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Freguesia de Santa Valha

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SANTA VALHA

 

           Faz parte do concelho de Valpaços, de cuja sede dista cerca de 10 Km a sudoeste, à qual esta ligada por boas estradas, bem como para Vilarandelo, Fornos do Pinhal, Barreiros, Lampaça e Lebução.

           O seu vale é aprazível e de grande feracidade, produzindo em larga escala todos os frutos regionais, cereais, as varias leguminosas, hortaliças, etc., sendo porem as sua mais importantes cultura, as do vinho e do azeite.

            Das montanhas que a circundam e rodeiam, descem cursos de água límpida e cristalina, onde em partes formam pequenas quedas de água, e que regam estes terrenos abençoados e as juntam formando um pequeno ribeiro. Este, divide a povoação em dois, de um lado o bairro da Madalena, Freixa e Maceira, do outro, o Pontão, Sobreiro, Igreja e Ciprestes.

            Esta Freguesia tem quatro anexas, o Gorgoço, Pardelinha, Teixogueira e Calvo, este ultima já se encontra extinta

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             Madalena: Distancia da margem esquerda, foi a aldeia primitiva e o seu toponímico proveio-lhe do orago da capela Santa Maria Madalena, cujas linhas arquitectónicas são do pré Românico, com pinturas murais no interior do século X, as quais foram descobertas por de traz do altar nos anos 80, na ousia e parte das laterais pinturas murais fingindo retábulo: composição tripartida por pilastras, com cenas da iconografia da padroeira: vestida com ricos trajes, como penitente, apenas vestida com os seus longos cabelos e, ao centro, Maria Madalena segurando um vaso de perfumes; no prolongamento para as paredes laterais, surgem representações de Santo Amaro, do lado da Epístola e de São Ciríaco do lado do Evangelho; no altar lateral representam-se duas imagens inseridas numa composição arquitectónica com pilastras, entablamento e frontão angular; restos de pintura revelam que o painel se prolongava sobre o arco triunfal e na parede da nave; pintura polícroma com largo predomínio dos pigmentos vermelho e amarelo ocre, com contornos de traço negro; os painéis da capela-mor possuem legenda em latim e em português, com muitas letras inclusas, percorrendo o friso do entablamento e do soco. Num passo decifra-se PINTOV-SE NA ERA DE 1555.

 

A pintura maneirista no concelho de Valpaços, “um pouco pela rama”!

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Capela de S. Maria Madalena em Santa Valha e igreja matriz de Vilarandelo, repositórios de duas existências histórico-artísticas da pintura maneirista

 

A Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros em parceria com a Associação Cultural «Terras Quentes» tem desenvolvido desde 2004 um importante trabalho de inventariação artística dos acervos existentes nas 38 freguesias do concelho levado a cabo no âmbito de um protocolo celebrado com o Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa que tem contribuído em várias campanhas de Verão com equipas de inventariantes.

A consciencialização para a necessidade de uma iniciativa deste género foi surgindo a partir da realização, em Macedo de Cavaleiros, de Conferências sobre História da Arte e Património e do decisivo papel que nelas desempenhou Vítor Manuel Guimarães Veríssimo Serrão na Conferência que no campo da pintura dissertou sobre o tema “A Pintura Maneirista no Nordeste Transmontano – entre periferismos e modernidade” observando que os distritos de Vila Real e Bragança eram os que a nível nacional não contavam ainda com um inventário de “existências histórico-artísticas” nem com monografias concelhias integrando o estudo dos respectivos acervos patrimoniais e, muito menos, com um «corpus» de recenseamento documental relativo a artistas e artífices actuantes na região ao longo dos séculos da história portuguesa.” Da sua pesquisa sobre este tema, Vítor Serrão deixou-nos nessa conferência algumas indicações interessantes dentre os quais de duas dessas “existências histórico-artísticas” em localidades do concelho de Valpaços: Vilarandelo eSanta Valha.

Infelizmente, não serviram essas indicações, ainda que um pouco «pela rama», de suficiente incentivo para que também neste concelho se abrisse “uma via de pesquisa onde a incógnita e o desconhecimento mais reforçam a expectativa quanto à qualidade dos espécimes a recensear”, como sustenta o mesmo historiador, Vítor Serrão. Resta-nos, ao menos, a consolação de contarmos com a existência, neste concelho de Valpaços, de pessoas com saber, dedicação e sensibilidade que têm vindo a publicar, com o patrocínio da Câmara Municipal, importantes trabalhos de investigação, como é o caso do Dr. Adérito Medeiros Freitas, dos responsáveis alguns sites locais (da freguesia de Santa Valha, de Bouçoães…) e de outras pessoas que nos seus blogues (Notícias de ValpaçosLebução de ValpaçosVilarandelo um dia uma imagemValpassos d’Oje…) vão indicando aqui e ali alguns dos nossos valores artísticos e chamando a atenção para a sua importância. Uma destas pessoas que nos cumpre destacar é o Reverendo Padre Jorge Fernandes que, entre outras referências artísticas locais, deixadas no seu blogue “são cousas da vida”, expôs aqui, em 31 de Janeiro de 2011, a propósito da grandiosa mas enigmática figura do abade Martim Velho Barreto, preciosos exemplares do património histórico-sacro-artístico relacionados com essa figura em Santa Valha, Fornos do Pinhal e até, talvez, em Bouça.

 

Voltando às referidas existências histórico-artísticas e artistas e artífices identificados e já sublinhados por Vítor Serrão no espaço do concelho de Valpaços, vamos fazer aqui a transcrição de dois excertos do documento com o teor da comunicação apresentada por este historiador na conferência a que aludimos dedicado à pintura maneirista no Nordeste transmontano que foi publicado na Internet em formato Pdf.

 

Pintura maneirista em Santa Valha

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clique na imagem para aumentar

Vista parcial do altar da capela de S. Maria Madalena, Santa Valha| foto: http://www.santavalha.com

[...]É certo que, como dissemos, a pesquisa de arquivo e a verificação de campo está ainda por estabelecer em toda a região, incluindo o seu cotejo criterioso com a realidade pictural dos focos castelhano e leonês, do lado espanhol, já que muitas destas obras poderão ser devidas à execução de oficinas itinerantes originárias da faixa castelhano-leonesa. É certo, também, que muitas das peças já analisadas revelam modéstia de programas e execução frustre; nada de estranhar em demasia, numa altura e numa região em que os mercados escasseavam de recursos e de gosto e em que o uso das «imagens sagradas» era sobretudo de ordem didascálico, a fim de assegurar maior eficiência ao serviço apostólico da Igreja. Mesmo assim, os dados plásticos recenseáveis mostram, numa boa parcela das obras em apreço, uma apreciável qualidade pictórica (caso muito evidente é o das tábuas de São Pedro dos Sarracenos) e algumas típicas «características de escola» (em ciclos fresquistas,por exemplo os de Santa Valha) que deixam adivinhar tendências focalizadas em alguns centros mais destacados da província, de Bragança a Miranda, a Chaves, a Vila Real ou a Torre de Moncorvo. […]

Resta, evidentemente, estudar bem o impacto dos figurinos maneiristas num campo ainda tão mal «reconhecido» como foi a produção pictural realizada no mercado transmontano durante a segunda metade do século XVI e os alvores do XVII, sob signo crescente dos ditames da Contra-Reforma. Existem testemunhos que revelam uma inesperada actualidade na compreensão dos modelos investigados e como tal difundidos a partir de Itália na arte do pós-Renascimento.Obra notável da primeira fase maneirista em terras transmontanas é o Retábulo Fingido pintado por Tristão Correia em 1555 e que decora, com edículas simulando painéis de cavalete a formar o altar, a totalidade do espaço do presbitério da modesta Capela de Santa Madalena em Santa Valha (Valpaços) (Fig. 1). A obra encontra-se assinada no friso da zona inferior: «ESTA CAPELA SE REFORMOV COM SATISFAÇOENS DE PENITEMCIA (...) A MANDOV A(fons)º LUIS CAPELAO FAZER (...) PINTOVSE NA ERA DE 1555 E PIMTOVA TRISTAO CORREA DE CHAVES». Trata-se de espécime muito interessante de pintura a fresco, de expressão regionalista mas de bom pincel, utilizando já em pleno os cânones do Maneirismo italianizante, no sentido da consciente deformidade dos figurinos, das novas combinações cromáticas (abertas ao efeitos caprichoso dos carmins-violáceos, amarelos, brancos e azuis) e da escala alongada dos valores compositivos. Os frescos da Capela de Santa Madalena em Santa Valha representam três passos da vida da padroeira na parede fundeira da capela-mor e, aos lados do «retábulo fingido», as figuras também emolduradas em estruturas arquitectónicas virtuais de São Mamede e de Santo Amaro. Tristão Correia, pintor até data recente completamente desconhecido, aparece-nos já referenciado em Coimbra, em registos paroquiais da freguesia de São Tiago, em 1550 e em 1552, ligado então ao baptismo de duas filhas. Trata-se de um facto bem interessante, que mostra a provável formação deste artista num meio culturalmente muito mais evoluído, antes de se mudar para a vila de Chaves, onde já vivia, com oficina aberta, em 1555. Até ao momento, nada mais se sabe da sua actividade de fresco e de cavalete (já que, parece bem visível face ao que os murais de Santa Valha nos mostram, devia trabalhar nas duas modalidades), mas é provável que, face ao tipo de «receituário» estilístico que estes frescos atestam e que tão bem definem a sua «mão», possam vir a ser identificadas novas peças do seu labor... […]

 

Fonte: Vítor Serrão, Pintura Maneirista no Nordeste Transmontano, entre periferismos e modernidade: algumas contribuições, colóquio de História de Arte e Património, Macedo de Cavaleiros, sd. |http://www.terrasquentes.com.pt 

Clube de História de Valpaços: 14-05-2011 - Publicado por Leonel Salvado em12:24

 Dados do autor colhidos pelo Site:

 

Vitor Serrão (Vitor Manuel Guimarães Veríssimo Serrão).

Instituto de História da Arte - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Livro História da Arte em Portugal de Vitor Serrão: O Renascimento e o Maneirismo (Edição/reimpressão: 2002).

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(Vista do altar lateral esquerdo)

 

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Interior da Capela (obras de melhoramento )

 

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Exterior da Capela (obras de melhoramento)

 

 

            No adro que a circunda, situam-se vários cruzeiros, onde se encontra representado o calvário. Três cruzes no topo do adro, de tamanhos diferentes, a do meio, maior de todas, Jesus de Nazaré, à sua direita o bom ladrão, Dimas, à sua esquerda Gestas o mau ladrão.           

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(Cruzeiros no adro da Capela Stª M. Madalena)

 

           Os outros Bairros da margem direita: Aqui se encontram a elegante Igreja Matriz, a Capela de São Miguel, a vasta abadia com todas as suas dependências, e o Solar dos Ciprestes assenta na encosta de um monte um pouco afastada da povoação.

         

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Solar dos Ciprestes: Este velho solar é obra da renascença com mais de 400 anos e é conhecido por estes sítios, pela casa dos Carmos ou solar dos Sarmentos.

 

 

A pedra de armas na entrada principal é datada do ano precisamente de 1594, conforme se encontra gravado na própria. Estas armas plenas da família Moraes com duas estrelas por diferença, foram atribuídas ao Dr. Gonçalo de Moraes que depois de viúvo foi abade em Santa Valha e fundou a Casa dos Ciprestes. Por curiosidade refiro que era filho de Francisco de Moraes O Palmeirim autor do célebre romance de cavalaria do sec.XVI O Palmeirim de Inglaterra e era neto de Sebastião de Moraes Valcacer que foi Tesoureiro da Casa Real e mais tarde Tesoureiro Mor do Reino no tempo de D.João III.O 1º Morgado dos Cipreste foi Jerónimo de Moraes que em 1655 institui o morgadio e a capela anexa à casa. Foi também um Morgado dos Ciprestes - Jerónimo de Moraes Castro Sottomayor - quem em 1722 obteve licença para abrir um arco lateral na igreja matriz de Santa Valha e aí mandar fazer à sua custa uma capela dedicada ao Ecce Homo.

 

Igreja Matriz

 

Construção/Fundação: 1657

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Classificada pelo Estado, como “Imóvel de Interesse Público”

 (IPP), através do Decreto-Lei, Nr. 45/93,

publicado no D.R. nr.280 – Série 1 – B, de 30/11/1993.

 

 

Altar no interior da Igreja Matriz

 

 

Brasão Esquartelado: no primeiro e segundo quadrante com as armas da família Morais; no terceiro da família Castro e no quarto da família Sottomayor - séc XVIII

 

 

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O último Morgado dos Ciprestes foi o General de Brigada António Maria de Moraes Pinto Sarmento que nasceu em Valpaços em 1845 e foi Comandante e Governador da Guarda Municipal do Porto.

 

 

Igreja Matriz: A Igreja Matriz de Santa Valha, imóvel de interesse público, possui no seu interior um valioso espólio, realce para uma custódia-cálice data de 1690, um cálice do século XVIII e dois quadros a óleo sobre tábua um representando Nossa Senhora da Desterro (talvez do séc. XVIII, assinado com a Sigla TARA) e um outro representando de forma impressionante a figura de S. João Evangelista, de sublinhar também a excepcional qualidade escultórica do Ecce Homo, frágil e burrugesco e o dramático Senhor dos Passos, aqui representado sem a cruz.

 

 

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Ecce Homo e Senhor dos Passos

 

 

        A igreja é construída em fina cantaria e uma única nave, mas bem elegantemente lançada no seu conjunto de linhas sóbrias.

 

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Altar principal da Igreja Matriz

 

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 Interior da Igreja Matriz de Santa Valha

 

Na fachada principal, ou frente, que é encimada pelo campanário de duas sineiras, vêem-se os dois escudos, que ressaltam do muro ao lado da rosácea: - o escudo real com os sete castelos e as cinco chagas, e o episcopal, que ostenta como timbre o chapéu de borlas, e no escudo em pala, o báculo pastoral e uma cruz vazada.

         Na padieira da porta principal, a meio, lê-se a data de 1653.

 

               

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   Armas reais Séc. XVI          Provável heráldica                    Brasão em madeira

                                                  Eclesiástica 1655                           datado de 1697

                                                                                   

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         Este templo foi mandado construir por um abade, cujo túmulo se acha na capela-mor ao lado do evangelho.

         A parte superior ou frontão é um bloco de pedra de forma triangular, com uma cruz no vértice superior e cuja base é assaz alongada, pois que assenta e ocupa toda a superfície que forma a tampa do caixão tumular. É nele que começa a inscrição seguinte:

A sepultura do licenciado NUNO ALVARES, natural de Vila de Azambuja, abade do padroado Real desta abadia de Santa Valha, que mandou fazer esta Igreja à sua custa.

 

Depois, na pedra rectangular que forma a frente ou face anterior do túmulo propriamente dito, continua a inscrição, também em caracteres grades:

 

- e deixou em seu testamento que ao depois da morte de sua irmã Inês Monteiro - , suas casas, horta e cerca ficassem aos párocos vindouros desta abadia, com a obrigação de duas missas em cada semana e dois ofícios em cada ano, de seis clérigos como é costume.

 

 

       Moraes Castro Sottomayor Abaixo do cruzeiro, e também ao lado do evangelho, há uma capela interior, da família Moraes Castro Sottomayor , que foi construída e dedicada ao último Morgado dos Ciprestes, Jerónimo de Moraes Castro Sottomayor . 

        Tem um só altar de bela talha, do segundo período da renascença, e o tecto é em pedra em abobada de canhão. Ao lado, mas já no pano da igreja, acham-se esculturadas as armas de Morais de Castro Sottomayor.

 

Obras de intervenção realizadas:

 

1961/62 : Colocação de nova cobertura (telha), excepto na parte por cima do Altar-Mor.

1980/81 : Colocação de nova cobertura (telha), reparação geral na maior parte das paredes interiores e exteriores, limpeza e reparação de altares e outras pinturas, Etc..

1984: Conservação, limpeza e restauro, das pinturas dos altares, pelo Instituto José Figueiredo de Lisboa.

1992/93 : Melhoramento nas paredes interiores e exteriores, limpeza e pintura geral, eliminação de humidades do tecto,  substituição do soalho de madeira, pelo primitivo (actual –pedras das antigas sepulturas), reparação do coro e portas de entrada, modificação do altar de Nª. Srª. de Fátima, pinturas diversas nas madeiras, colocação de bancos para oração,  restauração de toda a Sacristia e aquisição de algum mobiliário e, ainda, arranjo e embelezamento do adro, Etc.

2006: Pintura exterior e interior e limpeza da pedra.

 

 

Capela de S. Miguel - 1697

 

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       Capela de São Miguel: No largo em fronte à Igreja Matriz, que é o principal da aldeia, existe a Capela de São Miguel, que outrora existia juntamente uma casa térrea que lhe ficava contigua, pertenceu ou foi propriedade da extinta confraria das almas.

       No friso abaixo do tímpano raso e triangular, lê-se: - Louvado seja o santíssimo sacramento. Ámen. E na padieira da porta: - esta capela de são Miguel foi reedificada de novo com as esmolas dos devotos de São Caetano, sendo abade Martim Velho Barreto. Ano de 1697. 

 

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Altar da Capela de São Miguel

 

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Interior da Capela de São Miguel, também com a imagem de São Caetano

 

 

 

Obras de intervenção realizadas:

 

 

1984: Arranjo do telhado , revestimento das paredes e pintura geral.

2006: Substituição do telhado (telha), revestimento das paredes interiores e exteriores,  reparação de humidades e pintura geral.

 

 

Capelinha do Senhor da Boa Morte (Cruzeiro)

 

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Teve origem num cruzeiro existente mais abaixo, situado no cruzamento do caminho do Br. dos Ciprestes , com as agora estradas de Vilarandelo/Fornos do Pinhal.

Este cruzeiro foi transferido para o local onde agora está, por volta de 1932 ou 1933, ou seja, um ano antes do rompimento da Estrada Nacional (EN), e que foi nessa altura edificada a Capelinha, a mando por uma devota da terra, com bastantes posses, Dª. Josefa Carlota Lopes, também conhecida na aldeia por “ Dª.Zefa Russa”, que foi tia da Dª. Marina Lopes de Morais Soares, do Br. dos Ciprestes.

Acrescentaram algumas pessoas mais idosas que ainda se recordam do facto, que só o custo do telhado foi na altura de sessenta escudos (0,30 €), algum dinheiro para a época, e que a Dª. Zefa, teve  uma pequena ajuda por promessa de uma outra pessoa, a mãe da falecida Senhora Maria Cândida, que morava junto à Igreja, mas só relativamente à despesa do telhado.

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Interior da Capelinha do Senhor da Boa Morte (Cruzeiro)

 

Também nos informaram que o construtor foi um pedreiro especialista na arte, Joaquim dos Reis Moreira(s), natural da cidade de Chaves, que veio ajudar a edificar ou reconstruir a igreja de Vilartão, vindo de seguida a casar em St. Valha; foi pai, entre outros, do falecido Amadeu Moreiras (Pedreiro como era também conhecido) e do António Maria Moreiras “Piriquito”, que não só veio a construir esta Capelinha, como também a entrada principal do Cemitério Público, vários jazigos em pedra, em particular a capela/jazigo dos Castros e jazigo da família Videira, entre outros, e ainda, a reconstruir ou obras de melhoramento da Capelinha do Santo Cristo da Igreja Matriz, que foi mandada edificar em 1722 por Jerónimo Morais de Castro, Morgado da Teixogueira.

Esta Capelinha do Senhor da Boa - Morte, sofreu em 2006 obras de melhoramento, nomeadamente em conservação, limpeza e pintura das paredes e ainda colocação de novo telhado e,  um ano mais tarde, foi melhorado também o espaço envolvente e construída a escadaria frontal de acesso. Todos estes trabalhos foram a cargo da Junta de Freguesia.

Até ao princípio da década de 1970 do século passado, todos os anos em 13 de Maio, após a missa da noite em honra da Nª. Srª. de Fátima, a procissão das velas, saia da Igreja, pela estrada, e o terço era concluído nesta Capelinha. Ouvimos também dizer que antes da década de 50 era costume realizar-se anualmente uma festa neste local e que até chegou a ter banda de música.

 

 

Capela de Nossa Senhora de Fátima

 

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Localizada no Adro do Cemitério, esta capela foi inaugurada em 13 de Maio do ano de 1988. Estiveram presentes na inauguração, as seguintes entidades religiosas e civis: Monsenhor João Costa, representante do Senhor Bispo da Diocese de Vila Real; Padre Francisco Ribeirinha da Paróquia de Vilarandelo e Padre Alberto da Eira, Pároco da nossa Paróquia; Engº. Francisco Tavares, Presidente da Câmara Municipal; João Mateus, Vice-Presidente da Câmara, e  Manuel Guedes, Presidente da Junta de Freguesia, bem assim como os restantes elementos da Junta e  Assembleia.

A ideia da sua edificação, foi por iniciativa do Presidente da Junta de Freguesia de então, Senhor Manuel Guedes, que num período menos bom do seu estado de saúde e, a devoção a Nossa Senhora de Fátima, o levaram a esta brilhante ideia. A obra foi feita com dinheiros públicos e particulares, angariados no povo, pelas senhoras, Claudina Ribeiro e Maria Cândida, pessoas de muita religiosidade, ambas já falecidas.

Inicialmente esteve prevista a construção de um Nicho com a imagem de Nossa Senhora no centro da Aldeia, mais propriamente na praça, perto da cabina da luz eléctrica e do local onde antigamente esteve o cruzeiro que agora se encontra ao lado da Igreja. Contudo, a ideia foi-lhe demovida por algumas pessoas, no sentido de substituir essa construção pela actual e bonita Capela no local onde se encontra.

Todos os anos, na noite de 13 de Maio e após terminar a missa, a procissão das velas, sai da igreja com a imagem de Nsª. Senhora de Fátima, em direcção a esta Capela e,  no percurso, os cristãos/devotos e o Senhor Padre,  rezam o tradicional  terço, finalizado neste local, com a Canção do Adeus a Nsª. Senhora.

(Nota: ver fotos da inauguração no Link: Junta de Freguesia “ Inaugurações”.)

 

 

Interior da Capela de Nossa Senhora de Fátima

 

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Castro ( Também designado por Crasto)  de Santa Valha: A sul da povoação e perto do solar dos ciprestes, há ou eleva-se um outeiro coberto de esbeltos pinheiros, ao qual dão o nome de Castro. Por esta designação, conservada pelo povo através dos séculos, já se vê que se trata de uma velha fortificação.

 

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A que tempo remontará ela?

         Enquanto a ser ponto estratégico e de defesa dos romanos, isso não resta duvida alguma, bastará atendermos ao toponímico que caracteriza e designa este sítio do termo de Santa Valha. Mas também não estaremos em erro, emitindo a opinião de que virá de tempos anteriores, mesmo dos tempos pré-históricos sua tradição de lugar fortificado e destinado à defesa contra as tribos adversárias. 

         No sítio e outeiro do Castro, onde se podem ainda observar alguns trechos da antiquíssima muralha, tem aparecido mós castrejas, moedas, tenhas de rebordo e outros característicos romanos. Pelas cercanias também se tem encontrado objectos da indústria pré-histórica. É de idade mais recente, talvez dos princípios da nossa monarquia; vêem-se sepulturas cavadas na rocha viva, de forma trapezoidal, com rebaixe para os ombros e cavidade destinada para à cabeça.  

 

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          Possível encontrar vestígios de uma igreja e cemitério na Santa olaia, onde existe uma cruz e uma sepultura antropomórfica. Cemitério o qual em tempos não muito longínquos, também se enterravam pessoas de Santa Valha e das anexas neste local.

          Antes de 1903, data do cemitério actual, as pessoas faziam um trajecto com seus defuntos por caminhos sinuosos para os enterrarem na Santa Olaia, onde era o único local que existia cemitério.

         Intrigando-me um cruzeiro num caminho longínquo da aldeia, perguntei a um dos moradores mais antigo de Santa Valha, o qual me informou que, esse cruzeiro era precisamente para as pessoas que vinham no seu cortejo fúnebre pudessem descansar pousando o caixão, e aproveitando perante uma cruz, rezar.

 

 

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Nota do Site:


Santa Olaia ou Eulália é o local onde tudo indica ter nascido Santa Valha.
O nome de Santa Valha, poderá, em tempos remotos, ter tido origem ou derivado de Santa Ovaia. Já quanto ao nome da freguesia, nos documentos/manuscritos encontrados recentemente, consta, que em 1655, se chamava: lugar de Santa Valha da Freguesia de Santa Olaia e, em 1758, se chamava: lugar de Santa Valha da Freguesia de Santa Eulália; Santa Eulália que é Padroeira/Orago da nossa freguesia.

 

 Fonte: WWW.SANTAVALHA.COM


Santa Valha é uma freguesia portuguesa do concelho de Valpaços, com 26,90km de área e 415 habitantes (2011). Densidade: 15,4 hab/km.


Fonte: Wikipedia


Conteúdo Brevemente Disponível

Estabelecimentos de Ensino Nesta Freguesia

Forças de Segurança Nesta freguesia