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Freguesia de União das Freguesias de Negreiros e Chavão

Freguesia de União das Freguesias de Negreiros e Chavão - Municipio de Barcelos

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União de Freguesias de Negreiros e Chavão

Negreiros

 

A Freguesia de Negreiros está integrada no Concelho de Barcelos, Distrito de Braga, localizando-se numa planície da bacia orográfica do Rio Este e a cerca de 15 km da sede do concelho. Abrangendo uma área de 491 ha, o seu território confina a Norte com Chorente e Chavão; a Nascente com Grimancelos e Gondifelos (esta de Famalicão); a Sul com Balasar (de Póvoa de Varzim); e a Poente com Macieira de Rates. Acrescente-se, ainda, que esta freguesia é composta por 17 lugares: Aldeia de Cima, Aldeia Nova, Além, Bouça, Corgo, Ferreiros, Igreja, Môcha, Monte, Pedreira, Penas, Sardoeira, Seara, Terra Negra, Vila, Vilar e Xisto.

Certos topónimos como Eira ou Fonte dos Mouros indicam que Negreiros foi habitada por povos muito antigos; porém, apesar daqueles nomes se reportarem aos Árabes, sabe-se que estes nunca tiveram nada a ver com alguns vestígios que datarão de antes do fim da época romana ou dos princípios da Idade Média. Talvez por esta razão, o Padre António Gomes Pereira afirma que é devido ao facto de o povo árabe ser de pele escura que esta antiga abadia da apresentação da Mitra deve o seu nome a Nigrarios, que significa “um pouco negro”, por causa de se ter aqui fixado alguma colónia de gente negra. No entanto, nada nos confirma esta versão. Contudo, o Padre Sousa Maia dá outra explicação. Para o autor do livro A Ver Terras, foram os chamados moinhos negreiros do milho “zaburro” (um milho mais grosseiro, escuro e quase roxo, que veio da Índia no século XVII e se destinava ao pão dos mais pobres) que deram o ser ao nome desta Freguesia, nome esse que, nas Inquirições do século XIII, ainda nem sequer existia. De facto, por essa altura (1220), esta Freguesia ainda se chamava De Sancta Eolália de Mazieira da Terra de Faria e Negreiros era, ainda e apenas, um apelido de família nobre.

Apresentando no século XVI cerca de 35 moradores, Negreiros foi crescendo, de forma que no século XVIII já contava 101 fogos e no século XIX tinha mais de 500 habitantes.

 

Chavão

 

Freguesia da parte meridional do território barcelense, São João de Chavão, ocupa uma pequena área repartida pela encosta sul do Monte da Saia e a bacia orográfica do rio Este, já em zona de planície. É banhada a Sudeste pelo ribeiro de Mangualde, que corre junto aos limites com Grimancelos. Ao Poente e Norte confronta com Chorente e Silveiros, respectivamente, tendo a Sul a vizinha Negreiros. A freguesia aparece ligada, desde 1216 à poderosa Ordem de Malta, cuja fundação data de início do século XII e que aqui tinha uma Comenda. A Igreja Paroquial terá sido, aliás, a conventual, isto antes da extinção daquela ordem militar (Brochado de Almeida). Descrevendo a Casa conventual de Chavão (que tinha anexa uma Quinta de Santa Marta, na fregusia de Arcozelo), Teotónio da Fonseca registava ser este um edifício baixo, comprido, tocando de topo com o adro daquela Igreja (matriz). Salientava então a existência de uma curiosíssima chaminé que sobressai os telhados, dizendo-a uma miniatura das imponentes chaminés do Paço de Sintra. Descreve também o interessante portão quinhentista, armoriado e epigrafado, actualmente exposto no Museu Arqueológico de Barcelos. São João Baptista de Chavão conta actualmente com cerca de oitocentos e cinquenta  habitantes e as principais actividades económicas centram-se na agicultura, madeiras e indústria dos têxteis.

 

Teotónio da Fonseca arrola entre os lugares habitados desta freguesia, um designado Cresto Brochado de Almeida, por seu lado, alude á Bouça dos Crastinhos, situada a Sul do lugar da Seara e onde teve oportunidade de detectar os vestígios arqueológicos de um povoado tardo-romano, assente num pequeno cabeço rondando a cota dos 150 metros ds altitude. Fraguementos de tégula, dólios e ceâmica comum de pasta cinzenta apontariam, na óptica deste autor, para uma ocupação entre o fim do Baixo Império e o começo da Alta Idade Média. Ténues vestígios de um sistema defensivo compreendendo muralha e fosso revelariam tratar-se de um pequeno povoado fortificado.

 

A Igreja Paroquial de São João Baptista de Chavão erguia-se anexa á casa conventual da Comenda de Malta. Tratar-se-ia de um templo medieval, em estilo românico, cuja traça sofreu enormes transformações durante a centúria de setecentos. conserva ainda uma interessante cachorrada medieval, ostentando os característicos motivos escultóricos da iconografia românica. Cruzeiros e Alminhos. O cruzeiro Paroquial, erguido no pequeno largo fronteiro á Igreja, será bastante antigo, embora ostente no pedestral uma data de 1913, esta respeitante a uma reforma. Interessantíssimas são as Alminhas do Bonfim, situadasno lugar do Crasto. Há ainda nesta freguesia as Alminhas de Chavão, sitas no lugar de Aldeia e datadas de 1885.

Casas Solarengas. Para alem da Casa da Comenda, havia aqui as da Aldeia, dos Campos e do Alves.  


Conteúdo Brevemente Disponível

Entidades Públicas Nesta Freguesia

Estabelecimentos de Ensino Nesta Freguesia

Forças de Segurança Nesta freguesia

Empresas Nesta Freguesia

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O “Curtir Ciência” está instalado nos edifícios originais da antiga fábrica de curtumes Âncora, um complexo do séc. XIX anterior à industrialização. É um dos mais emblemáticos edifícios da histórica Zona de Couros, que conserva as estruturas utilizadas nos processos tradicionais do curtimento de peles.

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Dias úteis: 9h00 - 18h00
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Aberto ao público em geral para sessões de Planetário Imersivo Digital mediante divulgação de atividades e sujeita a inscrição obrigatória e prévia no separador "MARCAÇÕES".

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