaram mil luzes e cores em noite de folia sem hora de acabar

E sobre o Douro estrelaram mil luzes e cores em noite de folia sem hora de acabar

Margens e ruas, varandas e miradouros encheram-se de pessoas para assistir ao tradicional espetáculo piromusical com que o São João é brindado no Porto ao bater da meia-noite. O Primeiro Ministro juntou-se ao presidente da Câmara para admirar também "a" festa do Porto.

Ribeira, Marginal, escadas, ruas e qualquer outro ponto da Zona Histórica tinham-se enchido já de gente ao longo da tarde, ensaiando para a festa que a noite mais longa do ano traria ao Porto.

Não eram ainda 23 horas quando António Costa se reencontrou com Rui Moreira, que jantava no Barredo, sobranceiro ao rio, acompanhado por várias personalidades do Norte. Os dois tinham estado juntos, horas antes, quando os presidentes das câmaras do Porto e Gaia se cumprimentaram a meio da ponte, como é hábito desde 2014.

E, comidas as sardinhas da praxe, o momento alto chegou com a meia-noite que, como é hábito e todos esperavam, deu início ao grande espetáculo de fogo-de-artifício e música.

"Folia em noite de paixão" foi o nome com que esses cerca de 20 minutos foram batizados pelas câmaras do Porto e Gaia, que encarregaram a empresa Pirotecnia Minhota de deixar boquiabertos portuenses, gaienses e muitos milhares de pessoas vindas de fora para o mais "verdadeiro" dos São Joões.

O tema propunha a representação da capacidade lusitana para vencer com paixão e, através da mutação do fogo, pretendeu inspirar e libertar as paixões sentidas pelo público.

Lançados de plataformas no meio do rio, a jusante da Ponte Luiz I e até 600 metros em direção à Foz, foram 53.750 disparos de efeitos pirotécnicos, com uma cadência média de lançamentos de 2.756 disparos por minuto. O resultado foram fogos cruzados, sequências digitais, disparos de girassóis de múltiplas cores e inovações com dourados de longa duração.

O espetáculo incluiu também efeitos pirotécnicos junto aos pilares da Ponte Luiz I, que proporcionaram efeitos cruzados sobre o rio, não faltando também a já imprescindível cascata dos tabuleiros superior e inferior.

O fogo e a luz evoluíram a som de uma banda sonora poderosa que integrou oito temas, o primeiro dos quais foi "Supremacy" dos britânicos Muse. Seguiram-se "My Sweet Lord" de George Harrison, "Start Me Up" dos Rolling Stones, "Livin On a Prayer" dos Bom Jovi, "How Do You Do" de Roxette, "Wathever You Want" dos Status Quo e "Run To You" de Bryan Adams, para acabar com a também já tradicional "A Minha Casinha" dos Xutos & Pontapés.

As palmas em ambas as margens deram a festa por quase terminada para muitos mas, para muitos outros, a noite vai ainda a meio. Por isso, grandes multidões continuaram a afluir para a Avenida dos Aliados, onde a festa se fazia também já há algumas horas. Ao início da noite, tinha sido o Tributo a António Mafra - um conjunto que esteve anos e anos ligado ao São João do Porto - e José Cid e a The Big Band tomariam conta do palco. Veja ou reveja todo o espetáculo piromusical do São João 2018:

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