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A Lenda de D. Sapo - Cardielos- Viana do Castelo

Em Cardielos, perto de Viana do Castelo, ergue-se uma elegante torre que segundo consta foi herdada do tempo dos mouros.


Segundo conta a lenda, vivia nessa torre um nobre, de nome Florentim Barreto, muito abastado e consequentemente rico em propriedades. Esse homem era no entanto, muito pouco cristão.


(Presume-se que este homem tenha sido D Egas Pais de Penegate, excumungado por incesto, e que mais tarde viria a ser conhecido como D. Sapo)


Naquele tempo, hábitos terríveis, inconcebíveis nos dias de hoje, eram tidos como elementares regras de convivência social. Um desses velhos costumes, apesar de consagrado pelo uso, era obviamente e sempre que possível, combatido pela parte envolvida.

 

Como nobre e senhor que era, possuidor de direitos sobre terras e gentes da região, arrogava-se ainda ao direito de desvirgindar donzelas vassalas antes do casamento.
Assim, tendo conhecimento de que haveria boda marcada para dia tal, ordenava que a donzela, independentemente da sua beleza e estrato social, reunisse com ele por periodo indeterminado.


Sendo um hábito instituido, foram muitas as vitimas de tal Senhor, não havendo quem forças tivesse para o contestar. No entanto, uma fúria contida começou a despoletar nos maridos, que tentavam por todos os meios evitar tal abuso, oferecendo sacos enormes de feijões, alimento muito apreciado por D. Sapo, em troca do resgate das suas noivas.


A vontade de muitos era puni-lo e matá-lo, no entanto tinham consciência de que se o fizessem, os oficiais de justiça real os perseguiriam, matando-os depois publicamente.

 

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Um dia, após ponderação profunda sobre o tema, surgiu-lhes uma ideia.


Nomearam um representante de entre eles, para que em presença do Rei, obtivesse autorização para liquidar um gigante sapo que andava a violar todas as donzelas da região.


Obtida a autorização, voltaram à sua terra e rapidamente liquidaram D. Sapo, pondo fim ao tormento das mulheres e ao tributo dos feijões.


Esta história tão antiga, ficou gravada na memória daqueles que habitam em Cardielos, resistindo ao passar do tempo.

 

Ainda hoje, se alguém perguntar aos barqueiros do Lima se já levaram os feijões ao Florentim, estes ficam tão furiosos que por vezes não deixam a brincadeira passar indiferente.

POR: PNMF




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